domingo, 29 de abril de 2012

Etapas

Na universidade passamos por várias etapas. Eis que estamos em uma das principais: a produção do Unicom. Uma disciplina que é um ensinamento que vamos levar pra vida toda. Aprendemos a trabalhar em equipe, a contruir todo um jornal do ínício ao fim. Até chegar ao produto final tem todo um processo produtivo que envolve muita responsabilidade. Discutimos coisas que talvez sejam simples aos olhos de quem vai ler o jornal, mas que para nós é um crescimento. Exemplo disso foi a última aula, que digasse de passagem estava muito boa. Analisamos em detalhes algumas reportagens. É pessoal, daqui uns dias findamos mais uma etapa da nossa vida acadêmica...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Oh, memories, where'd you go?

Pra quem gosta de um rockzinho alternativo no embalo das memórias, segue um trecho da música "Memories" (rááá) da bela banda Panic! at the Disco.

Oh memories, where'd you go? / You're all I've ever known / How I miss yesterday / Now I let it fade away / Where'd you go, Oh oh oh? / When july became December / Their reflection fought the cold / But they couldn't quite remember / What inspired them to go.

Como eu não consegui postar a música aqui no blog, graças a esse meu novíssimo computador, cliquem aqui e ouçam a canção completinha

Falta pouco

Estou ansiosa para ver o jornal finalizado. Há poucas páginas para serem diagramadas.

Estão quase lá...

Quando o rubro enfrentou pavilhão

Em maio de 1965, em um Joaquim Vidal lotado, o Cachoeira Futebol Clube de Carlos Alberto Zinn enfrenta o atual campeão do estado. O time gremista era liderado por Airton Ferreira da Silva, o Pavilhão, considerado o melhor zagueiro do futebol gaúcho. O que  viria a acontecer após a partida, você confere na matéria do Unicom.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Deu na Gazeta do Sul (originalmente escrito em alemão)

Jornal Gazeta do Sul, Santa Cruz do Sul, 15 de julho de 1957.

"(...) teve a bondade de mostrar-nos o seu álbum de viagens e podemos constatar que ele visitou muitos lugares da nossa pátria. Recebeu em toda parte o aplauso merecido. Uma quantidade de recortes de jornais prova que deixou em toda parte boa receptividade com sua arte. Também na TV Tupi em São Paulo, em um programa especial, as suas apresentações foram coroadas de grande êxito. Na quinta-feira, 20, este fenômno musical fará uma grande apresentação e desenvolverá um programa escolhido. Para essa apresentação, foi escolhido o salão de concertos  São Luiz. O espetáculo é em benefício da sociedade. Como se trata verdadeiramente de uma apresentação única, não podemos deixar de recomendar aos prezados leitores esta apresenação."

Quer conhecer essa história única? Então também recomendo aos prezados leitores que não deixem de ler o próximo Unicom.

O que vem por aí

Por 50 anos ele foi a casa da sétima arte:

Construção do prédio em estilo Art Deco
Curioso? Saiba mais nas páginas do Unicom Memórias!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Figurinos da capa em mãos

Hoje à tarde fomos ao Espaço Camarim vasculhar os figurinos para a produção da capa do Unicom. Em meio as inúmeras peças, eu, a Spilberg (Jú S.), a Vãnis (Vanessa C.) e o Fabrício encontramos algumas que pretendemos utilizar. Tivemos um pequeno problema com a quantidade de roupas e acessórios na volta pra Unisc. No final das contas, acabamos enfiando as coisas no bagageiro da minha moto e o restante a Spilberg segurou. Ah, e no caminho quase fomos atropeladas por um ônibus desgovernado. Nunca businei tanto na minha vida. Agora é seguir em frente que logo logo a capa estará pronta.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Está quase pronto

Hoje revisamos as matérias dos colegas e definimos a capa do Unicom memórias, que fica pronto logo, logo. A ansiedade toma conta da turma, que não vê a hora de ter em mãos o jornal.

Agora, estamos finalizando a diagramação e fazendo os últimos ajustes para que a edição fique legal.

LEGO: minha paixão da infância


Brinquei pouco de boneca e muito de lego. A possibilidade de criação que o brinquedo sugere para o imaginário da criança é fantástica. Soltas, as peças seriam somente peças, mas unidas formam objetos.
Contudo, uma das lições que o LEGO me ensinou, foi que com pouco se cria muito, basta apenas vontade e dedicação.

Memórias da reportagem

Para alguns a memória é motivo de orgulho. Já para outros, nem tanto. Relembrar um passado que fez sangrar o coração é trabalhar emoções. É refletir sobre o singinificado da existência e rasgar amarras. É também engolir o choro e o medo dos sentimentos que podem vir à tona.  Por todos estes motivos a minha reportagem foi um  grande desafio. Pra mim foi um momento de reflexão sobre os valores da vida e para o entrevistado foi uma redescoberta de valores. Descubra os detalhes desta história no Unicom Memórias.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

Um aprendizado e tanto...

Quando Demétrio perguntou quem faria a diagramação do Unicom, nem pensei duas vezes e levantei a mão. Mas não imaginava que teria um aprendizado e tanto nessa função. Pequenos detalhes que para mim passavam despercebidos, hoje são elementos essenciais para compor uma página. Exemplo disso, foi a aula de hoja, na matéria da Cassi, que deslocandando alguns elementos, tivemos um resultado incrível.
A primeira página diagramada foi a mais aterrozinante, pois tive que criar um projeto novo, mas sem perder a "cara" do Unicom. Uma tarefa bem dícil.
Depois que passa o susto e cai a ficha da responsabilidade que tenho pela frente, o jornal começa a ganhar forma, com o apoio e sugestões de todos os colegas.

Valeu turma!!!!

Uma aula em imagens:


Logo no inicio da manhã recebemos as camisetas...

e os adesivos. Nosso editor chefe estava radiante
(o que é visível).

As revisoras seguem avaliando
as redes sociais as matérias...
e a diagramação discutindo o layout das páginas.

Enquanto isso a Cassi intimava chamava a galera
para gravar seus depoimentos.


Então nós subimos em uma escada (?) ...

e fomos pro mato tirar fotos
(conduzidos por Demétrio e Spilimberga).

De volta para o lab 07 pensamos um pouco...
e mais um pouco....

e colocamos em prática a primeira ação de divulgação.



Acompanhe mais emoções nos próximos capítulos...

Você lembra?

Além da distribuição das camisetas, hoje colocamos em prática a ação do "mini baú", com as nossas memórias. Quem passa pelo corredor do bloco 13, se depara com a caixa. Dentro, alguns objetos que marcaram a infância e a adolescência da turma do Unicom memórias.

Você já viu o baú? Não? Então passa lá no corredor e dá uma olhada!


As camisetas chegaram



O time do Unicom Memórias já possui uniforme, as camisas foram distribuídas hoje. Pelo visto nosso teacher e editor-chefe aprovou...


Você lembra?

Quando a arbitragem joga contra


Um árbitro equivocado, uma torcida em ira e um vestiátio sedento por justiça. O que resultará dessa explosiva combinação? Espere a próxima edição do Unicom.

tic- tac- tic- tac

Ta na mão!
As ações estão fervendo e a largada será dada! muitas novidades!
uooba!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Unicom com a diagramação

As entrevistas já foram feitas, as matérias redigidas e, na última terça-feira, encaminhadas à diagramadora, a Daia Carpes. Agora chegamos à reta final da primeira edição de 2012 do Unicom. Pelos murais da Unisc, os cartazes já anunciam o tema que não é mais novidade: Memórias. Procuramos reunir diversas histórias e textos que façam pensar no passado. O trabalho foi e continua sendo pesado. Mas já sinto a sensação de que temos algo muito rico.

E vocês, lembram?

domingo, 15 de abril de 2012

Sempre presente

Em 1998,  na cidade de Cachoeira do Sul, o Cine Ópera Astral passava o filme Titanic. Lembro como se fosse hoje, eu, meu pai, minha mãe e meu irmão indo em direção ao cinema para vermos o esperado filme. Muita curiosidade e emoção marcaram esse momento. De lá pra cá já vi umas 3 vezes e sou parcera para uma quarta vez. 

Esse post sobre o Titanic é porque em abril, mês em que ele naufragou no atlântico norte, a história fica muito presente. Os meios de comunicação, como de praxe, se emprenham em fazer a reconstituição da história. Este ano me chamou atenção que na edição deste sábado, 14, do jornal  Zero Hora, um caderno de quatro páginas trouxe histórias do navio que afundou matando mais da metade da tripulação de modo diferente. Nada a dizer sobre o que já sabemos sobre o fato. Foram a fundo e trouxeram histórias antes nunca contadas, como por exemplo os três avisos que chegaram ao Capitão sobre a aproximação do iceberg. Ele não deu importancia para nenhuma. Levando a acreditar que foi falha humana. Outra história peculiar que foi relatada no jornal, foi da família que procurava seu filho e ele estava  em um bote a 500 metros. A família morreu achando que seu filho estava dentro do navio. O acontecimento foi há 100 anos, mas ainda está presente em nossas vidas. Seja em livros, reportagens ou em filme (agora até em 3D).

Ficou curioso? corre atrás do exemplar de sábado do Zero Hora!




 

As memórias de Kirk Douglas

Esta semana, depois de rever um filme grandioso para o jornalismo chamado Ace in the Hole, para nós conhecido como A montanha dos sete abutres (1951), fui atrás de outras referências sobre o ator Kirk Douglas, protagonista do filme em questão. Pesquisa vai, pesquisa vem, descubro que o cara escreveu um livro de memórias em 1989. Faz tempo, sim, mas se há 23 anos Kirk Douglas já tinha muita coisa a contar, imagina agora que ele tem quase 96 anos de idade, sendo que mais de 60 foram dedicados ao cinema. Aqui, o trecho de um resenha sobre O filho do trapeiro, livro de Douglas:

Kirk Douglas, filho de judeus russos analfabetos, vai fundo nas reminiscências de sua existência. Tendo-se dedicado a essa tarefa sem a colaboração de um "ghost-writer", cada lembrança, cada palavra veio diretamente do mais íntimo de seu ser, temperada ao mesmo tempo pela reflexão e pelo sentimento. Assim, em vez de mero repositório de autolovações ou incidentes pitorescos e banais como os que povoam as páginas de tantas outras catarses públicas de grandes astros do cinema e do teatro, este livro é um documento humano de tocante densidade.

sábado, 14 de abril de 2012

Quer uma boa memória?

O Unicom Memórias tem um entrevistado para lá de ilustre. Ele acumula 36 prêmios, participa de 23 sociedades científicas, dentro e fora do país, e fala cinco idiomas além do português. Em abril de 2006 foi eleito para a National Academy of Sciences, nos Estados Unidos. Nos últimos vinte anos, apenas sete cientistas brasileiros integraram a academia americana.

Para nosso ilustre entrevistado, "Aquela pessoa que fala que ler é chato, não sabe como vai ser chata a vida dela sem memória."

Quer saber porque? Confira as páginas centrais do Unicom Memórias.

Halbwachs e a memória

“a história começa somente do ponto onde acaba a tradição, momento em que se apaga ou se decompõe a memória social. Enquanto uma lembrança subsiste, é inútil fixa-la por escrito” (Halbwachs, 2004)




Quer ler sobre memória individual e coletiva? Procure os livros do autor Maurice Halbwachs.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

É notícia

Lendo o Jornal do Povo de hoje, olha o que encontro...uma nota sobre o trabalho de conclusão das colegas Cassiane Rodrigues e Vanessa Costa sobre a Fenarroz.
Ficou curioso??? Acesse o site e confira o que a dupla anda aprontado!
Parabéns gurias!
http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5021977516457522759

Quem tem medo do lobo mau?



Sabe a história da Chapeuzinho Vermelho? A memória que eu tenho dela é em um livro velho com ilustrações infantis. Na narração, minha mãe. Pois ela se modernizou e se você acha que sabe tudo sobre a aventura da menina, do lobo e da vovó, você não sabe nada.

Um infográfico super completo mostra detalhes do conto de fadas, como a distância que ela percorreu e até o remédio que a avó toma.




quarta-feira, 11 de abril de 2012

Nostalgia



Essa foi a vinheta da Condor Filmes, distribuidora brasileira que fez muito sucesso à algumas décadas. Quer saber mais? Na próxima edição do Unicom.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Dica de Blog

Oi galera!!!!!

Aí vai uma dica de leitura: O Estadão possui um blog Arquivo Estado - Memória, Preservação e Acervos.
Quem quiser conferir assuntos como o centenário do naufrágio do Titanic; Mazzaropi, o caipira-símbolo do cinema; A polêmica do cinema de 1982; Turismo e história nos trilhos de Santa Teresa, entre outras histórias é só acessar o site   http://blogs.estadao.com.br/arquivo/

Na revisão

Para quem visita o blog do Unicom é sempre interessante saber como andam as nossas reportagens. Até porque quando a reportagem estiver pronta, a vontade de lê-la será mais excitante. A reportagem, como tinha dito em um post anterior trata de um fato que ocorreu em Cachoeira do Sul, no Bairro Oliveira. Trás um pouco de tristeza, saudade e superação. Depois de três encontros e muitas fotos, onde soube em detalhes o que realmente aconteceu em julho do ano passado a reportagem está na revisão!
 
...aguarde a próxima edição do Unicom!
 
 
 

A reportagem em imagens



segunda-feira, 9 de abril de 2012

O bandoneon

Qual é o instrumento musical que melhor expressa a melancolia, paixão e profundidade do Tango Argentino?
As raízes deste instrumento musical estão na Alemanha. Em 1834, o famoso músico Carl Frederich Uhlig, apresentou um novo tipo de acordeão – a Concertina Alemã. Baseando-se neste instrumento, o vendedor de instrumentos – Heinrich Band inventou o Bandoneon, instrumento que levou o seu nome. Saxony era o centro da produção de concertinas e bandoneons na época. Os produtores mais conhecidos eram Chermnitz, Klingenthal e Carlsfeild.
No inicio da década de 50 do século XIX, o bandoneon já tinha chegado a outros países. Os imigrantes levaram os seus instrumentos – dentro da bagagem – para o Novo Mundo; foi desde modo que este instrumento folclórico achegou à Argentina e a Buenos Aires. O bandoneon tornou-se o som do tango na primeira década do século XX, nos clubes de marinheiros em Buenos Aires. Com o seu som único, o bandoneon conquistou o lugar de símbolo da música de tango.
Além disso, esse instrumento tem tudo a ver com minha próxima matéria. No Unicom, será uma forma de conhecer um pouco mais sobre ele.

Acabei!

Minha primeira tarefa na produção do Jornal Unicom, como Editora Multimídia, foi reativar e atualizar este blog. Minha segunda tarefa, agora como repórter, foi concluída a poucos minutos.
O primeiro "rascunho" que escrevi tinha cerca de 6000 caracteres. Um pouco além dos 4500 exigidos pela diagramação. A sensação de cortar palavras é indescritível.
Como a colega Cassiane contou no post Hora de Finalizar, também tive algumas frustrações. A maior delas foi descobrir uma fonte que acrescentaria muito para a pauta, apenas algumas horas antes do prazo de entrega. Mas, como o o jornal depende de prazos para dar certo, continuei "mutilando" meu texto e deixei a tal fonte de fora.
Como funciona o jornal?

Encaminhei a matéria para as duas revisoras apontarem as correções necessárias. As fotografias e legendas também já foram mandadas para a editora de fotografia. As revisoras encaminham o texto para a sub editora e o editor, que batem o martelo. Nas mãos da diagramação, o texto ganha um design atrativo para ser publicado. Enquanto isso a produção pensa no lançamento, e os editores de TV e Rádio em formas de promover o jornal.
E assim funciona a engrenagem do Jornal Unicom. O resultado vai estar nas suas mãos em breve.

Hora de finalizar

Estou desde quinta-feira ajustando minha reportagem. Leio e releio várias vezes e a cada vez troco uma palavra, uma frase de lugar. Acredito que esse tempo é realmente muito válido para um melhor trabalho.
Minha reportagem é composta por quatro histórias diferentes. Para contá-las precisei
entrevistar nove pessoas ao todo. A maioria delas não é citada no texto, mas foi útil para melhor compreensão do assunto. Por mais que o trabalho ainda não esteja oficialmente entregue, já dá para sentir uma sensação de dever cumprido. Isso porque foram dois finais de semanas dedicados exclusivamente para a produção, além das diversas tentativas por telefone para conseguir mais fontes. Várias tentativas, a propósito, foram em vão. Inclusive uma delas foi solicitado que eu ligasse às 5h30 da manhã, pois era o único horário que encontraria o entrevistado em casa, já que trabalha nas plantações. Não preciso dizer que a ideia foi descartada. Eu até faria um esforço para acordar nesse horário, mas pedir para o Jordan abrir o laboratório de rádio para gravar a entrevista é sacanagem, né?
Na sequencia posto alguns áudios e fotos das minhas aventuras. Obviamente, sem entregar o "tesouro" do fundo do baú.

Tema de Casa

Como a profissão do meu exigia que a cada dois ou três anos ele fosse transferido de cidade.
Em consequencia disso, não tínhamos como guardar as velhas lembranças ou os antigos jogos da infância.A mãe colocava nas caixas de papelões apenas o que utilizámos. Não havia espaço no caminhão para guardar-mos nossas recordações em um "baú".
Mas como tema de casa, estou levando alguns objetos que remetam a memória...

Diagramação

Alô galera!

A diagramação está a mil... Veremos o que vocês acham e o que pode ser melhorado.

Até mais

São memórias

Memórias

Carlos Drummond de Andrade


Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

sábado, 7 de abril de 2012

O ato de resgatar memórias

Como tema de casa temos que levar para a próxima aula pelo menos três objetos que fazem parte das nossas memórias. Para resgatá-los precisei percorrer cerca de 100 quilômetros até a casa dos pais em Cachoeira do Sul e revirar muitos armários.

Redescobri que a primeira boneca ainda existe, que o livro de histórias eu ainda sei de cor e que o quebra-cabeça mais usado da história ainda pode ser montado. Daria para encher um baú com tantas recordações.

O que senti a cada nova velha descoberta neste sábado de aleluia é o que queremos que os nossos leitores sintam com o Unicom em mãos.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Memória também tem cor

Uma de minhas memórias é cor de laranja. Sim, um laranja daqueles bem chamativos, como o das camisetas aí na foto. 
Quando nós duas chegamos lá e achávamos que tínhamos sido esquecidas, era laranja a placa que nos tranquilizou. Assim como também eram laranjas as camisetas daqueles que tão bem nos receberam e nos monitoraram 24hs por dia.
Do momento dessa foto, uma afirmação dita ficou e sempre ficará na memória. "Vocês correram atrás de um sonho e conseguiram realizá-lo. O momento vivido aqui será eternizado não nas fotografias, mas nos portas-retrato da alma".
De fato, as fotografias, antes tão expressivas, não dizem mais muita coisa. Mas na memória ficaram resgistrados cada momento, cada papel ou boné cor de laranja. 
Essa experiência única esteve e sempre estará associada ao laranja, aquela cor que todos tentavam esconder, mas não conseguiam. E que hoje todos guardam como recordação daqueles três inesquecíveis dias.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O dia em que enfrentei Tesourinha


Existe um ditado popular que considera o futebol como uma caixinha de supresas.Um esporte que foge à lógica. Não é à toa que favoritismo não vence jogo e gols nos acréscimos significa uma ida, às vezes, sem volta, ao hospital para os torcedores mais exaltados ( ou cardíacos, se preferir). Mas,em algumas ocasiões, surpresa é um mero detalhe para peças pregadas pelo destino. No final da década de 50,um jovem zagueiro enfrenta Tesourinha, jogador idolatrado no Internacional por ter feito parte do histórico "rolo compressor" e primeiro negro a defender o Grêmio. Jogador de seleção brasileira, foi eleito duas vezes, como melhor jogador da Copa Ámérica (1945 e 1949). Admirador contra ídolo.Caso tenha ficado curioso para ver o desfecho dessa história, espere a reportagem do Unicom.

A memória também precisa ser estimulada

Olha que bacana, gente! A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), por meio do Departamento de Psicologia e do Programa Terceira Idade, está com inscrições abertas para uma nova turma de Oficina de Memória. 
Serão 10 encontros de 2 horas de duração, até o mês de junho, onde serão realizados exercícios para exercitar a memória. As oficinas são voltadas para pessoas com 55 anos ou mais e alfabetizadas. O objetivo é desenvolver ações educativas e de lazer, abordando necessidades relatadas pelos idosos a fim de contribuir para um envelhecimento saudável na população participante. O projeto baseia-se na visão de que o envelhecimento positivo e a manutenção da autonomia na velhice é de modo geral uma experiência possível e desejável, relacionada à oportunidade de condições e práticas favoráveis.
As inscrições podem ser feitas até o dia 16 de abril.  Os encontros iniciam no dia 17 de abril, às 14 horas, na sala 509.
Memória também é sinônimo de saúde e precisa ser estimulada em todas as idades, seja por álbuns de fotos, recados, cadernos, baús ou até mesmo exercícios específicos para preservar a memória.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Cine Memória #2

Já contei aqui que a minha referência de filme romântico é o  Titanic.
No meu gênero preferido, entre tantos títulos, é O Navio Fantasma que faz parte da minha memória.
Assisti ele no extinto Cine Astral, em Cachoeira do Sul. Foi o primeiro filme de terror/suspense que assisti no cinema, o que hoje é um hábito. Lançado em 2001, O Navio Fantasmo conta a história da equipe de resgate Artic Warrior, que navega pela costa em busca de navios perdidos ou com problemas em alto-mar. Em uma de suas viagens eles encontram, no Alasca, os destroços de um lendário navio italiano que está desaparecido há 40 anos. É a bordo desse navio que o filme acontece.
Cartaz original do Navio Fantasma
O filme me prendeu (e apavorou) da primeira à última cena. Lembro que fui com um grupo de amigas, e nós nos abraçamos e choramos assistindo. Essa é a beleza do cinema de horror! Já viu o filme? Quer relembrar? Confere aí o trailer:


Boa notícia!!!!!!!!!!

Capa aprovada pela gráfica!!!!!!!!!!
Agora é só produzir....

Escreva



Feita entrevista e vendo o Unicom tomando forma, as ideais agora pipocam em minha mente sobre como escrever as memórias do personagem. Mas quem diz que eu consigo dar ordem à elas?

Vou seguir o sábio (e óbvio) conselho do mestre Demétrio: "Spili, escreve".

domingo, 1 de abril de 2012

Quem disse que jornalista não tem domingo?

Depois da entrevista...
Hoje tive um dia muito especial. Primeiramente, conversei com duas fontes vitais para minha matéria. Dois senhores muito simpáticos e que deram muito valor ao projeto do Unicom. A conversa foi algo incrível, uma volta ao passado. E para mim, que adora tudo que tiver alusão a questões históricas, imaginem minha cara de felicidade... Mas além da entrevista, que rendeu muito, o domingo teve seu outro lado bom: um passeio por uma região muito bonita dos Vales... A trilha sonora foi A Valsa do Adeus, de Chopin. Quer entender? Na próxima edição do Unicom você vai saber.

Aqui, um vídeo da música em questão.

E no sétimo dia...


até Deus descansou, mas a Juliana não. Foi em um domingo ensolarado que as memórias de um lugar no outro lado do Atlântico encheram meu bloco de informações. Detalhes de una vita nem sempre bella na Itália, capiche?

A história dos bambinos da foto começa a tomar forma. Agora o desafio é passar para o papel cada peça do quebra-cabeça da vida.


Ganhando forma

Semana passada fui novamente ao encontro da minha fonte. Como a reportagem envolve um tema delicado, achei que minha fonte principal não ia falar muito na segunda vez. Me enganei totalmente. Fui recebida muito bem muito bem, com direito a um cafezinho preto. Entrevista, risadas, fotos e muita história para contar no Unicom marcaram esse encontro. É tão bom quando a fonte confia em você e sem medo conta detalhadamente sobre sua vida antes e depois do acontecimento (daqui uns dias você vão saber que acontecimento é esse). Com material coletado retomei a minha reportagem que a cada dia ganha forma!


A arte de desapegar das palavras

Graciliano Ramos, certa vez, disse que "Escrever é a arte de cortar palavras".

Ter um número de caracteres estipulados para o texto, às vezes, assusta. Por vezes pensamos que não iremos dar conta.
Depois da entrevista e do texto feito vem o apego. Você olha e percebe que tem três vezes mais o número de caracteres permitido. Isso que você e sua dupla tiveram "sorte", têm uma página a mais que os colegas. E aí, com muita dor, começa a cortar palavras. Corta, corta, corta, e o texto continua gigante. O que mais diminuir no texto, se tudo parece fundamental?

Graciliano Ramos, certa vez, disse que "Escrever é a arte de cortar palavras".
Certa vez, uma aluna da disciplina de produção em mídia impressa disse: "Escrever é a arte de desapegar das palavras".

Para que nunca mais aconteça

Ganhei muitos presentes que foram me fortalecendo,
mas os meus favoritos foram o AI2  e o AI5.
 
"Sou filha de pais Americano e Brasileiro. Minha gestação durou bem mais que 9 meses.
Nasci no dia 1º de Abril de 1964. Fui registrada em 31 de Março, não ficaria bem ter nascido no dia dos bobos, e de boba, não tenho nada.
Num primeiro momento fui abençoada por toda a Igreja. Algum tempo depois, conforme eu crescia, parte dela começou a me combater.
Não fui mulher de um homem só, tive vários amantes. A farda me seduzia, assim eu os deixava pensar. Sempre gostei do poder e ao lado dele andei. Muitos morreram por minha causa.
Quanto mais lutavam contra mim, mais eu me fortalecia, e em meu nome atrocidades foram cometidas: exílios, famílias foram separadas, assassinatos, torturas, sequestros, e até uma grande farsa foi montada: o milagre do crescimento.
Aos 21 anos já estava desgastada e aos poucos foram me abandonado. Para quem pensa que estou acabada rio na cara e digo: Sou atemporal, desde que a humanidade teve o primeiro contato com o poder estou sempre espreitando. Posso aparecer a qualquer momento e em qualquer lugar. Por isso, se cuide."

Esse texto, escrito a várias mãos, é resultado de uma longa pesquisa sobre o Golpe Militar de 64, que hoje completa 48 anos. Era assim que iniciava a peça AIS: Atos Institucionais da Dor, elaborada pelo extinto grupo de teatro Fim da Linha, de Cachoeira do Sul em 2008. Um trabalho que mexeu com a memória de muitas pessoas. Memória que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser esquecida, como lembra o lema da Comissão Acervo contra a Ditadura: Para que não se esqueça. Para que nunca mais aconteça.