quarta-feira, 28 de abril de 2010

Finalista no Expocom Sul!

Quando assumimos a produção do Unicom, há pouco mais de mês, garantimos também a revitalização do Blog e, por meio dele, o aprimoramento da extensão multimídia do jornal. Dito e feito. Não há quem discorde que, graças ao esforço de toda a equipe, este espaço está trilhando um caminho legal. Reconhecimentos informais já vieram aos montes, por meio de comentários elogiosos de colegas e professores pelos corredores do curso. Agora, porém, surge o primeiro sinal oficial de que estamos fazendo um bom trabalho: somos finalistas do Expocom Sul 2010.

Ok ok, isso ainda não nos dá direito a troféu algum. Mas estamos mais perto. Vamos disputar com outros três projetos, de universidades de Santa Catarina e Paraná. As defesas e premiações acontecem em maio, na Feevale (Novo Hamburgo), durante o Intercom Sul. Estarei lá, representando a equipe. O projeto selecionado nesta etapa se credencia para disputar o título nacional  em setembro no Congresso da Intercom na UCS (Caxias do Sul).

Sinto-me especialmente entusiasmado, como alguém que sempre acreditou no potencial deste espaço, honrou-se com a oportunidade de coordená-lo e se esforça para fazê-lo da melhor forma possível. Que venha o Expocom!

terça-feira, 27 de abril de 2010

O hábito de observar hábitos

Estava na fria e chuvosa Vacaria nos últimos dias, aproveitando o feriado para ver os pais. Para isso, tenho que encarar uma maratona de rodoviárias. O primeiro Unicom do semestre fala de hábitos. E eu adquiri o hábito de ficar observando o dos outros. Enquanto esperava um ônibus, deu pra perceber que cada um tem um jeito de esperar o seu. Tem gente que olha sem parar para o relógio, outros fazem uma leitura detalhada da sua passagem e temos ainda os mais ansiosos que não param em um lugar. Andam pra cá e pra lá. Tem o pessoal que vai esperar muito: para esses não tem jeito. O negócio é comprar um jornal, uma garrafa de água e comer um salgadinho. Os que gostam de televisão não desgrudam os olhos da tela na sala de espera.

Dentro do ônibus, a coisa varia bastante. Tem o pessoal que ouve uma musiquinha no celular ou no MP3, outros aproveitam para tirar uma soneca, alguns miram a paisagens e ainda tem os que arranjam assunto para todas as horas do percurso. Cada um descobre um jeito de se livrar do tédio da viagem. Rodoviária é sinônimo de pluralidade. Tem gente de todos os jeitos. E entre tantas pessoas, hábito é o que não falta. A ansiedade de ver o Unicom Hábitos pronto é grande. Justo agora que o olhar já estava treinado para observar o hábito dos outros...

sábado, 24 de abril de 2010

Faz Parte II, ou O Chá de Poltrona

"Jornalista não tem que saber tudo, basta saber quem sabe", costumava repetir um professor. E é verdade. Jornalista está sempre atrás de alguém. Tentando descobrir o celular do fulano, pesquisando sobre ciclano, aguardando retorno do beltrano. Procurando pessoa que saiba disso ou já tenha feito aquilo. Nada mais natural; corremos atrás de quem tem a informação.

Mas uma vez que nosso trabalho depende de terceiros para acontecer, certas obrigações se impõem. E uma delas é saber esperar. Está claro: precisamos de tal informação que tal indivíduo tem, então esperamos pelo tal indivíduo o tempo que for necessário. E ponto. Quem não tem paciência ou não suporta um chá de cadeira, sinto muito, está na profissão errada. Tente Engenharia Agrícola.

Como repórter do Unicom, passei por duas situações dessas. Uma, na noite em que retornei à casa da família que havia entrevistado semanas antes, para fazer fotografias. Eles são cinco, mas dois não estavam. Haviam se atrasado. Gastei uma meia hora sentado na sala de estar conversando com a mãe - aquelas conversas que começam com "Friozinho hoje, né" e "A casa de vocês é bonita" e sempre são seguidas de um silêncio constrangedor. Depois, assisti a um dos filhos fazer o tema da escola, supervisionado pela mãe. Ah, detalhe: eles são de Atenas e só se falam em grego. Imaginem minha cara.

Um legítimo chá de cadeira (na verdade, de poltrona) eu tomei na minha primeira entrevista. Não foi por má vontade da fonte. É que ele é pediatra e estava de plantão no hospital. Quando cheguei, havia uma fila de pacientes, e evidentemente tive que aguardar que atendesse a todos para ser recebido. Mas tudo bem, a poltrona era confortável e havia um nenê muito simpático com quem me distraí. Eu só dispensaria a garotinha que escolheu um ponto bem ao meu lado para vomitar.

Só.

 

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A vendedora de pista (Teleweb Ed. IV)

Quem acompanha o Blog já sabe dos personagens interessantes descobertos pelos nossos repórteres, e que vão estar nas páginas do próximo Unicom: uma senhora que mora num hospital, outra que escreve sobre tudo o que vê, um artista cheio de personalidade, estrangeiros perdidos pela região e por aí vai. Na semana passada, a editora-repórter Marília Nascimento falou aqui sobre uma vendedora de pista que topou nos relatar seu dia-a-dia. O resultado é uma lição de bom jornalismo, aquele que enxerga ricas histórias por trás de figuras comuns. Hoje temos a oportunidade de assistí-la em ação. Confira:


NOTA. É justo fazer um agradecimento à amiga e colega Lívia Luz que, muito gentilmente, ajudou na edição do vídeo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Diagramadora não solitária

Pode parecer estranho, mas eu não trabalhei sozinha durante a elaboração e a execução do projeto gráfico do Unicom Hábitos. Muito pelo contrário. Não tenho conhecimento do processo do último semestre, mas sei que o Gelson Pereira, ex-colega e atualmente diagramador e repórter da Gazeta do Sul, era conhecido como o "diagramador solitário", como ele mesmo já contou aqui no blog.

Talvez seja um demérito meu, mas prefiro trabalhar em equipe. Gosto de opiniões, de elogios, mas, principalmente, de críticas. Acho que só assim consegue-se aprender mais e melhorar gradativamente. Uma boa palavra seria aperfeiçoamento.

Se eu posso me considerar parte de uma equipe, é porque tive um editor de arte presente, participativo, crítico. Uma editora que opina, que cobra e responde e-mails. Um repórter-amigo que, mesmo considerando-se desconhecedor do assunto, nunca negou uma "olhadinha" seguida de opinião. Uma fotógrafa prestativa, cumpridora de prazos e que ainda seleciona as melhores e já manda editadas. Um editor-chefe com um olhar deveras crítico e experiente, essencial para o andamento do trabalho.

Dando nome aos bois, em ordem, Henrique, Marília, Pedro, Luana e Demétrio. Não achem que a Pati, o João e a Rosi não foram importantes, porque foram. Principalmente na hora de colocar o Unicom no telão e apontar correções e qualidades.

Portanto, para finalizar o texto meloso, queria dizer obrigada. Antes de ver no papel, já sei que o nosso trabalho funcionou em equipe.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ai, que frio na barriga

É exatamente esta sensação que me domina desde terça, quando fechamos o Unicom. Um misto de curiosidade e ansiedade, mesmo eu já tendo visto todas as páginas dele, ter acompanhado tudo, afinal sou a editora. Estou morrendo de vontade de folhear, de pegar, de ver como ficou no papel o que foi feito com tanto carinho e vontade.

Além de toda esta sensação, temos que parar e pensar nos próximos, pois queremos fazer mais dois. E digo mais a vocês, leitores do blog, esperem pelo Unicom Hábitos com tanta ansiedade e vontade quanto nós que o produzimos. Vai valer a pena - modéstia a parte.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Fotos nada fáceis

A primeira edição do Unicom de 2010 já está quase pronta. Quase, porque algumas coisas ainda precisam ser acertadas, como o expediente. Hoje, durante a aula, fomos até o laboratório de fotografia para produzirmo a imagem de todo o grupo. E adivinhem: não deu certo. Foi um momento muito divertido, pois simplesmente não conseguíamos parar de rir. Abaixo você confere um registro do momento. Ah, e os créditos são do Luís Habekost.



Ao alcance das mãos

Foi assim que pudemos sentir o Unicom hoje. Com as revisões finais e as últimas considerações, o jornal foi impresso. Não em sua versão definitiva, mas uma prévia do que será. Uma sensação muito boa, de ver todo o conteúdo produzido pela turma disposto ali naquelas páginas. Agora, falta só um pouquinho para chegar aos finalmentes. Todos estão ansiosos para ver ele pronto, recém saído da gráfica. Ele está bonito e diferenciado. Projeto gráfico novinho em folha.
Além disso, tivemos a visita do Guilherme Mazuí. Este cara já trilhou a mesma estrada que estamos percorrendo agora e garante que sua participação no jornal foi um fator preponderante para se tornar o jornalista que é neste momento. Ele contou muitas experiências que viveu e mostrou um pouco do que é o mercado de trabalho na profissão. Como diz nosso professor: "ele está batendo um bolão!".
Também foi dia de tirar nossas fotos para o expediente. Cada um tentando fazer um tipo de pose para sair legal. Fora isso, fizemos um making off, onde cada um conta um pouco do processo da reportagem, como foi a produção, as dificuldades e tudo o mais. Essa chance de utilizar diversas plataformas para mostrar o conteúdo expande muito a atuação da equipe. Foi um momento muito especial dessa trajetória.
Bueno, mais coisas estão por vir. Ainda tem a publicação, o lançamento, etc. A dedicação e a vontade de todos se transformou em mais um Unicom que logo estará ao alcance das mãos de todos. Mas, encerrados os trabalhos nesta edição, já vem outra para que o processo comece novamente. Então, vem as discussões de pauta, definições de fontes...

Fechamento do Unicom


Estamos em reunião. Hoje fechamento do Unicom. Começamos com bate-papo com a presença de Guilherme Mazuí, ex-colega, contando sua experiência do Unicom e da Zero Hora. Realizaremos a revisão do jornal, fotos para o expediente e gravação do making of.
Tá chegando a hora, tudo quase pronto.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

No alto, perto dos sinos


Eu consegui! Passei pelas escadas, pelo buraco e no alto, ao lado dos sinos, registrei esse símbolo religioso, que até hoje serve como orientador de ações em alguns municípios da região.

Agradeço ao Senhor Nilo Milbradt que me acompanhou na missão e ficou a 30 metros do chão comigo. Superei o medo de altura e ainda das escadas que, assustadas com meu peso, não pararam de tremer.

Na foto, a prova do crime.
Aguardem na sequência o Unicom com todos os detalhes sobre os badalares dos sinos.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O hábito da leitura


É apenas por meio do hábito da leitura que descobrimos e aprendemos certas coisas e histórias importantes.

Desde pequenos, somos orientados a praticá-lo, seja com livros, revistas ou jornais. Com os avanços tecnológicos, um outro meio de leitura possível foi a publicação online. O novo método agilizou e viabilizou a leitura, pois não precisamos mais sair de casa para ficarmos informados. Temos a informação com instantaneidade onde e quando queremos.

O hábito de ler desenvolve a imaginação, informa e educa, além de enriquecer nosso vocabulário. A pessoa que o pratica se expressa melhor, forma opinião sobre diversos assuntos e aprende a  argumentar.  

“Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”

Mário Quintana

terça-feira, 13 de abril de 2010

Antes tarde do que nunca

Enfim me sinto à vontade para falar da minha matéria por aqui. Entre escolhas de fontes e vários "nãos" que levei, passaram-se quase dois meses. Eu não me sentia com propriedade para escrever sobre algo que nem sabia se ia dar certo, mas hoje conto com tranquilidade.

Como ideia inicial, eu tinha os moldes dos diários da revista Piaui, e a rotina de uma frentista. Parecia fácil, afinal eu não precisaria escrever quase nada. Mas que engano! Precisei exercitar outro lado, convencer a fonte a escrever, a própria. Expor em um diário a sua rotina, ou seja, a sua vida, seus hábitos e os de sua família.

Contei com a boa vontade da Júlia, uma moça simpática, sempre de brincos e unhas pintadas. Que atende todos os clientes com um sorriso no rosto. Inclusive essa maluca que aqui escreve. Num belo dia liguei para o posto pensando em falar com o gerente e quem atendeu? A Júlia. Brilhante, melhor impossível, era para ser ela. Desse dia em diante frequentei o posto mais que o normal, fosse ao vivo ou pelo telefone, monitorei a produção e no último dia fiz fotos e imagens em movimento, acompanhada da colega de mídia Luciana Bastos.

Não posso contar mais, apenas deixo aqui a sensação de dever cumprido em relação a matéria. Em breve, nas próximas edições do Teleweb vocês verão imagens da Júlia em sua rotina. E para ilustrar, o clique lá de cima é do João Caramez, na aula de hoje: eu e o diário.

Ilustres ilustradores


Muitas das 20 páginas do Unicom serão enfeitadas, no melhor dos sentidos, não com fotografias, mas com obras de três alunos da Comunicação Social da Unisc. Mariana Pellegrini, Amanda Mendonça e Giusepe Fontanari são os nossos ilustres ilustradores.

A acadêmica de Publicidade e Propaganda mais conhecida como Mary - ou @PeppermintMaryy - é responsável por duas das páginas do Unicom Hábitos. Uma prévia já foi publicada em seu blog, Mary inventa moda, e agora está aí em cima. O desenho vai estampar uma matéria minha, mas o porquê e seu contexto só serão conhecidos na publicação impressa. A outra página ilustrada pela Mary é escrita pela Rosi Fagundes.

Outro publicitário desenhista é o Giusepe Fontanari, vulgo Pepe. Um de seus personagens, o Osvaldo - O Goela Larga, pulou para as páginas do jornal laboratório em forma de charge. Mas outras tirinhas do personagem podem ser vistas no blog Pepe Ilustra O acadêmico ainda ilustrará o ensaio da Emilin Grings, aluna da disciplina de Jornalismo Impresso II.

A última ilustre é a Amanda Mendonça, aluna de Produção em Mídia Audiovisual, que emprestará seus traços à resenha cinematográfica do Pedro Garcia. A @amandonca também tem blog, apesar do meu desconhecimento e dos colegas de Agência até então, é o Oh la la. Vale a pena conferir.

Bom, deu pra perceber que, só pelo peso dos nossos ilustradores, o próximo Unicom promete. Aguardem!

Últimos detalhes do Unicom


Hoje estamos em reunião cuidando dos últimos detalhes do Unicom: seleção de fotos, revisão de textos, escolha da capa, e tal.
A Vanessa faz ajustes na diagramação do jornal; Luana e Pedro editam os textos de opinião; o Demétrio orienta reportagens (após saborear um delicioso bombom Sonho de Valsa).

Frases interessantes da manhã
Demétrio após comer o bombom Quero um salgado agora...
Patrícia sobre as fotos que não tirou dos sinos Eu não passo no buraco...
Pedro para Vanessa Olharei em consideração a nossa amizade...

Os antigos hábitos de D. Maria

Durante as tardes que passei com Dona Maria ouvi muitas histórias. Uma delas foi sobre o que ela mais gostava de comer. Diante das privações de hoje, coisas que, para nós, são consideradas simples, tornam-se importantes na vida daquela senhora.

domingo, 11 de abril de 2010

O hábito gaúcho de tomar chimarrão

O chimarrão, tradicional hábito do Rio Grande do Sul, é um símbolo da hospitalidade do gaúcho. É a marca registrada do estado. O costume de tomar chimarrão é comum no meio rural e também no urbano. Faz parte da vida do gaúcho desde o amanhecer até a noite, quando encerra suas tarefas diárias. Mas existe a curiosidade de saber de onde surgiu esse hábito que foi acolhido pelos gaúchos. Ele é antigo, teve muitos fatores que contribuíram para a sua difusão, como a influência indígena, a geografia do Rio Grande e outras questões. Confira o surgimento do hábito:


O uso desta planta como bebida tônica e estimulante já era conhecido pelos aborígines da América do Sul. Em túmulos dos pré-colombianos no Peru, foram encontradas folhas de erva mate ao lado de alimentos e objetos, demonstrando o seu uso pelos incas.
A tradição do chimarrão é antiga. Soldados espanhóis em 1536, chegaram à foz do Rio Paraguai. No local, impressionados com a fertilidade da terra às margens do rio, fundaram a primeira cidade da América Latina, Assunción del Paraguay.


Os desbravadores, nômades por natureza, com saudades de casa e longe de suas mulheres, estavam acostumados a grandes bebedeiras, que muitas vezes duravam a noite toda. No dia seguinte, acordavam com uma ressaca proporcional. Os soldados observaram que tomando o estranho chá de ervas utilizado pelos índios Guarany, o dia seguinte ficava bem melhor e a ressaca sumia por completo.
Assim, o chimarrão começou a ser transportado pelo Rio Grande na garupa dos soldados espanhóis. As margens do rio Paraguai guardavam uma floresta de taquaras, que eram cortadas pelos soldados na forma de copo. A bomba de chimarrão que se conhece hoje também era feita com um pequeno cano dessas taquaras, com alguns furos na parte inferior e aberta em cima.


Os primeiros jesuítas estabelecidos no Paraguai (posteriormente nas missões), fundaram várias feitorias, nas quais o uso das folhas de erva mate já era difundido entre os índios guaranis, habitantes da região.
Posteriormente observou-se que os indígenas brasileiros, que habitavam as margens do rio Paraná, utilizavam-se igualmente desta aquifoliácea.


*Fonte: IGTF - Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore

Sobre hábitos (parte III)

"O hábito torna suportáveis até as coisas assustadoras." (Esopo)

"As cadeias do hábito são, em geral, pouco sólidas para serem sentidas, até que se tornem fortes demais para serem partidas." (Samuel Johnson) 

"O hábito não faz o monge, e há quem, vestindo-o, seja tudo menos um frade." (François Rabelais) 

"Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito; repetindo todos os dias os mesmos trajetos." (Pablo Neruda) 

"Nada é mais forte que o hábito." (Ovídio) 

"O hábito é o grande guia da vida humana." (David Hume) 

“A coisa infeliz sobre esse mundo é que os bons hábitos são muito mais fáceis de desaparecerem do que os maus.” (W. Somerset Maugham)


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Entrevista com Leonardo Brasiliense (Teleweb Ed. II)


E aguarde que tem mais na sequência e, claro, no próximo Unicom!

NOTA. Uma injustiça foi cometida nos créditos: a ausência dos nomes de Pablo Melo e Joel Oliveira. O primeiro, criador da vinheta de abertura, por lapso de memória do editor. O segundo, responsável pela finalização do vídeo, por modéstia do próprio. 

terça-feira, 6 de abril de 2010

Preparativos finais



Estamos envolvidos com os preparativos finais do nosso Unicom!

Recebemos hoje a visita de um grupo de colegas de Relações Públicas da Unisc. São elas que vão assumir o planejamento da cerimônia lançamento da primeira edição do jornal no semestre, que deve acontecer em meados de maio. Foram discutidos detalhes como local, publico e divulgação. Mais detalhes na sequência.

Confira então quem compõe a equipe que vai fazer bombar esse momento: Sulimar Cená Fogaça, Vanessa Britto, Manoela Carvalho, Tábata Sulzbacher, Francine Weiss e Bruna Kohl.  


Frases em destaque na manhã de hoje
Prof. Demétrio diz Estou nervoso...
Minutos depois Gente, continuo nervoso...
Algum tempo depois E a festa?

O hábito de ouvir rádio na madrugada

Esta semana, por incrível que pareça, estou acordando às 4 horas da manhã.

Não que eu acorde tarde, mas esse certamente não é um hábito meu.  Acontece que estou fazendo analisando um programa de rádio que começa às 5 horas, o Painel Gazeta.

Servirá para meu trabalho de conclusão de curso: estudar e tentar compreender o que de fato faz com que as pessoas acordem durante a madrugada para ouvir rádio.

O programa, que tem grande audiência, conta com a participação ao vivo dos ouvintes, que contam piadas, fazem pedidos musicais e homenagens. Muitas delas dizem que possuem o hábito de acordar e ligar o rádio, pois encontram neste veículo a companhia que precisam, já que muitas delas são pessoas solitárias ou que acordam cedo para trabalhar. Outras acordam cedo pois tem o hábito de tomar chimarrão e acompanhar as notícias da região. E, é claro, acompanhar a previsão do tempo, que para muitos também é um hábito antes de ir para o trabalho.

Mas afinal, o que tem o rádio de tão especial na vida destas pessoas? Qual o motivo de ter o hábito de acordar na madrugada para ouvir rádio? A resposta é simples: o aparelho é também um companheiro, que oferece além da informação, companhia e entretenimento.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Que hábito você gostaria de ter mas não tem?

Dormir tarde, deixar tudo para a última hora, beber refrigerante, comer doce... Esses foram alguns dos hábitos pecaminosos lembrados pelo pessoal que transita pela Unisc quando perguntamos de qual prática regular gostariam de se livrar. Agora queremos saber o contrário.

Claro que ninguém faz só o que gosta na vida. A cada um de nós são reservadas obrigações das quais não há como se livrar - trabalho, estudo, etc. Acontece que muitas vezes essas necessidades tomam conta de nosso dia-a-dia e certos prazeres ficam em segundo plano. Ou então, outras necessidades se impõem mas não damos conta de tudo - por falta de tempo, condições ou vontade.

Eis que surge a inquirição: qual hábito você gostaria de ter mas não tem? Confira em áudio as respostas.

E aguarde que na sequencia tem mais Unicom Enquete!

Nota: percebam a quantidade de respostas relacionadas à prática de esportes e alimentação saudável. Ô gente relaxada!

domingo, 4 de abril de 2010

Páscoa repleta de hábitos

Um ritual é seguido durante a Semana Santa e culmina no domingo de Páscoa. São hábitos que vários cristãos têm e que são transmitidos para as gerações seguintes. Um deles é a colheita das flores de macela, nos campos gaúchos durante a madrugada da Sexta-Feira Santa. A outra é comer peixe no mesmo dia, já que até o Domingo de Ramos (anterior ao da Páscoa), vivemos a quaresma, em que se propõe um período de oração e penitência. Momento de se aproximar de Deus. O peixe habitual da Páscoa é o bacalhau. Fora isso, no sábado de Aleluia muitas pessoas "malham o Judas", hábito praticado com bonecos que representam o personagem bíblico e as pessoas o espancam para representar o julgamento, condenação e execução do apóstolo traidor de Cristo.
XX
Na infância, eu acordava cedo no domingo de Páscoa para revirar a casa atrás dos ovos de chocolate. Pegava uma cesta cheia de palha, que deixava um dia antes na beira da cama para acordar e ir ao trabalho diretamente. Mas não era muito fã de comer os ovos. Eles duravam bastante, comia aos poucos. Mas, por trás de tudo isso, existem significados que em geral esquecemos. Trago algumas definições para esses hábitos. Eles podem ser encarados mais como costumes, mas acho que vale pela curiosidade dos significados. Boa Páscoa!


Por que se colhe macela na Sexta-feira Santa?

A tradição é que a macela seja colhida antes do nascer do sol. A sabedoria popular diz que a eficiência do chá das flores desta planta se torna ainda maior quando colhida neste dia. O orvalho da madrugada que fica sobre a planta representa as lágrimas de Cristo. A tradição é comum apenas no Rio Grande do Sul, pois tem este arbusto em abundância e floresce a partir de abril. É importante colher apenas os galhos, jamais puxando pelo tronco e arrancando a planta com a raiz e evitar a colheita em campos muito próximos a estradas ou rodovias, pois a planta pode estar contaminada por metais expelidos pelos carros.
XX
O chá deve ser feito com 3 a 5g de flores secas para cada litro de água. Tem efeito analgésico, antiinflamatório, relaxante muscular, no combate de cólicas, diarréias, disenterias e dores no estômago.


A história do coelhinho da Páscoa

A figura do coelho  representa a fertilidade. O animal se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época em que o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.

Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? É que tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. A figura do coelho da Páscoa foi trazida para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII.

Porque ovos na Páscoa?

Presentear os seus com ovos é uma tradição pagã, que foi incorporada à Páscoa. Inicialmente os ovos eram de verdade e a tradição era enfeitá-los pois simbolizariam o início da vida. Durante o Concílio de Nicéia, os cristãos se apropriaram da ideia e passaram a pintar os ovos com figuras religiosas. Apesar da história incerta, o surgimento dos ovos de chocolate nos leva ao início do século XIX, quando confeiteiros franceses inovaram na tradição de presentear com ovos de verdade e passaram a utilizar o chocolate como matéria prima. 


Porque se come bacalhau no domingo de Páscoa?

Essa tradição puramente cristã vem desde a Idade Média. A Igreja católica orientava seus fiéis para que realizassem jejum durante a quaresma e a eliminação de carnes quentes dos hábitos alimentares. O período de jejum, entre a quarta-feira de cinzas e o domingo de páscoa conhecido como quaresma. Com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil em 1808, o bacalhau foi introduzido aos hábitos alimentares dos brasileiros.
Com o passar dos anos, os hábitos de jejum católicos começaram a ser adaptados, Da quaresma para a Sexta-Feira Santa. 


Fonte:http://bit.ly/9K1phj

sábado, 3 de abril de 2010

Sobre hábitos...(parte II)

  • "O hábito é uma criada que acaba por casar-se com o amo." (Pierre Veron)
  • "Tome cuidado com seus hábitos. Quanto melhores eles forem, mais seguramente eles serão sua ruína." (Holbrook Jackson)
  • "Primeiro fazemos nossos hábitos, e então nossos hábitos nos fazem." (John Dryden)
  • "O hábito cria a impressão de justiça; o progresso não tem inimigo maior que o hábito." (José Martí)
  • "Maus hábitos são como uma cama confortável: fácil de se deitar nela, mas difícil de sair." (Autor desconhecido)
  • "Não há nada de tão absurdo que o hábito não torne aceitável." (Erasmo de Rotterdam)
  • "Hábito e rotina têm um inacreditável poder para desperdiçar e destruir." (Henri de Lubac)
  • "O céu deu-nos o hábito, bom substituto da felicidade." (Alexander Puschkine)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Flagra



Da série Flagra. Eu, a D50 e a vaca. Foto de Leonardo Brasiliense.

O Brasil de Lizzette

Venho contando por aqui, durante as últimas semanas, detalhes a respeito de minhas conversas com estrangeiros radicados em nossa região; conversas essas que vão dar razão à uma de minhas contribuições ao próximo jornal Unicom.


Já falei que serão três os países contemplados em meu texto: Cabo Verde (com um sujeito chamado Natalino), Grécia (com a família Takvorian) e Colômbia (com a Lizzette Garavito, foto acima). Se há um aspecto em relação ao qual todos eles concordam, é quanto à imagem distorcida que o Brasil tem no exterior. Aliás, talvez distorção não seja a palavra mais correta.

O que acontece é que símbolos de nossa cultura são demasiadamente exaltados pela mídia internacional, compondo um cenário que ignora as abissais diferenças em todos os sentidos existentes entre o sem fim de pequenos mundos que compõem esse enorme país. Como se Santa Cruz fosse igual à Bagé, Bagé igual à Porto Alegre, Porto Alegre igual à Salvador e Rio Branco, e todas idênticas ao famoso Rio de Janeiro. O que, sabemos, está muito, muito longe de ser verdade.

Lizzette Garavito deixou o norte da Colômbia para viver no Brasil onde faz calor o ano inteiro, onde há uma bela praia a cada esquina, onde todos são bronzeados e cheios de ginga, onde se dança samba e se joga futebol a qualquer momento e em quaisquer condições. Um Brasil que sequer existe, embora o Rio seja provavelmente o que mais se aproxime dessa concepção.

Acontece que Lizzette aportou em Santa Cruz, onde nada disso é regra. O choque com o que ela imaginava ser Brasil foi tão grande que, conta, a família tinha dúvidas sobre o seu real paradeiro quando enviava fotos suas por aqui. Ouça a própria Liz falando sobre isso:



E aguarde que no Unicom tem mais!