segunda-feira, 31 de março de 2008

As cidades invisíveis

Como o professor havia dito, que sirvam-nos de inspiração o livro de Eliane Brum e Ítalo Calvino.
Eis aqui um trecho que achei muito interessante e possa servir como um meio de buscar a melhor maneira de escrever nossos textos sobre cada uma das fontes.

"Quem viaja sem saber o que esperar da cidade que encontrará ao final do caminho, pergunta-se como será o palácio real, a caserna, o moinho, o teatro, o bazar. Em cada cidade do império, os edifícios são diferentes e dispostos de maneiras diversas: mas, assim que o estrangeiro chega à cidade desconhecida e lança o olhar em meio às cúpulas de pagode e clarabóias e celeiros, seguindo o traçado de canais hortos depósitos de lixo, logo distingue quais são os palácios dos príncipes, quais são os templos dos grandes sacedortes, a taberna, a prisão, a zona. Assim- dizem aluns - confirma-se a hipótese de que cada pessoa tem em mente uma cidade feita exclusivamente de diferenças, uma cidade sem figuras e sem forma, preenchida pelas cidades particulares."

Que esse trecho nos sirva de incentivo, para que busquemos o diferente, uma outra visão de como as pessoas podem nos contar sua história, e que cada um seja único.

Uma boa parceria - parte III



Para finalizar a trilogia, resolvi escrever sobre a minha outra parceria: a Márcia Melz, também conhecida por aqui como Bárcia. Melz foi minha fotógrafa, na verdade, ela foi mais do que isso. Além das ótimas fotos que ela tirou, acredito que sua presença ajudou e muito a minha matéria. Explico: a história da minha fonte envolvia coisas bem pessoais, sentimentos que não se revela a todo mundo. Em certo momento, acreditei que talvez Takako não se abrisse, mas a presença de outra mulher, nesse caso, a Márcia, fez com que a fonte se soltasse e contasse sua história.

Então a Márcia fez as fotos, salvou a matéria e ainda me fez companhia nas viagens de ônibus e no almoço. Ah, eu meti ela em algumas roubadas também, mas isso a gente deixa para outro post. Até a próxima, minha parceira....

Foto: roubada do blog da Márcia - mmelz.blogspot.com

O lema de Takako



Cada um de nós tem uma filosofia de vida, um lema que nos indica o caminho, o rumo a seguir na vida, em nossas decisões. No áudio que você confere abaixo, minha entrevistada para o Unicom, a senhora Takako Kanomata Schutz, revela o seu lema e o mais bacana, tem haver com a forma que ela vê Santa Cruz. Confira!



Carteiro por um dia

Sexta feira, uma e meia da tarde, lá vamos nós. 10 Kg de cartas para serem entregues em uma hora. Percorremos parte da Rua Ten. Cel. Brito em exatamente cinquenta minutos. Poisé gente, essa é a vida dos carteiros de Santa Cruz do Sul. É claro que nesse dia o trabalho foi reduzido pois eu ia sair junto com o carteiro Neri para aprender um pouquinho sobre a vida de um carteiro e fazer minha matéria para o Unicom. Um senhor de 58 anos, tranquilo, de passos rápidos e muito trabalho a fazer. Ele me contou que caminha em média 4 km por dia entregando correspondências, os homens podem carregar até 10kg e as mulheres até 8kg. Pesadinho né? Não sei se eu ia aguentar. Mas foi um dia bem produtivo e super legal apesar do sol que fazia naquele dia, caminhamos muito. Só foi meio complicado fazer com que o Neri repondese a pergunta principal da matéria. Mas, vamos ver como vai ficar o resultado.


Por Débora Morales

Atenção!!! A fonte se apresenta...

Você já deve ter cansado de ler “encontrei a fonte”, “a fonte isso”, “a fonte aquilo”. Minha mãe já achava que o filho estava escrevendo sobre fontes de água mineral. Então, chegou a hora de apresentar a fonte, mas melhor do que isso, vamos deixá-la se apresentar...



Por Sancler Ebert

O esquadrão verde


O Avenida nasceu em 1944. Tio Nasça anda pelo Estádio dos Eucaliptos desde 1978. Nesse tempo todo, o Periquito disputou duas vezes a primeira divisão do Gauchão. A epopéia verde começou em 1998, com o acesso da Série C do Estadual para a B. Em 1999, o time subiu para a A. Em 2000, caiu no primeiro semestre e subiu no segundo. Em 2001, despencou outra vez. Desde então, tenta novamente se reerguer até a elite.

De todos os times que viu defender o escudo do Esporte Clube Avenida, Tio Nasça considera o de 1999 o melhor. A equipe treinada por Vacaria atuava no 4-4-2 e tinha a seguinte escalação: Carlos; Rodrigo, Aládio, Márcio e Adilson; Pedrinho, Daia, Marquinhos e Hall; Aurélio e Clei. Em 1999, depois de conquistar o acesso, com esse mesmo esquadrão o Periquito bateu o Grêmio de Ronaldinho Gaúcho – 1 a 0 nos Eucaliptos. O registro do time está no quadro amarelado da foto acima.

domingo, 30 de março de 2008

Viva o travesti bem humorado

Olá colegas!
Depois de receber um "saí daqui mocréia", encontrei um travesti que não se negou a nada, desde a aproximação e a forma de como abordar a mesma.
Apesar de estar sempre com o pé atrás com pessoas que se aproximam, a fonte que consegui (cujo pediu para não identificar seu real nome), foi muito acessível ao me aproximar. Consegui revelações que só quem tem a possibilidade de acompanhá-las, fica sabendo. Ainda ficou para definir (ainda essa semana), uma passeio noturno pela cidade, para que a fonte, possa relembrar alguns momentos e fazer com que a matéria saia atraente e a mensagem que realmente deve ser dada, assim como nas demais matérias. Na próxima aula, conto algumas revelações para todos.
Abraço e vamos nos esforçar ao máximo para que o Unicom saia bem atraente, cheio de novidades e olhares diferenciados.

Uma boa parceria - parte II



Primeiro, nossa colega Letícia escreveu maravilhosamente falando sobre parceria, aproveitando o título de um dos livros da sua entrevistada. No entanto, o que aconteceu na sexta-feira passada, dia 28 de março, me obrigou a voltar a falar em parceria. Por quê? Foi nesse dia que, Letícia, Marisa e eu viajamos para Porto Alegre para a entrevista com a fonte da Lê. Marisa como fotógrafa e motorista, eu fui fazendo o making of da viagem (que em breve você confere aqui no blog) e a Letícia foi realizar A entrevista.

E foi essa viagem que me impulsionou a falar em parcerias. Foi uma deliciosa viagem, onde trocamos saberes, nos ajudamos, confiamos uns nos outros, fomos parceiros, no âmbito profissional, no pessoal.

O desejo que ficou é de que venham mais viagens como essa e que nossas parcerias se fortaleçam sempre. Obrigada, pela agradável companhia, minhas parceiras.

Você sempre pode se surpreender...



Se há uma coisa absolutamente prazerosa é surpreender-se. Surpreender-se de que mesmo com tanta violência, as pessoas ainda saem as ruas a noite. De que mesmo que sofram a cada rompimento, as pessoas ainda buscam um novo amor. Enquanto nos admirarmos com cada detalhe da vida, com os acontecimentos, ainda existirá vida, ainda existirá pautas. Isso mesmo, se não procurarmos o surpreendente no mais banal, a exceção no trivial, o que restará? Eliane Brum dizia nas entrelinhas em seu livro “A vida que ninguém vê”: surpreenda-se com essa vida, veja que ela não tem nada de comum, ela é especial como todas as outras também o são.

Mas o porquê de falar de surpresas, você deve ter se questionado. Depois do bate-papo que contei no meu post anterior, eu produzi as perguntas para a entrevista. E partir daquele momento já conseguia perceber que tinha uma ótima história a minha frente. Mas ainda assim, pude me surpreender. A história era mais interessante do que eu pretensamente poderia imaginar e a minha fonte mais rica ainda. Saí da entrevista, surpreso e imensamente realizado. Agora é ir em frente, contar essa história maravilhosa e a partir dela construir uma nova Santa Cruz, uma que será capaz de surpreendê-lo.

Mais Quintana

Lembram do Mário? Aquele, sabem? Não confundam com o cidadão que gosta de ficar atrás do armário. O Mário em questão é o do post do colega Josué. O Quitana, da poesia reveladora, de coração aberto. Pegando carona no Mapa, lanço outro ensinamento desse tiozinho safado.

E quanto ao amor?
Ah, o amor...
Não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno.
Queremos o AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito

Que tenhamos todos essa empolgação na confecção do trabalho. Lembrem bem, amor maiúsculo, sexo selvagem com a essência do Unicom todos os dias! Todos! Assim seja!

sábado, 29 de março de 2008

O mapa

Boa tarde amigos do Unicom. Depois de ler Mário Quintana ao sabor de uma madrugada, vejo que o olhar que nosso maioral da poesia tinha sobre Porto Alegre, é o mesmo que muitos de nós teremos sobre Santa Cruz do Sul ao fim desta jornada do Unicom. Vejam porquê...

O MAPA

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...

(É nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...

Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso...

Mario Quintana - in Apontamentos de História Sobrenatural

sexta-feira, 28 de março de 2008

Experiências 2

Hoje vivi outra experiência. Aliás, prazerosa experiência.

Quando a Letícia me falou que tinha em mente entrevistar Lya Luft para o nosso Unicom fiquei animadíssima.

“Nossa! Que idéia maravilhosa!” Afinal, era a Lya Luft.

Fiquei tão empolgada que resolvi achar um modo de participar da empreitada. Me ofereci para fazer as fotografias e também para levá-la até Porto Alegre. E a Letícia me deu esse prazer. Quer dizer, dois prazeres: O de conhecer a famosa escritora pessoalmente, entrar em seu lar, poder ouvi-la e fotografá-la e o de acompanhar o desempenho, tão primoroso, da nossa colega conduzindo a entrevista. Hoje pude confirmar o que eu já sabia: A Letícia está no caminho certo.

O que posso dizer é que valeu a pena. A viagem, o Sancler fazendo muitas tomadas (sim, ele foi junto), as conversas, o contato com a entrevistada e, finalmente, a entrevista.

"O silêncio dos amantes"

"Pois ser humano, com toda a miséria e grandeza que isso significa, não é apenas desejar consolo e esperança, mas também abrir os olhos e enxergar além disso, sem perder a alegria"

Esse é um pequeno trecho de "O silêncio dos amantes", o mais novo livro de Lya Luft, que ainda não chegou às livrarias, mas já está em minha prateleira. Por destino, ou coincidência, hoje, dia da entrevista, ela recebeu em sua casa os primeiros exemplares enviados pela editora. E com muita simpatia concedeu esse presente: um exemplar da obra inédita.

Aula de engraxate

O belo Guilherme Mazui, El Tigre, entrou com seu trote de cavalo árabe no Estádio dos Eucaliptos. Desceu do carro, passou pela área da copa, pelo túnel e caiu no gramado, onde outrora dava arrancadas de tirar o fôlego pela ponta esquerda. Um Alexandre Pato sem a Sthefany Brito. Independente do local, por onde o vistoso rapaz andou, atraiu os olhares femininos. Como bom escorpiano, traz a sensualidade no signo.

Guilherme procurou pelo Tio Nascimento. E nada do Preto Velho do Avenida. De repente, escondido sob a aba da casamata, ele, fulgurante, coçando a barba branca, símbolo de toda sua sabedoria. Sedomar Nascimento, o homem que topou dar uma aula de engraxate para o Blog do Unicom.

– Tio Nascimento, posso gravar o senhor deixando uma chuteira tinindo? - perguntou Guilherme, observado por um bando de marias-chuteira, que preferiram o repórter ao invés dos jogadores.

– Ensino com prazer. Fiz muito isso na minha vida. Fui sapateiro. Eu entregava o Correio do Povo e depois pegava firma na sapataria.

Tio Nascimento é gente boa. Confira a aula do Tio Barnabé sem cachimbo.

Aviso aos Navegantes do Unicom!!!!

Boa tarde colegas!! Estou aqui para avisá-los, sendo que a maioria já foi comunicado, que eu mudei a minha pauta. Motivo: Não estava muito satisfeita com a pauta anterior, Rapidinho. E como estamos em uma "empreitada", onde o que vale não é apenas os prazos, regras, a matemática como nosso colega Gelson bem colocou em uma de sua postagens, temos que ter amor pelo que vamos fazer. Portanto, vamos seguir em frente, todos com as suas pautas já bem decididas e batalhando para obtermos bons resultados. Sobre a minha nova pauta, vou falar com uma estudante que veio de fora da cidade para morar aqui em Santa Cruz. Até a nova postagem, com notícias da minha misteriosa fonte. Abraços a todos!!!

Carona no post anterior!

Primeiro tenho que tirar o chapéu para o blog! Baita informação que a colega "Ferdãnda" me deu 3 posts atrás! Imensamente agradecida! Interatividade digital é o que há! Mas, como ainda não tenho muitas novidades (apesar de ter encontrado a fonte) sobre minha matéria, vou pegar carona no post do Gelson...

Quem entregar as fotos pro nosso colega Gelson e tiver fotografias legais de making off, pode me entregar também! Além do blog, estamos com uma conta no flickr. O site é uma espécie de fotolog, mas com uma intensão mais profissional. Ele disponibiliza várias ferramentas para quem gosta do assunto! Vale a dica! E, o mais bacana: quem tiver conta no Yahoo, automaticamente já tem conta no flickr! Ou seja, os colegas podem comentar as fotos já postadas da nossa turma sem maiores "cadastros".

Prometo que no próximo post volto com informações "hãper" relevantes sobre o santa-cruzense que resolveu se tocar para Europa e não quer mais voltar....

Take care, pessoas!

Um alerta e uma dica

Aproveitando o embalo do "El Tigre", pintor modernista e nosso colega Guilherme Mazui nas horas vagas, sugiro que, quem já tem fotografias disponiveis, as tragam na terça para gente conversar. Quem não fez ainda, aproveita a aula para discutir sobre isso. Com alguns, que encontro regularmente, já conversei sobre a questão.

Depois desse toque fica uma dica para os navegantes. Quem tem curiosidade sobre a produção gráfica de um impresso vale a pena conferir o "Faz Caber", blog da equipe de criação da revista Época. Créditos ao professor Paulo Pinheiro, que me passou essa dica.

Link - http://fazcaber.globolog.com.br/

Aviso aos timoneiros

Sugestão do amigo e colega Guilherme Mazui – El Tigre como é conhecido na Espanha. O prazo final para a entrega das matérias termina só na outra terça. Por isso, sugiro que a turma leve ao menos um rascunho do texto para mostrar ao professor e tirar dúvidas quanto ao formato. Bom trabalho ao componentes do Bonde do Tio Soster!

Confiança

Depois de algumas semanas de leitura de livros, revistas e sites em busca de conhecer minha fonte, através do que ela já disse e escreveu, finalmente chegou a hora. A hora de conversar com ela. Expectativa grande. Um pouco de tensão. Mas muita confiança. É hoje!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Especialmente para Bárcia Melz !!!!!!!!

Colega, se você ainda está com dificuldade de encontrar a sua fonte, tenho a solução de seu problema!!!! hahaha. Lembra do Fábio, da Leeds....lembra neh?? Pois eh, ele está na Irlanda, mais precisamente em Dublin, com certeza vai adorar ser sua fonte, é bem comunicativo. Ah e o melhor, ele pretende não voltar mais.....Aqui te mando os contatos dele:

e-mail
fleeds@gmail.com

MSN:
fabioacustico@hotmail.com

Tenho também o número do celular dele, se precisar em último caso neh, já que a ligação vai sair bem cara, pode me pedir, ahh tem o orkut dele também se precisar!!

Beijo colega, espero ter te ajudado, viu Bááárcia, hehehe!!!

PLANTÃO UNICOM

Uma vela pra cada Santo e um pacote pra Deus. Depois da promessa, a graça alcançada. Senhor As..., foi localizado. Próximo destino: Linha João Alves. O lar amarelo de um fumicultor, marido da Dona Mariana, uma mulher simpática e muito atenciosa. A qualquer momento mais notícias.

A matemática do jornalismo PARTE II

Infelizmente tenho de ir contra a maré e discordar da colega Roseane: eu gosto de números. Também sempre detestei aquela matemática puramente teórica dos tempos de escola. Quebrávamos a cabeça para descobrir o valor daquele maldito “x” e no final das contas o resultado não servia para nada. Na adolescência, ávidos por novas experiências e descobertas, ter que passar horas procurando o valor de “x” é dose.

Mas quando eu abria o jornal na página de esportes, um de meus divertimentos era a tabela de classificação dos campeonatos de futebol. Pontos, jogos, vitórias, empates, derrotas, gols marcados e sofridos, saldo de gols (Ah! O saldo de gols era fantástico), por incrível que pareça eu adorava aquilo. Era a matemática prática, que dava para “sentir na pele”.

O tempo passou e eu cheguei ao jornalismo, não por acaso, pois eu também adorava literatura. Meu prazer nos números continuou, pois, como mostra a Rose, eles estão presentes também nessa profissão. Como diagramador eles aparecem mais ainda, e não vêm sozinhos, nessa função aparecem as equações matemáticas da escola, só que dessa vez sem o maldito “x”: calcular o número de colunas, margens, medianiz, centímetro-coluna dos anúncios.

Como diagramador, fico enchendo o saco dos colegas: matéria com 3500 caracteres, box com 1000 caracteres, linha de apoio, intertítulo, etc. As meninas da produção também não escapam do “matemático” aqui: anúncios com 260 x 40 mm e 100 x 120 mm.

Depois que li o texto da Rose fiquei até com medo de que o pessoal faça de mim a mesma imagem de um professor de matemática chato. Por favor colegas, me perdoem e vejam o lado bom daqueles números que fico lembrando vocês o tempo todo. Eles são importantes para o resultado final do jornal.

quarta-feira, 26 de março de 2008

O som do Tio Nascimento

Tio Barnabé sem cachimbo, Tio Nascimento define-se como um cara da noite. Um boêmio das antigas, apreciador de bons sambas e mulatas de pernas fortes. Casou duas vezes e viveu inúmeros romances. Malandro, teve sua carreira de cantor na Rádio Progresso, de Novo Hamburgo. De todas as composições interpretadas, Conceição – imortalizada na voz de Cauby Peixoto – é especial. Confira no link abaixo a composição de Jair Amorim e Dunga embalada pela voz grave do Tio Nascimento.

terça-feira, 25 de março de 2008

Enquete Nº 1 encerrada! Confira o resultado.



A nossa primeira enquete fazia o seguinte questionamento: Quando você pensa em Santa Cruz, você lembra de.... Havia diversas opções: Fritz e Frida, Oktoberfest, Chopp, Cucas, Catedral, Alemães, Fumo e Outro.


Com 25% dos votos, quando os santa-cruzenses pensa em Santa Cruz lembra do... FUMO. E não é por acaso que deu esse resultado. O principal estímulo econômico da cidade vem das plantações de fumo, que trouxeram para a cidade inúmeros fabricantes de cigarro e distribuidoras de fumo. Santa Cruz do Sul possui o maior complexo beneficiador de fumo em folha no seu Distrito Industrial. No município são industrializados cerca de 13.967 toneladas de fumo/ano. Possui em torno de 3.411 propriedades rurais, com média de 2,6 hectares de extensão, totalizando 6.535 hectares cultivados.


Participe agora da nossa nova enquete e decida o que você mudaria em Santa Cruz do Sul.

Cadê a fonte? PARTE II

"O telefone que toca... eu digo alô sem resposta..."

ROUPA NOVA

Uma busca incessante. Uma angústia. Uma espera. Várias tentativas. Cadê você? Ainda não te achei, mas já aviso que de hoje não passa, senhor As...! Cara colega, Márcia Melz, eu também não consegui contato com a minha fonte AINDA. Mas não vamos nos assuntar e sim correr contra o tempo. Deixar a insegurança de lado e ir em busca do “olhar”, que mesmo estando escondido, ainda há de ser revelado.

Uma boa parceria

"As parceiras", esse é o título de uma das obras de Lya Luft, que trata de morte, loucura, repressão, entre outros temas não muito otimistas, mas a parceria de que gostaria de falar hoje é outra, uma parceria que é bem mais que otimista, é empolgante, motivadora e muito especial.

Coisas simples que nos fazem perceber que certas pessoas são mais que amigos, são companherios dispostos a te ajudar a fazer o melhor. E isso com certeza não falta em nosso grupo. Poderia dizer que estou feliz, mas prefiro falar em orgulho, sim um imenso orgulho de fazer parte dessa equipe. Muita dedicação, concentração e força de vontade são indispensáveis na profissão que escolhemos, mas acima de tudo acredito no companheirismo.

segunda-feira, 24 de março de 2008

A dificuldade de se encontrar uma boa pauta

Não sei se todos compartilham dessa minmha angústia, mas...
Mesmo ciente das palavras escritas, na dedicatóiria de meu livro de cabeceira "a vida que ninguém vê", escritas por ela mesma ... "o mundo é invisível" - É difícil aostumar os olhos dotrinados ao factual e objetivo, ver o que ninguém vê, ou pelo menos, faz que não vê.
Contudo é um esforço diário, diria até um exercício diário ao qual terei que me condicionar.
Assim, inauguando minha humilde participação neste BLOG, desabafo: É dura essa vida de
jornalista... Mas quem pediu que fosse mole?

A matemática do jornalismo

Escolhi fazer jornalismo por vários motivos. Gosto de escrever. Gosto de conversar. Gosto de conhecer gente nova, lugares novos. Enfim, gosto do mundo fascinante e viciante da comunicação. Mas o motivo mais curioso e ao mesmo tempo comum entre meus colegas, é este: não gosto de números!

Minha relação com eles sempre foi difícil. Tivemos que forçar uma convivência durante muitos anos. Foi quando em 2004, ano em que prestei vestibular, senti que a luta estava chegando ao fim. Tive a chance de escolher um caminho com poucos números e muitas palavras. Que maravilha! Parecia um sonho!

E realmente foi. Doce ilusão. Acabo de acordar para a realidade. Ou seria entrar em um pesadelo? Percebi que eles continuam ao meu redor, causando ansiedade, medo, nervosismo, insegurança, pânico.

Eles estão nos prazos: 15/04 - entrega dos textos, 06/05 - encaminhamento à gráfica... no contador de visitas desse blog (já são 266 visitas, o que faz lembrar que estamos na vitrine, sendo observados por gente de todo o mundo, e reforça nosso compromisso de fazer um trabalho de qualidade)... e o próprio telefone da cuqueira é uma combinação de número que já sei de cor de tanto discar para marcar, desmarcar e remarcar a entrevista!

Driblar os imprevistos, fazer uma reportagem de qualidade, dar o melhor de si, tudo isso sob pressão do dead-line, sem dúvida dá medo de não atingir as expectativas (próprias, do chefe e do público). Mas são nesses momentos de insegurança que devemos parar, olhar para o lado, e ver que não estamos sozinhos. Somos mais que uma equipe. Somos um grupo de colegas unidos, todos com a mesma idéia: produzir e divulgar um jornal de qualidade com a nossa cara! E é isso que vamos fazer! É isso que já estamos fazendo! Ver todos com a "mão na massa" dá gosto de fazer parte do Unicom!

Batendo um papo com a fonte


Primeiro, gostei da pauta. Depois, entrei em contato. Agora chegou a hora de um pequeno bate-papo. Cheguei na hora marcada, mas minha fonte estava atribulada. Esperei, esperei. Jornalista se acostuma a esperar. Pouco tempo depois ela surgiu, simpática como sempre. Expliquei melhor a pauta, solicitei que ela separasse algumas fotos, combinamos os detalhes da entrevista, deixamos marcado nosso próximo encontro.

O bate-papo foi rico em descobrir pequenos detalhes que ajudaram a compor as perguntas da entrevista. Um pequeno comentário aqui, um sorriso sobre tal assunto, um ar mais sério em outro. Foi muito bom para sentir como vai ser na semana que vem. A próxima vez que eu postar deve ser para falar da entrevista. Então aguarde!!


Dica: apesar de não ter relação direta com minha matéria, gostaria de indicar o livro “Aos meus amigos” de Maria Adelaide Amaral. O livro inspirou a minissérie da Globo, “Queridos Amigos”. Indico este livro, primeiro porque ele é excelente e segundo, porque dentro do hall de personagens, vários são jornalistas, então há uma discussão interessante para quem é da área e um panorama do jornalismo que viveu a ditadura e como ele seguiu após ela. Na Biblioteca da UNISC tem um exemplar.




Ivo Stigger estará na Unisc nesta terça


Bom dia, moçada; e aí, como foram de Páscoa? Espero que tenham se divertido bastante.
Seguinte: amanhã, terça, 25, será realizada a aula inaugural do curso de Comunicação Social da Unisc. O palestrante será o meu amigo e jornalista Ivo Stigger, que comanda o setor de Comunicação do complexo hospitalar Santa Casa, de Porto Alegre. Não haverá, portanto, aula formal, mas é importante que todos vocês participem da atividade.
Stigger falará, de acordo com o release a mim encaminhado, aos alunos e demais interessados, a partir das 8 horas, no anfiteatro do bloco 18, câmpus de Santa Cruz do Sul. Segue o texto: "Na palestra Comunicação Integrada – A experiência da Santa Casa, Stigger irá abordar o dia-a-dia da área de comunicação de um dos maiores hospitais do Rio Grande do Sul. Ele é jornalista formado pela Ufrgs, em 1971. De 1969 a 1983, trabalhou no Correio do Povo como repórter, e depois como editor de Cultura e Artes. Fez críticas de cinema no Correio do Povo, na Folha da Tarde e na Rádio Guaíba. De 1984 a 1999 trabalhou no jornal Zero Hora como repórter e editor dos cadernos Campo & Lavoura, Segundo Caderno, Vida e na editoria de Ciência e Tecnologia. Também foi editor de Variedades & Cultura, Opinião e crítico de cinema do Diário Catarinense. Em 1999, assumiu a assessoria de comunicação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, onde hoje é Gerente de Comunicação.
A aula inaugural é uma iniciativa da coordenação do curso de Comunicação Social da Unisc e marca o começo do ano letivo de 2008. Na semana passada, o curso trouxe para a aula inaugural do turno da noite o chefe de redação do Fantástico, da Rede Globo, Adriano Silva.
Mais informações sobre a palestra podem ser obtidas pelo fone (51) 3717-7383".
Queros ver todos vocês lá, ok?

domingo, 23 de março de 2008

Cadê a fonte?

Enquanto muitos já começaram a produzir os textos, eu ainda tento encontrar minha fonte! Tinha certeza que seria mais fácil conseguir algum santa-cruzense que vive em terras estrangeiras! O que não entendo é porque diabos todos resolveram voltar para Santa Cruz do Sul justo agora...

Primeira tentativa (Alemanha):

- E ae, Lê! Tudo bem contigo?
- Tudo sim, guria! Quanto tempo, hein?
- É verdade... Já tens previsão para volta?
- Siiiiiiiiim!!! Na semana que vem estou na city!


Jornalista que é jornalista, não desiste na primeira, então... (Portugal):

- Como está o amigo?
- Sábado estou de volta na Santinha, Marcinha!!!
- Ai, Diego... Não me diz uma coisa dessas...
- :P


A terceira tentativa ainda não surtiu resultados, por isso já passei para a quarta! Ah! Quem souber de alguém que vive em outro país e não tem previsão de voltar tão cedo para Santa Cruz, por favor, me avise! Valeu!

sexta-feira, 21 de março de 2008

Experiências

Mais um Unicom no forno. Ontem a primeira nota em um jornal local. Deu até um frio na barriga! Imaginar que daqui a pouco a primeira edição deste ano estará circulando por aí revelando o resultado de um trabalho feito em conjunto, com muita garra e disposição, por esta turma da qual também faço parte.

Participar de um projeto desse porte vale mais que muitas teorias, ou melhor, é onde podemos -las em prática, construindo um jornal com todas as suas características, quando precisamos decidir pautas, prazos e funções. Nos tornamos editores, fotógrafos, produtores, repórteres, revisores... Ou seja, vivemos a real experiência de ser jornalista.

E quando o projeto se torna realidade, no momento em que tu tens em tuas mãos o resultado concreto do trabalho, o sentimento é de sonho realizado.

quinta-feira, 20 de março de 2008

O velho tem pedigree

Quem observa o Tio Nasça tranqüilo, sem pressa, a andar pelo Estádio dos Eucaliptos, não imagina que ele carrega no sangue informações genéticas de um varão que não abaixava a cabeça. O Tio Barnabé do Avenida se considera um cara namorador. Foi casado duas vezes e viveu, no mínimo, outros dois romances mais longos. Ao todo, teve cinco filhos legítimos e um adotado. Seu pai, Claro Nascimento, teve sete, todos de sangue. O último, aos 73 anos! Quando Tio Nasça nasceu, o velho tinha 70. A facilidade na reprodução é herança genética.

A ninhada do Tio Nasça
Mães/Filhos
Maria Tereza Silveira / Matheus
Maria Bernardina Corrêa / Vagner
Nadir da Silva / Isabel e Maribel
Clarice da Silva / Alan Guilherme e Maria Terezinha

quarta-feira, 19 de março de 2008

Depois do começo

O que posso dizer?... Os começos são sempre difíceis para mim, me fazem estremecer, duvidar, recuar, sentir aquele friozinho, o suor nas mãos, uma verdadeira insegurança por querer fazer o melhor e não saber se estou fazendo. E não é só ao escrever... Acho que o inusitado pode ser bom, mas me assusta.

A difícil tarefa de não saber o que se deve saber e até que ponto saber. Parece confuso? E é mesmo, confuso, intrigante, angustiante. Uma entrevista com alguém que tem tantos méritos, pode ser um peso, mas é antes de tudo um desafio, é como na postagem anterior "um bom desafio."

Mas dessa vez foi um começo diferente, um bom começo diga-se de passagem, esperava uma muralha e encontrei uma porta aberta, aberta e disposta ao diálogo, para um diálogo que ao que parece vai render mais frutos do que os esperados. Com os primeiros contatos iniciados é hora de saber o que há depois do começo.

40 minutos em pé, a sua espera


Se você ainda lembra, no meu último post, eu escrevi sobre como ajuda o repórter gostar da pauta que ele tem de trabalhar. Comentei até que esse fato auxiliou em encontrar rapidamente a minha fonte. Mas gostar da pauta, não ajuda em nada quando o assunto é contactar a fonte. E é aí que inicia-se a minha novela.


Liguei para a Escola de Idiomas onde a minha fonte trabalha e é a proprietária, fui informado que el não se encontrava. Obviamente, solicitei o celular e recebi como resposta: “Ela não costuma carregar.” Liguei mais tarde e mais tarde. E no outro dia. E no dia seguinte. Eram tentativas após tentativas e sempre fracassadas. Mas um bom repórter sempre dá um jeito.


Descobri que ela estudava na Unisc, ou seja, estava pertinho o tempo todo. Descobri quais dias e horários ela se encontrava na Unisc, anotei o número das salas. E lá fui eu... para mais uma tentativa fracassada. Resolvi chegar 10 minutos antes do fim das aulas e o que encontrei: uma sala de aula deserta. Mas quem persiste, alcança.


No outro dia, novamente fui ao encontro da minha fonte, na sua sala de aula, mas para não correr o risco de não encontrá-la (naquele momento eu já estava desesperado), resolvi ir um pouco antes, mas o pouco, foi muito. Quando me postei a frente da sala 3532, eram 15:40 e as aulas da tarde findavam as 16:30. Para quem é ruim de matemática vai a ajuda: 50 minutos antes.


E lá fiquei, em pé no terceiro andar do bloco 35, o corredor longo e vazio, nenhum banco por perto. A sala de aula estava com a porta fechada. Andei da direita para esquerda, da esquerda pra direita. Pensava como ia abordá-la. E se ela não topasse?


Depois de 40 minutos em pé, a sua espera, ela surgiu, com um sorriso encantador e dezenas de pessoas a sua volta. De repente o corredor estava cheio, eu atravessei aquele mar de gente e me apresentei, expliquei a pauta e ela topou. Marcamos um bate-papo, nos despedimos e eu a vi sumir ao fim do corredor.

No QG do Tio Nasça



Apanhei a fotógrafa Márcia Melz na Unisc e só parei o carro no estacionamento do Estádio dos Eucaliptos, habitat natural do Tio Nasça. Procuramos pela figura no pátio, no gramado e nada. Resolvemos ir até o vestiário. A Márcia ficou na porta.

Pais, namorados, noivos, esposos e afins rezam para que as moças de família passem longe dos vestiários de futebol. Boleiro gosta de andar nu. Imaginem a nossa doce Márcia entrando no recinto e dando de cara com os segredos do meia Paulinho Funerária ou do goleiro Tigre, um negro de quase dois metros de altura? O pai dela prefere não imaginar.

Pois bem, dentro do vestiário vazio, no fundo, duas mãos negras, calejadas, lustravam um par de chuteiras desgastadas pelos solavancos nos gramados do interior. Avançei e gritei:

– Tio Nasça? O senhor tá por aí?

– Claro. Pode chegar.

– Tenho uma menina comigo. Ela pode entrar?

– Claro. É só chegar.

O personagem organizava uma infinidade de peças em um local com dois passos de largura, por dez de comprimento. Há 30 anos, organiza no fundo do vestiário - depois do mictório -, chuteiras, meias, calções, camisetas, jalecos, toalhas e ataduras. Uma janelinha comunica o Tia Nasça com o restante do ambiente. Ali, no QG do Tio Barnabé, começou uma viagem passando pela Santa Cruz – e o Avenida – do final dos anos 70 até a cidade – e o clube – dos dias atuais.

Recado do professor

Bom dia, moçada.
Sugiro que todos pensem, para além da pauta que têm em mãos, no que está significando fazer este próximo Unicom que, a julgar pelas evidências, vai ficar bacana demais. Isso para que possamos utilizá-lo "naquele" projeto que combinamos realizar na próxima aula, ok? Outra coisa: não esquecem de gravar o áudio, e, quando possível, as imagens das entrevistas que vocês forem realizando ao longo destes dias, para que possamos agregar este material no blog e no site. Ao Sancler/Gelson: que tal colocarmos na barra à direita as capas dos jornais que fizemos sob este novo projeto? Só uma idéia.
Grande abraço a todos, bom trabalho e uma boa semana.

terça-feira, 18 de março de 2008

E a aproximação?

Sempre achei que mulheres têm mais facilidade para se aproximar e até para conquistar a confiança de homossexuais. Não sei bem o porquê, mas parece que gays vêem amigas em potencial nas mulheres.

Talvez por ter essa opinião escolhi entrevistar um homossexual para o Unicom. Mas, conforme fui amadurecendo a idéia, as dúvidas foram aparecendo. Afinal, como me aproximar da pessoa, que nunca vi na vida, e revelar que ele foi escolhido por ser gay? Uma abordagem errada poderia deixar o meu personagem sem graça e comprometer a entrevista.

A resposta veio em uma conversa com o professor (e era a mais óbvia possível): não considerar a homossexualidade o foco da conversa. Além de inserir o assunto com delicadeza, a orientação foi agir com sensibilidade. Talvez, durante a conversa, eu perceba que mais interessante do que o fato de ele ser homossexual seja a sua profissão, o fato de ele trabalhar à noite ou simplesmente por morar há muito tempo na cidade.

Então agora, com o foco definido, é hora de marcar a entrevista... E que não me falte sensibilidade!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Em tempo de descobertas...

Aproveitando o gancho da colega Daia Balardin para as reportagens do livro, "A vida que ninguém vê", me identifiquei com a autora do início ao fim. Identificação essa, claro que não ao nível profissional, mas sim ao descobrir-se jornalista. Conforme Eliane, apoixonou-se pela carreira no último semestre da faculdade, engraçado ou assustador, mas também demorei para me visualizar nesta profissão. Neste último semestre da faculdade, posso dizer que tenho a certeza de que fiz a escolha certa, eu acho. Entre inúmeras preocupações de uma estudante formanda fora de sua cidade de origem, a maior delas, a monografia. Mas esta disciplina em que estou matriculada, com certeza não será uma preocupação, mas sim um desafio com expectativas de bons resultados. Conforme Eliane Brum, foi graças ao seu último professor que ela apaixonou-se pela profissão de jornalista, e esta oportunidade que estamos tendo agora devemos aproveitá-la, pois isso é o que nos motiva e nos traz experiências para colocarmos em prática tudo que nos foi passado na teoria. Então agora, estamos em tempo de novas descobertas, tempos de "luta". Vamos olhar para todos os lados, vamos dar voz para aquelas pessoas "sem voz", vamos procurar o diferente. Gosto desse desafio que está sendo proposto. Ele dá energia e mostra que somos capazes, e de que não só podemos como iremos realizar mais este projeto. Vamos sair ganhadores de mais essa "batalha". Bom trabalho a todos!!

"Sai daqui mocréia"

Foi assim que fui recebida por um travesti, ao me aproximar e me apresentar, Pink Rosa (como gosta de ser chamada), realmente não gosta de mulher, nem para bater um papo. Incomodada com a minha presença, o nervossísmo tomou conta daquele ser. Mas por sorte minha, estava acompanhada de um amigo, que então acalmou Pink Rosa, e conseguiu fazer com que pelo menos pudesse a procurar em outra oportunidade para que pudesse me dar o contato de outro travesti que aceitaria falar. Agora fico no aguardo, na espectativa de como será o próximo encontro...
De uma coisa já tenho certeza, não será nada fácil bater um papo, mesmo que descontraído com um travesti, afinal, essas "criaturas" tem um gênio muito forte e estão preparados para tudo.

forma e conteúdo

No meio impresso uma boa história de pouco adianta se estiver mal diagramada, assim como uma página muito bem diagramada fica sem sentindo com um texto horrível. Forma e conteúdo são indispensáveis. Sei da capacidade dos meus colegas de contar boas histórias e isso só faz aumentar a minha responsabilidade, pois mais uma vez estou a frente da diagramação, dessa vez, com a ajuda do Rodrigo Nascimento.


O que posso adiantar, para os curiosos, do novo visual do Unicom é que ele não sofrerá mudanças estruturais muito grandes, apenas alguns ajustes para melhor organizar as páginas e tentaremos trabalhar melhor as imagens. Não há projeto gráfico que salve fotografias de baixa qualidade, por isso vamos precisar de muito esforço, de todos, pra fazer um belo jornal.

Cheirinho de saudade

Alguém já parou para pensar por que vó é sinônimo de comida boa? Me peguei pensando nisso essa semana. Coincidência ou não, o porta-retrato com a foto da minha vó divide espaço com uma batedeira, um forno elétrico, um liquidificador, todos expostos na prateleira da cozinha. Meu desjejum acontece nesse cenário há muito tempo. Calcula-se há uns 20 anos. Mas foi agora, nesse ano, mais precisamente no último fim de semana, que isso me inquietou, e perguntei:

- Mãe, por que esse porta-retrato tá aqui, e não na sala junto com os outros?

- Pra me inspirar na hora de fazer comida.

Pronto! A mami reforçou minha tese de que vó é sinônimo de comida boa. Ouvi várias explicações para essa teoria: a vó é nossa segunda mãe; são anos de experiência; panela velha é que faz comida boa; o segredo é o tempero do amor (lembram da propaganda do Sazon?!), e por aí vai...
Eu acredito em algo chamado geração! A Mami aprendeu a cozinhar com a vó, para o deleite da neta Catarina, minha sobrinha e afilhada. Já os meus netos, quando vierem ao mundo... se eu continuar assim, eles vão poder saborear minhas duas especialidades: miojo e gelo!
Bem-vindos à nova geração! Com a correria louca dos dias de hoje, os fast-foods e congelados ganham a preferência nas prateleiras dos supermercados. Já era aquela época em que as mulheres se dedicavam exclusivamente à cozinha, e tudo era caseiro: massa, pão, cucas...


Ah, as cucas! Ainda posso sentir o cheirinho da cuca assando no forno da vó! A família reunida no pátio da casa dela, em Venâncio Aires. Bons tempos. E foi esse aroma de cuca, aroma de saudade, que senti quando cheguei na casa de uma tradicional cuqueira de Santa Cruz. Ela é uma das responsáveis por conservar e divulgar a tradição germânica na cidade e fora dela, através da comida típica. E isso dá trabalho. São muitas encomendas. De gente daqui e de gente de fora. De casas especializadas e de casas de família. De gente como eu, que encontra na cuca o sabor da saudade. Falando nisso, adivinhem o que fui fazer lá?! Se a foto da vovó inspira a mami para fazer comida boa, com um paladar satisfeito não há como não escrever uma boa história!
Para aumentar a expectativa e criar água na boca clique aqui!

Um bom desafio

"Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem."

"Tento entender a vida, o mundo e o mistério e para isso escrevo. Não conseguirei jamais entender, mas tentar me dá uma enorme alegria. Além disso, sou uma mulher simples, em busca cada vez mais de mais simplicidade. Amo a vida, os amigos, os filhos, a arte, minha casa, o amanhecer. Sou uma amadora da vida”

Intrigados pq de eu escolher esses versos aí de cima como primeira postagem? Talvez os colegas ainda não saibam, conversando com o prof. decidimos que vou em busca do olhar dessa mulher poeta, de personalidade forte, que com certeza tem muito o que falar sobre nossa cidade...
Boa sorte a todos...


domingo, 16 de março de 2008

O tempo não pode parar...

O artigo de Josué Dalla Lasta remeterá à responsabilidade do adultos junto às crianças de nossa cidade. "O futuro de Santa Cruz do Sul precisa ser criado, pois o presente já está velho demais. As crianças que andam nas calçadas e praças um dia questionarão sobre os descasos e erros de seus pares mais velhos. Para evitar, basta dar uma sacudida nos ânimos, e criar a idéia de que a 'nossa' cidadezinha ainda é nossa." :-)

A procura de um "olhar"

“Para Daiane, para nunca esquecer que toda vida é extraordinária”.

Eliane Brum

Essa foi a dedicatória que, a grande repórter, Eliane Brum deixou no meu livro A vida que ninguém vê. O motivo por estar postando essa dedicatória aqui? Quero que essa mensagem sirva de incentivo para todos nós, equipe do Unicom, para buscarmos “olhares”. Vamos “construir” Santa Cruz, através do olhar de um motorista de táxi, um travesti, o tio do avenida, um imigrante, entre tantos outros. O trabalho não é dos mais fáceis, mas acredito que existe, e que vamos encontrar, não só “olhares”, mas também muitas vidas extraordinárias.

Uma boa sorte a todos...

Esse trabalho é nosso!!

sexta-feira, 14 de março de 2008

Cachorro do Galo

Então vamos lá!
Tudo começa no jogo Grêmio x Santa Cruz, de domingo (16), no Estádio dos Plátanos. É lá que fica, segundo "cachorreiros" de plantão, um dos melhores cachorros-quentes da cidade de Santa Cruz do Sul. E olha que a guloseima é feita na maior simplicidade: ou você quer de salsicha ou de lingüiça. Ainda pode complementar com maionese, catchup e mostarda, temperos básicos. Mas, ali, não vai muita frescura não. Bom, a saída nesse caso é eu ter que provar do famoso fast-food para saber que sabor tem, tarefa dificílima essa!!

Mas, na verdade, o que interessa na conversa com o dono do au-au não é se o pãozinho é bom ou não, mas o que Santa Cruz pode lhe oferecer, o que a cidade diz a ele, o que ele realmente vê. Tudo na maior simplicidade, como o cachorro, claro.

Então tá!
Fica combinado assim: vou no jogo (de graça, claro), troco umas receitas com o cara e volto recheada de informações e idéias. No final do semestre, quando eu estiver craque nas palavras, ofereço um banquete do cachorro do tio, beleza?

Sempre bem



O personagem da minha matéria é Sedomar Regis do Nascimento, o popular Tio Nascimento ou Tio Nasça. Sorridente, como se observa na foto, ele é sinônimo do Esporte Clube Avenida. Esse sósia do Tio Barnabé trabalha no clube há mais de duas décadas, sempre educado e otimista. A prova vem a seguir:

Mazui - Olá, Tio Nasça.
Tio Nasça – Prazer em revê-lo (e estica a mão para aquele aperto forte e vigoroso)

Mazui – Tubo bem?
Tio Nasça – Sempre bem!

Mazui – No meu curso, minha turma está fazendo um jornal. Estamos colhendo as visões de Santa Cruz, conforme o olhar de diferentes pessoas. Gostaria de entrevistar o senhor. Pode ser?
Tio Nasça – Estou aqui para ajudar.

Em breve, mais novidades sobre o simpático Tio Nascimento.

Quando a gente gosta da pauta...


Como jornalistas, temos que fazer matéria sobre tudo, sobre o que gostamos, o que não gostamos, sobre o que não entendemos e sobre o que somos experts. Temos o dever de fazer todos os trabalhos os melhores que já realizamos, indiferente da pauta ser do nosso agrado ou não. Mas, ás vezes, você se vê em frente a uma pauta que você não apenas gostou, como adorou. Foi o que aconteceu comigo quando decidimos "construir" Santa Cruz através de diversos olhares. A pauta é ótima, mas também complicada, vai exigir muito esforço e talento de todos nós, mas acredito que entregaremos ao leitor um jornal excelente em conteúdo e forma.

Se o trabalho não é dos mais fáceis, é preciso dedicação, pequisa. A leitura de "As Cidades Invisíveis" de Italo Calvino tem ajudado como um bom referencial, indico a leitura. Achei também uma comunidade no Orkut sobre o livro, que num dos tópicos do Fórum o pessoal descreve a sua cidade, vale a pena dar uma conferida. Clica aqui!

Por fim, acredito que o fato de gostar da pauta influenciou até em encontrar a minha fonte. Na verdade, nunca encontrei tão rapidamente alguém para compor uma matéria minha. No próximo post conto como foi o primeiro contato repórter-fonte. Ah! A minha Santa Cruz vai ser "construída" por um olhar estrangeiro. Quer uma dica? Sayonara!

terça-feira, 11 de março de 2008

Fala, moçada

É com muito alegria e redobrado orgulho que inauguro, por meio deste post, o blog do Unicom, criado pelo colega Sancler Ebert e com o objetivo de viabilizar nossas discussões/descobertas para além da sala de aula.
Alguns procedimentos que acho legais tomarmos sempre que formos postar algo:
1 Não escrevermos demais (texto longo na web é cansativo);
2 Usarmos marcadores (no link opções de postagem abaixo da caixa em que se redigem os textos);
3 Dialogarmos, sempre que possível, com outros blogs, fazendo funcionar a blogosfera jornalística;
4 Usarmos e abusarmos dos recursos multimídia que o blog nos oferece (imagens em movimento, áudio etc.);
5 Postarmos sempre e ao menos uma vez por semana;
6 Etc.
Feito isso, é fazer acontecer.
Pra não dizer que não falei de flores: na aula de hoje acertamos a temática do próximo Unicom e as pautas, além do que será feito em termos de opinião. Para a semana que vem, falaremos dos prazos, distribuiremos matérias a quem ainda não tem, cuidaremos da forma (do jornal, claro) e dos diálogos que se fizerem necessários - e se farão - com as disciplinas de PP e fotografia, principalmente.
Abraço a todos.