terça-feira, 20 de março de 2012

Cine Memória

Quando penso em romance eu lembro do... Titanic!
Lembro que queria muito ir ver no cinema, cheguei a implorar pros meus pais, mas minha mãe (que seguia rigorosamente a censura indicada) não permitiu. Dois anos depois da estreia (quando o filme já tinha no currículo 10 Oscars) ganhei o VHS no meu aniversário de 11 anos! Entrando na fase da pré-adolescência, fantasiei durante meses (tá bom, anos) com a clássica cena entre Jack Dawson (Leonardo DiCaprio) e Rose Bukater (Kate Winslet).
Uma das cenas imortais do cinema *-*
O roteiro, baseado na história do Titanic, um navio transatlântico construído na Irlanda do Norte que na trágica noite de 14 de abril de 1912, durante sua viagem inaugural, chocou-se com um iceberg no Oceano Atlântico e afundou duas horas e quarenta minutos depois (levando com ele 1.523 passageiros) foi a pior catástrofes marítimas de todos os tempos. Ironicamente, o Titanic provinha de algumas das mais avançadas tecnologias disponíveis na época e foi popularmente referenciado como "inafundável". Em 1931, foi inaugurado o Memorial das Mulheres do Titanic, um monumento, em Washington, uma homenagem aos homens que deram suas vidas pelas de suas mulheres. James Cameron se inspirou na obra quando dirigiu a cena (em 1996 ano em que o filme foi produzido) que com certeza é lembrada por todos que assistiram o longa. Uma bela homenagem né?

Memorial das Mulheres do Titanic, Washington, EUA.

Maravilha-te, memória!

Essa poesia me fez lembrar da pauta, e claro, do conceito desse Unicom temático.
É, o Fernando Pessoa sabe das coisas.

Maravilha-te, memória! (Fernando Pessoa)

MARAVILHA-TE, memória!
Lembras o que nunca foi,
E a perda daquela história
Mais que uma perda me dói.

Meus contos de fadas meus -
Rasgaram-lhe a última folha...
Meus cansaços são ateus
Dos deuses da minha escolha...

Mas tu, memória, condizes
Com o que nunca existiu...
Torna-me aos dias felizes
E deixa chorar quem riu.

Prédio do museu de Venâncio Aires é tombado


Fiquei muito feliz quando soube dessa notícia. O Edifício Storck, onde funciona o Núcleo de Cultura de Venâncio Aires (NUCVA) e está armazenado todo o acervo do museu, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul (Iphae/ RS). Nesta quarta-feira (21), uma cerimônia fará o comunicado oficial.

O prédio foi construído em 1929 e há 15 guarda o acervo do museu. Fui voluntária da Casa de Cultura de Venâncio Aires em 2004 e naquele ano tive a oportunidade de conhecer o trabalho feito pela equipe coordenada pelo doutor Flávio Seibt, idealizador do museu, e pela professora Angelita da Rosa. O material do museu é riquíssimo e guarda a história não só de Venâncio Aires, mas de outros municípios da região. Numa parceria com a Unisc, o NUCVA foi o responsável, por exemplo, pela restauração da Igreja de Santo Amaro, General Câmara, uma das mais antigas do Estado, e que também foi tombada.

Novamente, fiquei muito feliz com a notícia. O tombamento do Edifício Storck é mais uma forma de manter viva a memória da nossa comunidade.

Momento nostálgico

Um dos melhores desenhos animados, na minha opinião, é O Fantástico Mundo de Bob. Adorava ficar esperando o Bob surgir na tela da TV com a sua bicicletinha. A música da abertura também é muito legal. O desenho é da década de 90.

O destino das fontes

Quem faz jornalismo já ouviu de algum professor ou editor: "Se a tua fonte já tem uma certa idade, cuidado. Entrevista logo, porque sabe como é...". Eu sempre prestei atenção na lição, mas, por outro lado, parecia algo distante. Eis que hoje de manhã, minha dupla Jonara Raminelli, chega com a notícia de que o nosso case se foi. Morreu, bateu as botas, passou dessa para uma melhor (assim se espera).

Fica aqui a lição: pautas caem e fontes morrem. Literalmente.