quarta-feira, 30 de março de 2016

O amor pela profissão


Geralmente quem opta por cursar Jornalismo, é porque gosta de escrever, falar, ler, perguntar. Há quem também busca migrar para essa área, porque tem o desejo de mudar o mundo e aparecer na televisão. É possível, sim, auxiliar alguém e contribuir para melhorar a realidade de algumas pessoas. No entanto, o mundo em si, não é possível mudar.

Assim como todas as profissões, o Jornalismo também tem seus desafios. Ser jornalista é muito mais do que querer mudar o mundo, aparecer na televisão e ter matérias publicadas em um jornal.
Amar esta profissão consiste em buscar fazer matérias bem feitas independente se for feriado ou fim de semana. Amar a profissão é também saber entender que nem sempre a fonte está em um bom dia e irá tratá-lo como o esperado.
Fazer Jornalismo é saber falar e se comunicar bem, mas, acima disso, é escutar. Se o repórter não sabe escutar a fonte, pouco saberá o que escrever sobre ela.
Dificilmente alguém é 10 em tudo, mas se destaca nessa área o profissional que não se limita e busca fazer muito mais do que o feijão com o arroz de todos os dias.
Ninguém é obrigado a entender de edição, saber falar inglês e ser um jornalista multimídia. Contudo, vale ressaltar que o profissional que faz de tudo um pouco se destaca mais. O que ocorre é uma seleção natural no mercado de trabalho. Ficam os bons e os que buscam mais.
Fazer Jornalismo não é apenas escrever. Consiste em apurar, buscar, inovar, vestir a camisa, se desafiar, ver uma história por trás de cada pessoa.
Enfim, apenas se dá bem nessa profissão, quem faz Jornalismo com amor.



O jornalista e sua fonte

Estamos em rotina de produção. Cada repórter da nossa equipe já está construindo a sua matéria com base nas suas pesquisas e fontes; e é aí que entra a questão principal do jornalismo: a relação do jornalista com a fonte. Ela varia – e muito.

Charge: Google Imagens
Há casos em que a fonte não quer falar, mas o assunto pautado é de domínio público e, por conta disso, a fonte “se obriga” a prestar esclarecimentos perante a sociedade através de um veículo de informação. Quando o assunto é positivo; sem problemas. A fonte é muito compreensiva e, na maioria das vezes, dá tudo certo. Contudo, quando a questão a ser tratada com a fonte é, de certa forma, negativa e exige uma informação esclarecedora do entrevistado, podem surgir complicações, como a fonte tentar manipular o jornalista. O jornalismo de qualidade e a apuração bem-feita têm dessas coisas. Acaba ocorrendo que, indubitavelmente, a desconfiança se torna exigência para o desenvolver de qualquer matéria jornalística. Faz-se necessário desconfiar sempre de uma informação.

A informação que se obterá da fonte terá interferência direta no que o entrevistado imagina do jornalista. E isso dá caráter a uma série de implicações, dentre as quais a opinião do jornalista e, por isso, sempre se ouve falar em imparcialidade. O jornalista precisa ter opinião imparcial para conseguir exercer bem o seu trabalho. Mas este é assunto para uma outra conversa.

Até breve, pessoal!


sábado, 26 de março de 2016

Escreve bem, quem lê muito

Vários profissionais de diferentes áreas costumam dizer que apenas escreve bem, quem lê muito. De fato, isso é verdade.
Assim como um veterinário gosta de animais e entende sobre eles; assim como um engenheiro gosta de matemática e um professor gosta de ensinar; um jornalista gosta de escrever.
Escrever é um desafio. Não significa apenas colocar algumas palavras no papel ou digitar algumas frases no computador. Escrever no Jornalismo é uma responsabilidade e torna-se fundamental conhecer grande parte das regras da Língua Portuguesa.
Quando digo que é um desafio, quero dizer que escrever é se fazer entender. Uma das piores coisas que alguém pode dizer a um repórter ou jornalista é: "Não entendi o teu texto."
Em um jornal, por exemplo, não existe a presença de imagens em movimento como na televisão. O que existe são fotos. Elementos estes que também são fundamentais para atrair o leitor para a matéria. Contudo, não adianta ter uma foto que ilustre bem o conteúdo, mas o texto não ser atrativo e ainda difícil de ser entendido.
Escrever para um jornal, também não significa usar palavras rebuscadas para dizer que se tem cultura e se sabe palavras difíceis. Escrever é também pensar na ‘Maria’ que estudou até a quarta-série. É pensar no ‘João’ que tem dificuldades de ler. É pensar em uma criança que também gosta de ler jornal.
Um texto com palavras rebuscadas será entendido por uma parcela da população. Mas um texto com uma linguagem atrativa e simples, é entendido por todos.

Como repórteres, temos que buscar escrever bem e para todos, sempre!



terça-feira, 22 de março de 2016

Olá galera!

Nos últimos anos, o jornalismo literário tem se tornado cada vez mais presente em alguns veículos de comunicação. Esse tipo de escrita atraente conta os minuciosos detalhes de uma história, de uma cena que, em um texto do dia a dia de um jornal, passam despercebidos.
Um exemplo de profissional que faz uso desse tipo de linguagem é a jornalista, escritora e documentarista gaúcha, Eliane Brum, nascida em Ijuí.
Entre os seus livros mais conhecidos, está o ‘A vida que ninguém vê’. A obra é fantástica, e é um conjunto de crônicas-reportagens escritas sobre o olhar de Eliane Brum.
 Na obra, a profissional relata histórias de pessoas humildes da sociedade que, muitas vezes, devido a isso, não ganham espaço nos meios de comunicação, como jornais. No ‘A vida que ninguém vê’, Eliane dá importância às fontes e mostra que independente da classe social, status e cargo em uma sociedade, as pessoas merecem atenção e carregam em suas bagagens da vida muitas histórias fascinantes que valem a pena serem contadas.  

No fim dos anos 90, Eliane escrevia uma coluna publicada  todos os sábados  no Jornal Zero Hora. Esta se chamava ‘A vida que ninguém vê.’ O livro recebeu esse nome, porque reúne 21 histórias publicadas nessa coluna de Eliane.


Que este Unicom também contemple muitas histórias fascinantes de pessoas que merecem espaço e atenção pelos exemplos que transmitem aos demais seres humanos. 

Das responsabilidades de um jornal-laboratório

No curso de Jornalismo da Unisc, torna-se um jornalista fazendo jornalismo. Uma das possibilidades para tal se dá através do jornal-laboratório que contribui para o exercício da prática jornalística dos alunos e abre espaço para técnicas de produção de notícias.

O trabalho realizado dentro dos jornais laboratórios possui a mesma seriedade, qualidade e importância encontradas nas redações dos grandes jornais. Os procedimentos exigidos para que se comece a escrever uma matéria são meticulosamente analisados antes de serem postos em prática. Desde a escolha da pauta até a sua publicação final, as matérias do jornal-laboratório Unicom seguem rígidas recomendações do professor responsável pela disciplina, Demétrio de Azeredo Soster.

Nesse semestre o tema do próximo Unicom já foi definido. Agora rumamos a definição final das pautas. Não diferentemente da maioria das vezes, as matérias do próximo jornal terão caráter inovador e este, em especial, trará um universo periférico que, para muitos, é pouco conhecido. 

Aguardem! 

quarta-feira, 16 de março de 2016

Uma dica: O New Journalism

E aí, galera! Tudo bem com vocês?

Começamos os trabalhos de mais um Unicom que promete não deixar a desejar e ser tão incrível quanto já tem sido nos semestres anteriores. Mas enquanto fazemos as organizações finais, que tal uma dica de leitura que é indispensável para qualquer jornalista e, também, muito prazerosa como alternativa de lazer para os amantes de um bom livro?

A Sangue Frio, de Truman Capote, publicado em 1965, é um dos livros que, pode se dizer, deu o pontapé inicial no New Journalism. O gênero, que surgiu nos Estados Unidos na década de 60, tem como principal característica a missão de informar através de uma narrativa literária. A obra de Capote é um livro-reportagem que conta a história de uma família assassinada em uma cidade do interior do Kansas (e esse não é o spoiler, pessoal) e a narrativa é tão inquietante e meticulosa que A Sangue Frio coloca o leitor a prova sobre os seus próprios pensamentos do que é certo e/ou errado.

O interesse pelo jornalismo literário tem aumentado consideravelmente pelo mercado editorial. Há especialização na área e o assunto vem sendo pauta para a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). Como eu disse antes, a leitura é indispensável para todo acadêmico de jornalismo e é também uma boa pedida para quem gosta de ler tramas policiais.

A obra está disponível na Biblioteca da Unisc de Santa Cruz do Sul, com cinco exemplares e no Campus de Venâncio Aires, com um exemplar. No site Estante Virtual, vocês podem adquirir o sebo a partir de R$15,00 (eu já tenho o meu e recomendo a compra do livro, vocês vão querer relê-lo mais tarde).


Até breve, pessoal!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Caros, caras, boa tarde.

Com este post dou por aberto os trabalhos da disciplina de Produção em Mídia Impressa - semestre 2016/1 -, onde damos conta do Unicom - jornal-laboratório do Curso de Comunicação Social da Unisc.

Bom trabalho a todos.

Demétrio