quinta-feira, 30 de junho de 2016

Ser jornalista é: ver pauta em todo lugar

 Dia desses estava lendo o texto Ser jornalista: Não é uma questão, é uma certeza escrito pela, então, estudante de jornalismo, Andressa Galiego. O texto, dentre outras coisas, dizia que diferentemente de outros ofícios, um profissional de jornalismo não deixa de sê-lo aos finais de semana ou aos feriados, pelo contrário, aproveita esse tempo para adquirir mais algum conhecimento sobre qualquer assunto, já que deve saber um pouco de tudo, embora nunca esteja totalmente informado.

É verdade, de fato. Mas o que ocorre, também, é que o jornalista vê uma possível pauta em todo o lugar. Qualquer coisa pode virar um texto. Até mesmo um diálogo. Aliás, depois da criação das redes sociais, como gostam de escrever os diálogos do cotidiano, esses jornalistas…

E, não surpreendentemente para mim, me vi ultimamente em várias situações dignas de uma nota. Que renderiam um bom comentário ou uma boa crônica. Passei um mês sem celular e não vejo a hora de escrever sobre essa experiência. E é assim que acontece. Situações que todo mundo passa, acontecimentos que todo mundo vê, mas que só um foca, com seu jeitinho todo especial de transportar o universo da ponta da caneta para o papel, consegue descrever e incrementar a tal ponto de o fato se tornar de interesse universal.

Porque ser jornalista é diferente. A gente respira jornalismo até quando está dormindo. Aliás, acho que o sonho da noite passada rende uma crônica...

Escolhas determinam resultados

E para a última edição do UNICOM deste semestre senti a necessidade de escrever sobre um assunto que gera bastante polêmica e divide opiniões: padrões de beleza. O gancho para minha matéria é tatuagens. Meu case: Aíscha Garcia, princesa da Oktoberfest de Santa Cruz do Sul.  

Optei por usar uma linguagem mais literária para tornar o assunto envolvente, não tão duro, nem tão óbvio. Parti da ideia de que a narrativa construida dessa forma discute o que pretendo, mostrando que muito além de uma pessoa ser ou não tatuada, magra, gorda, loira ou morena, existem outras coisas que determinam quem realmente somos. 
Além da Aischa, conversei também com o tatuador dela, Maiquel Moraes. O que me possibilitou uma angulação mais abrangente. 

A matéria nem saiu ainda nessa edição mas a contar pelas pessoas e veículos que já me procuraram, ela promete render grandes discussões. Estou feliz por isso.



E agora?

Agora que o fim do sétimo semestre do meu curso de jornalismo na Unisc está bem perto de chegar, é um dos momentos em que paro, e analiso: olha só onde eu cheguei, mais uma guria de cidadezinha pequena que sai do seu lugar de conforto pra tentar ser alguém na vida. Se eu tinha certeza que queria essa profissão? não, e ainda não tenho. Onde eu cheguei até agora pode não parecer muito aos olhos do mundo profissional, mas me traz o sentimento de ter tentado algo que eu imaginava não conseguir. 

A preocupação dos pais na hora em que um filho conta que quer seguir em um mundo tão incerto e perigoso como é o jornalismo, me fez parar pra pensar se era aquilo mesmo que eu achava que poderia ser, algo um tanto quanto inalcançável. Inalcançável em termos de salário, pois para fazer sucesso nessa carreira não é fácil e nem bonito as vezes. Quando não se tem ideia do que cursar, é algo que nos faz escolher entre jornalismo e o mais sugerido pelos pais: direito.

Mesmo assim, como uma adolescente que "nasceu de humanas" e que gostava da ideia de algo que me tirasse da rotina, escolhi o jornalismo. É o que me traz ao recente ponto da questão que é o lugar e situação em que me encontro. Assumo que gosto da ideia de ser jornalista. Me agrada pensar que passo a impressão de uma pessoa que "aguenta" a profissão, uma corajosa. 

O que eu sinto quando vejo minha matéria publicada no Unicom Marginais é gratificante. Eu quero mostrar para os meus pais, para os meus amigos, para minha irmã e minhas professoras. E quero que saibam que eu tenho um motivo pra me orgulhar, mesmo sendo um trabalho de faculdade. Esse é apenas o começo sabe? Agora eu vi que eu consigo gostar da minha escrita, gostar de ter um "tipo" de escrever ou me portar diante a câmera. Eu posso ler literatura, criar ídolos jornalistas e escritores e me basear neles, me inspirar neles.

Além de ser uma escritora, eu posso ser quem eu quiser! Espero profundamente que nosso diploma seja um dia obrigatório, pra mostrar que jornalista se molda dentro de entendimentos teóricos sim, e que a prática da faculdade só tende a trazer melhores profissionais.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Nos páreos de Cachoeira

Naquela tarde de domingo, o tempo estava instável em Cachoeira do Sul. Havia chovido durante parte do dia, mas alguns raios de sol  ainda se esforçavam para ultrapassar as barreiras impostas pela nuvens.  A tarefa para o referido dia era produzir uma reportagem para a segunda edição do jornal Unicom. Para isso, voltei a um local que fez parte da minha vida em diversos dias dominicais da infância: o Hipódromo do Amorim.

Lembro-me de ir ao  local - conhecido também como "prado" -  com meus pais  para assistir às corridas, comer pipoca e me divertir, mesmo sem entender  praticamente nada sobre o funcionamento daquele espaço. O retorno foi marcado por uma nostalgia, mas o sentimento foi temporário, já que havia um trabalho a fazer. Em um tempo marcado pelo encerramento das atividades de jockeys club Brasil e Rio Grande do Sul  afora, o Hipódromo do Amorim resiste com firmeza, apesar de dificuldades que volta e meia insistem em aparecer.

O público do passado era enorme. Com o tempo, deixou de assistir aos páreos, mas agora está retornando. Grandes espetáculos estão voltando, entende-se corridas e mais corridas. Consequentemente, as apostas também.  Seja qual for o valor, é a sorte que recebe a chance de mostrar o seu poder. E desta forma, gerar renda, lazer  e alegria. Ou então, descontentamento e prejuízo. É um universo mágico, marcado pela valiosa preservação cultural.  E o contexto completo dessa história você vai conferir na próxima edição do jornal Unicom. Em breve, nas suas mãos!



Reações ao Unicom

Depois de muita discussão e muito trabalho, o Unicom está pronto e sendo distribuído na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), em nossas casas, em nossos ambientes de trabalho ou indo até mais longe. Com uma capa estampada por uma mulher com pelos e uma contracapa nos apontando os seus dedos do meio, o primeiro jornal-laboratório desse semestre gerou uma certa polêmica. Quando distribuí o Unicom para meus pais e avós, não foi diferente.

- Que moça bonita. Mas, precisava ter pelos? – questionou meu pai, pensativo.

- Corajosa! – definiu minha mãe.

Já minha avó, ficou mais surpreendida com o dedo do meio apontado.

- Eles deixam vocês publicarem esse tipo de coisa?

Quando se deparamos ao ambiente acadêmico, percebemos que, cabe à universidade nos permitir ver além da nossa zona de conforto e nos fazer ter ainda mais dúvidas e questionar o que está em nossa volta. As discussões dessa edição do Unicom estão se espalhando e junto à ela muita reflexão para quem tem a oportunidade de lê-la. Desta forma, posso concluir que atingimos nosso objetivo.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Quando o jogador de futebol abre a boca...


Ah os jogadores de futebol... Simplesmente quando dão entrevistas polêmicas e memoráveis são difíceis de esquecer, tanto os jornalistas e telespectadores adoramos quando o jogador tem a palavra junto ao microfone.

Podemos considerar que o auge dos futebolistas bocudos foi nos anos 90, onde o futebol brasileiro obteve novamente um destaque gigante ao ganhar a Copa do Mundo de 1994, a Copa América e a Copa das Confederações no respectivo ano de 1997.

Jogadores como Edmundo, Romário, Vampeta eram conhecidos por suas declarações tanto bizarras e polêmicas.

Nos últimos anos, temos visto jogadores como o Ronaldinho Gaúcho xavecar uma repórter, o atacante Marinho atuando pelo Ceará e esqueceu que estava suspenso para o próximo jogo ao tomar um cartão amarelo e soltou a famosa pérola “que m**** hein?!”.

Vamos selecionar alguns jogadores com frases poéticas e memoráveis:

Edmundo: o Vasco empatou com o Fortaleza no campeonato brasileiro de 2003 e ficou sem vencer seis jogos seguidos, o repórter foi entrevista-lo sobre a partida e o jogador apenas parafraseou: “O time é ruim, só isso”.
Em um jogo pelo Vasco... “Juiz me xinga, errei o primeiro passe e a torcida vaiou, quatro meses sem receber, preciso falar mais alguma coisa?”
Sobre um juiz que apitou um jogo do Vasco... “A gente vem na Paraíba e um paraíba apita o jogo, dá nisso e a gente sai prejudicado”.

Luis Fabiano: Após ser expulso em uma partida pelo campeonato brasileiro de 2003, declarou. “O negócio é sumir porque no Brasil não dá mais pra jogar”
Pensando ser perseguido pela arbitragem, e ao ser expulso por uma juíza, soltou o verbo “Só podia ser mulher mesmo, o que eu fiz sua burra?”.
Em um jogo do São Paulo contra o River Plate pela sul-americana, o jogador envolvido numa confusão, fez pouco em caso ao ser expulso e ficar de fora das disputas dos pênaltis ao dizer. “Entre bater um pênalti e ajudar na briga, eu prefiro brigar”.

A saga de Vampeta também teve declarações bizarras...
Sobre jogar no Flamengo e não receber o pagamento no fim do mês... “Eles fingem que pagam e eu finjo que jogo”.
Chegando ao Brasil após o pentacampeonato da seleção brasileira, declarou. “Vim bebendo desde o Japão e cheguei no palácio pra lá de Bagdá”

E claro que não poderia falta ele, o eterno baixinho e artilheiro Romário, com suas irreverentes entrevistas e declarações...
Incomodado comas críticas no ano de 1999 falou... "Sou que nem dinheiro: no fundo, todo mundo quer um pouquinho".
Sobre o Zico, lendário jogador do Flamengo e da seleção de 82... "Zico perdeu as três Copas dele como jogador e uma como coordenador. É um perdedor nato"
Soltando o verbo sobre o comentarista e ex-jogador Walter Casagrande em uma entrevista... “O Casagrande nunca chutou em lugar nenhum, nunca foi campeão de p**** nenhuma, quem é o Casagrande pra falar de mim? Não existe... e tenho que aturar ele falar de mim, falar de mim não, falar um monte de m**** de mim na televisão, como se ele conhecesse alguma coisa de futebol, não sabe de nada...”.
E claro que não poderia deixar de falar da clássica briga com o Rei Pelé...


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Sobre ser jornalista através do Unicom

Daqui a dois meses chego ao oitavo semestre da faculdade de jornalismo. Nesse tempo todo, não trabalhei na área uma vez sequer. Não estagiei na agência experimental, não fiz freelances e me sinto muito pouco jornalista. Comparo, e a comparação é algo que não faz bem pra alma, meu desempenho com os dos outros colegas e, absolutamente sempre, tenho a certeza de que fiz pior. Fiz menos, fui insuficiente.

Agora, pensando nisso tudo e pensando sobre esse sentimento de me formar em jornalismo sem me sentir jornalista, olho para a primeira edição do Unicom que produzimos e me sinto melhor.

Talvez umas das principais funções do jornal laboratório seja essa: nos fazer sentir jornalistas. Se me orgulho da minha matéria? Menos do que gostaria. Dá pra perceber, no que digo algumas linhas acima, que reconhecer talento em mim não é um dos meus fortes. Mas quando abro o jornal, exatamente ao meio, me deparo com duas páginas que terminam assinadas por mim.

Lembro das visitas que fiz, das pessoas com quem conversei, de todas as informações que ficaram de fora dos seis mil caracteres estipulados. Lembro de ouvir do João, o dono do hostel que visitei, o quanto ele ficava feliz por responder uma entrevista pessoalmente, e o fato de me considerar mais jornalista por ter ido lá conversar com ele e conhecer o lugar. Logo eu, que me considero tão ninguém.

Pouco antes de eu propor ao João uma entrevista, uma matéria sobre o hostel saiu na revista de uma companhia aérea. Não me recordo agora, Gol ou Tam. Sei disso porque ele me contou com certa indignação que ninguém daquela revista havia conversado com ele. Um dia, simplesmente, viu sua empresa publicada lá.

Tudo o que constava naquelas linhas havia sido retirado da internet, e ninguém se deu ao trabalho de saber se o João tinha algo a mais a dizer. Mas eu sou jornalista mesmo, segundo ele. Eu fui até lá. Eu olhei nos olhos do João enquanto tentava compreender a história daquele lugar. Bebi café na cozinha que descrevi, sentei no sofá da sala que fotografei. Senti os cheiros, a textura das paredes.   

Não é que em outras cadeiras eu não tenha escrito reportagens. Mas no Unicom eu pude me sentir jornalista quando vi ela impressa no papel. Organizada cuidadosamente entre outros textos tão bem escritos, de gente que me acompanha há mais de três anos na faculdade e de quem eu desconhecia a voz literária.


O trabalho é pesado. O estresse quase inevitável. Mas maior do que os problemas é o orgulho que a gente sente quando vê que é capaz de produzir material de qualidade, e que ao nosso lado têm pessoas tão boas no que fazem. E não estou mais me comparando, já disse que faz mal, mas essas pessoas e esse jornal em fizeram sentir um pouco mais jornalista.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Desde quando nos depilamos?

A nova edição já saiu e uma das matérias mais polêmicas foi a que deu ilustração à capa: mulheres que não se depilam. Ao iniciar a reportagem, muitos questionamentos me passaram pela cabeça até eu conseguir questionar a mim mesma o porquê de o não depilamento feminino causar tanta estranheza alheia "Desde quando este padrão é imposto?" foi o que me perguntei. Em busca de respostas, fui pesquisar a história do método, do Antigo Egito aos Tempos Modernos. Compartilho com vocês a evolução da depilação:

Mapeamento histórico da depilação:

Egito Antigo
Egípcias criam as primeiras técnicas de depilação, sendo a “sugaring”, uma cera feita de açúcar, a mais recorrente.

Império Romano
Se você parar para observar, nenhuma escultura deste período apresenta pelos nas pernas ou nos braços. Os pelos no corpo eram considerados vulgares, tanto homens quanto mulheres usavam cremes, pinças e versões mais simples de barbeadores para eliminar todos os pelos do corpo.

Idade Média
Mulheres e homens param de depilar o corpo e desenvolvem técnicas bem bizarras de remoção de pelos dos rostos: usavam uma mistura de óleo de noz com urina de gato para depilar o topo da cabeça e ampliar a testa. A própria Igreja católica condenava a depilação: arrancar os pelos por vaidade ou para agradar o homem era um pecado mortal.

Idade Moderna
Com o advento do Renascimento, a ideia da depilação como pecado é quebrada. Muitos livros desta época com técnicas de depilação são encontrados.

De 1700 a 1800
A depilação feminina sai de moda, tanto no corpo quanto no rosto. Entretanto, a depilação masculina ganha força: fazer a barba vira rotina. Este é o período que criam os barbeadores.

Início dos 1900
Alguns produtos destinados especialmente à mulher são inventados: barbeadores mais sensíveis e cremes depilatórios. Mas o assunto vira tabu para muita gente.

Anos 40 a 50
Conhecidos como o boom da publicidade, é neste período que mulher é inserida na sociedade de consumo e a depilação feminina começa a aparecer na propaganda. Uma representação da mulher ideal é feita: de pele lisa e sem pelos. É a primeira vez que as pernas e axilas femininas começam a aparecer em anúncios, sempre lisas e sem pelos. A depilação se consagra como um dever feminino.

Anos 60 a 70
Agora as peças de roupa mostram mais do corpo. É com a invenção das mini-saias e biquínis que a mulher passa a realizar a depilação íntima também.

Anos 80 até hoje
As técnicas disponíveis vão do natural sugaring até a depilação à laser. Depilar virou um padrão estético tão forte que nem nos damos conta que há menos de 100 anos isso mal era uma preocupação.

Para saber mais: Vaniday MagazineO fenômento da Depilação entre as Mulheres Americanas; Feminismo e Depilação.

terça-feira, 21 de junho de 2016

"Seja extraordinário"

Em toda minha vida estudantil tive professores que me marcaram muito. Muitos deles são grandes amigos. Certa vez, depois de fazer um trabalho e dizer que queria ser uma boa pessoa e fazer a diferença no mundo, lembro de um desses mestres me dizendo: “seja extraordinário”. Nunca mais tirei a frase da minha cabeça.

O tempo passou e às vezes retomo a fala e me questiono: estou sendo extraordinário? Geralmente fico chateado se a resposta for negativa. Mas sempre que possível tento o máximo. Foi assim na minha reportagem da segunda edição do Unicom. Após os episódios de ser um vegetal e da inspiração musical, repeti o questionamento. Não o respondi.

Algum tempo depois de concluir a reportagem fiquei pensando sobre isso. Tentei conceituar comigo mesmo o que era Ser Extraordinário. Eu quero ser extraordinário e até acho que consigo em alguns pontos. Mas descobri que existem formas de ser. No caso da reportagem, não foi a melhor que já fiz e, sendo realista, provavelmente não vai mudar a vida de muitas pessoas. Mas para minha entrevistada, com certeza, algo mudou. Pra ela, o valor da publicação será inestimável.

Acredito que ela tenha se sentido feliz pela oportunidade de contar sua história, ter voz e poder estampar as páginas de uma revista ao lado de outras pessoas vistas como “normais” pela sociedade. E, às vezes, isso basta. Às vezes, isso é ser extraordinário. Pelo menos pra mim. :)


Inspiração na música

Ok, você se lembra do Dia em que me tornei uma alfacequando me sentia um vegetal. Sem opinião, sem vontades -, né? Então, geralmente nos períodos de bad da minha vida, costumo me afundar em músicas tristes e em doces. Uso uma estratégia chamada “tiro curto”, que é muito semelhante às táticas usadas em corridas, quando o atleta alcança a maior velocidade que conseguir em uma distância pequena e depois para de correr. Mas no meu caso, faço isso com a bad: ouço músicas tristes e me afundo em sofrimento por um período curto. Depois ouço músicas que me dão ânimo e as coisas melhoram.

E foi assim que saí do estado vegetativo. Comecei a ouvir umas músicas no Spotify (+ajuda dos amigos) e a inspiração veio. Escolhi fazer uma matéria sobre a vida de uma travesti. Era desafiador pra mim, porque nunca havia conversado com uma travesti, e assustador porque não fazia ideia do que ia encontrar na entrevista. As coisas não foram exatamente como eu imaginava, mas no final tudo deu certo. Enquanto começava a escrever, lembrei de uma música que falava sobre travestis e identidade de gênero. Então usei a música.

Em outras ocasiões eu já havia utilizado algumas frases de poemas, músicas ou até filmes, pra dar um sentido legal a alguma reportagem ou matéria. Quem me conhece sabe que, pra mim, é impossível existir um mundo sem que os fones de ouvidos estejam me acompanhando a cada passo. E foi assim que decidi abrir um texto com um trecho da música ‘Comum de Dois’, da cantora Pitty. Pra quem quiser conferir e palpitar, é só dar o play logo abaixo. E não esqueçam: tem Unicom novo chegando em alguns dias!



O dia em que me tornei uma alface

No jornalismo ouvimos que é preciso inovar, ser criativo e despertar curiosidade no leitor. Seja no título ou no texto (ou em ambos), as estratégias para prender o leitor devem ser observadas. E se quem recebe o material pronto gosta de ser surpreendido, com quem produz não é diferente. Perceber qualquer expressão parecida com "nossa, olha esse título! Que demais!", faz com que o repórter se encha de orgulho e gratidão. Mas e quando a criatividade não ajuda e dá aquele branco?

Muito diferente de uma notícia, a reportagem deve ter o ‘algo a mais’. E em boa parte dos casos, as produções mais longas tendem a se desprender do factual, trazendo informações detalhadas, outros ângulos, muitas vezes uma visão do repórter. Pois é! E o que fazer quando não conseguimos pensar em nada surpreendente? Algo que vá prender o leitor no texto e fazer com que ele termine de ler e pense mais sobre o assunto?

Foi o meu caso. E agora, José? Justo eu, que sempre fui confiante, questionador e provocativo. Pois é, quando percebi, me olhava no espelho e enxergava uma alface. Estava com preguiça de debater, de ouvir sobre política, de entrar em uma discussão, por mínima que fosse. E na questão da reportagem para o próximo Unicom, era como ter uma pauta e não enxergar uma forma de torná-la atrativa ou pensar em outra boa opção – afinal eu podia fazer matéria sobre qualquer coisa. O cara cantor da cidade, o jogador de futebol e outros tipos de reportagens que não mudam nada na vida de ninguém.  Estava decidido: eu era um vegetal.



Foi quando percebi que não queria mais aquela situação. Queria voltar a ser eu e rápido. Então comecei a falar sobre o assunto com alguns amigos – que me diagnosticaram com depressão, por sinal – e a ouvir músicas. E bem, uma solução eu ainda não tenho, mas essa foi a melhor maneira que encontrei no momento para resolver o meu problema. Em poucos dias deixei de me sentir um alface e voltei a ver as coisas de uma maneira mais audaciosa, como sempre fiz. E lembre-se: você não é, de fato, um vegetal. :)

Guardei essas palavras

Creio que a escrita é a conexão das palavras com os sentimentos. Um ato de amor. Quase carnal.  Eu preciso. Alimento-me. A antropofagia de escrever e sentir. Talvez não devesse doer. Deveria aliviar, mas não agora, quando se da vida as linhas. Tem que ser depois, quando as lê. Um ato consumado do pecado e benção que é o prazer em escrever.

Olhos sem olhos. Telefones não tocam. Eu não sei se quero dormir ou continuar no branco do Word. Talvez seja melhor parar. Então não releio o que acabei de dar vida. E deixo aqui. Nem na luz. Nem no escuro. Na sombra, até a escrita acabar. Quem sabe, caro leitor, tu não entendas, porém quem pode entender é o palavreador. Me desculpe, mas certas coisas doem. 

domingo, 19 de junho de 2016

Almas quebradas

Almas se quebram. Nós nos quebramos. Quando eu era menina acordava assustada. Pesadelos sempre me acompanharam com amigos imaginários, fosse noite ou fosse dia. Aprendi, ainda na época em que não precisava de celular para me acordar, que o beijo de minha mãe era o mais doce alarme de despertar, porém havia dias doentes. Nesses dias, que não tinha doenças, mas dor. Eram dias que sangravam. Eram os dias cinza. Os dias tristes para minha mãe. Aqueles que não haveria história antes de dormir, nem mini bolinho, ou as suas canções. Mamãe ficaria silenciosa. Lábios finos cerrados. Cabelos ondulados despenteados. Eram dias que ela não tinha vontade de cozinhar ou regar as flores.
O céu ficava cinza e ela também. Eu, ao contrário dela, era e ainda sou encantada pelo singelo acinzentado. Eu demorei a entender. Quem sabe eu não intenda ainda. Eu só sabia que aqueles dias seriam tristes, que ela não ficava feliz e que se batom cintilante ficaria no guarda-roupa. Eu não compreendia o porquê da alma de mãe ser quebrada. Contudo eu sabia que doía. Só queria a ajudar aliviar aquela, que tanto amava mas não sabia como.
Hoje minha mãe achou belo o dia. Talvez fosse pela cintilância do batom rosa bebê em seus lábios, mas a sua alma ainda está quebrada. E eu, só queria saber como colar cada caquinho que ela foi feita, pra deixa-la inteira e com vontade de regar as plantas e cantar suas músicas antigas.
Minha mãe tem uma doença conhecida como mal do século. A depressão, que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atinge 121 milhões de pessoas no mundo.  O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking da doença de países desenvolvidos. Por ser uma doença silenciosa e não apresentar marcas visíveis, pode ser confundida com tristeza. Não sou nenhuma especialista no assunto, nem falei com profissionais sobre, mas convivi e convivo (ainda) com a doença entre meus amigos e familiares. Depressão tem cura, mas precisa de tratamento.  

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Evolução dos relógios


Olá pessoal!
A minha fonte, que é apaixonada por relógios, falou sobre a evolução deles ao longo dos anos.
Para conferir o que foi dito, escuta o áudio a seguir: 


domingo, 12 de junho de 2016

Um homem no asfalto

Não lembro se fazia frio ou calor, mas lembro de que já escrevi essas linhas dentro de mim, várias e várias vezes. Quase permanentes. Quase tatuadas. Quase com vida própria. Até agora. Até então. Hoje elas nascem de quem já não está mais vivo, mas de quem já foi e então virou sílaba, palavra e linha.
Podia ser quinta-feira, ou sexta. Acho que até era véspera de feriado. Enfim, não importa, já passou. Recordo que eu estava sentada em um banco do lado da janela do ônibus com nome de avião. Encolhida em mim mesma, adormeci com um livro em mãos. Passei pelas curvas com nome de cobras e por a cidade que se chega e se vai embora em (quase) sete segundos.
O asfalto esburacado não me acordou. Até que, por algo que eu não achei resposta, eu abri os olhos, ainda anuviados pelo sono corriqueiro. E o vi, no chão. De braços abertos para o céu. Como se fosse uma cruz estendida. Ele jazia. Ele ninguém. Ele e a morte. E o fim. E o nada. E eu a olhar, com os mesmos olhos anuviados, não agora pelo sono, mas por torpor.
Eu não sei quem ele era. Sinto que nunca saberei. Procurei seu nome no jornal. Alguma notícia mal escrita no portal local. Liguei e não desliguei o rádio até retornar da viagem. Pedi para conhecidos e desconhecidos se sabiam daquele homem. Nada. Nem uma pólvora. Nem um rastro. Nada. Ninguém. Nenhum aviso. Nome: desconhecido.
Já deve ter se passado um ano, mas lembro daquela imagem. A cor da sua pele queimada pelo sol. Da boca entreaberta. Dos olhos fechados, como se dormissem em um pesadelo. O último deles. Na mão uma sacola plástica de supermercado, dentro alguns papéis de ofício branco. Documentos. Do banco ou do sindicato, exames médicos. Eu não sei. A sacola tinha um nó. O último nó que ele fez.  
Um boné de colono, com nome de fumageira permanecia na cabeça. Vestindo jeans azul e barato. Uma camisa polo verde claro, destinada a ser roupa de sair - provavelmente ganhada de segunda mão de um parente abastado. E os sapatos? Como posso esquecer-me daqueles sapatos marrons da loja Pepé Calçados. Meus olhos fixos nele. No que ele foi. Todos os olhos do ônibus grudados nas janelas. Eu no ônibus. O homem escorrendo no asfalto. Ele pobre. Agricultor. Talvez pai de família. Analfabeto. Peão da roça. Filho. Invisível. Pobre coitado calado. Marginalizado. Sem nome e sem registro. Sem o que eu nunca saberei, incógnita.

sábado, 11 de junho de 2016

Escrever menos é desafio

Neste ano, um dos assuntos mais comentados é a famosa crise política e econômica. As pessoas abrem mão de uma série de coisas em função da crise.
Crédito: Kethlin Meurer
Os meios de comunicação também passam por um momento difícil, principalmente as empresas de jornais impressos. O papel encareceu muito nos últimos meses e uma das alternativas encontradas foi reduzir o número de páginas. Essa redução impacta na própria equipe que produz material jornalístico. Tudo isso porque os profissionais necessitam passar as informações com a mesma qualidade que sempre passavam mas escrevendo menos. 
Todo o repórter gosta de escrever e quando necessita escrever menos, pode-se dizer que a tarefa é mais difícil quanto parece. Repórter tem mania de achar que 99% do que a fonte fala é importante. Então lá vai ele e escreve tudo. No entanto, devido a essa redução na escrita, é preciso selecionar o que de fato é importante. Volto a dizer: é um desafio!
Todavia, o momento atual da economia exige que algumas empresas façam adaptações. Se não fizerem, o risco da falência é muito maior. O jeito é o repórter se adaptar com algumas mudanças, saber selecionar e priorizar o importante para a comunidade sem deixar de lado a qualidade das informações. 

Quando a inspiração está dentro de casa

É hora de pensar e começar a produzir o segundo Unicom do semestre, mas qual pauta escolher? Como encontrar um assunto que nunca foi matéria em nenhuma das outras edições? Ou como dar um novo olhar para um assunto tão 'batido'? As dificuldades eram muitas, porém a luz no fim do túnel apareceu. De forma bem inesperada, diga-se de passagem. Estava lá, numa pasta branca, guardada dentro do armário. Esquecida pelo tempo, mas não pelas pessoas.
A pastinha já tinha caído sobre minhas mãos algumas vezes, mas nunca dei importância, confesso. Entretanto, dessa vez foi diferente. A inspiração para minha matéria estava ali, no meu colo, gritando e pedindo passagem. O assunto precisava ser discutido, falado, escrito. E será! 
Vou falar sobre casais que guardam cartões e cartas da época de namoro e noivado. E a inspiração surgiu a partir das lembranças que meus pais, casados há tantos anos, ainda guardam. Os cartões continuam lá, dentro dos respectivos envelopes com as datas ainda em caneta azul. O amarelado do tempo também está presente, mas sem tirar as lembranças e a importância que esses itens têm. 
Depois de analisar os cartões escritos e trocados por eles, foi hora de procurar, enfim, minhas fontes. Não foi fácil. Não é simples encontrar pessoas que já tenham escrito cartões ou cartas e que ainda guarde-os - mesmo que dentro do armário. Mas encontrei e, acreditem, a história é incrível! Tentei contá-la da forma mais completa possível e mostrar que essas lembranças, ainda mais escritas a mão, são importantes sim e não devem se perder com o tempo.
E para finalizar, fica a dica: às vezes basta olhar para o lado (ou dentro de casa) para descobrir aquele assunto que pode se tornar uma baita matéria.

Alguns dos cartões que meu pai e minha mãe trocaram na época de namoro e noivado. 'Da sua sempre', achei meio William Shakespeare 


Desabafo

Às vezes a gente cansa. Bate a porta na cara da vida. Grita. Esconde-se e depois chora. Chora porque não aguenta mais. Por que acha que já deu. Por que da aquela vontade de desistir. Tu olhas pro nada e vê só o vazio. Olha pra tudo e enxerga ainda mais vazio. E aquilo passa a doer. Aquilo tudo perde o sentido. E a merda disso tudo, e que se chama vida. E tu tens que vivê-la, mesmo que tu se questionas o porquê da tua existência. 
A planta parece que não cresce mais. E a vida vai correndo. Cada vez mais rápida. Cada vez mais vazia. E a cada dia menos poesia. Os calçados espalhados pelo chão do quarto. As roupas amontoadas na cadeira de girar. Tudo começando a acumular. E a gata ronronando, sem parar. Lá fora é frio. Aqui dentro também. Os fios se enrolam em nós e tudo aqui parece fosco. Monotonia. E o caos da caixa de email que transborda. Das marcações dos grupos do facebook que não param de te cobrar. Tu dormes pensando em trabalho. Em matéria. Na fonte que não responde. E acorda com a saudade da família. Com mais um artigo para produzir. Uma máquina de roupas pra lavar. Aquele amigo para cuidar. E os livros na estante que se acumulam, pois tu não tens mais tempo de ler. O sol tá lá fora, mas só posso olhá-lo da sacada, eu tenho que começar a escrever, e não parar de sorrir. E continuar. Sempre. Respirar. Lavar a cara com água fria e continuar, de novo. A vida. A vida acadêmica. O fim do semestre. 

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Quando o repórter é surpreendido

Ser repórter é uma profissão como qualquer outra, e da mesma forma acabamos condicionados pela rotina. Após a escolha da pauta e do ângulo do qual pretendemos abordá-la, é hora de procurar e ouvir as fontes, coisa corriqueira. A experiência do dia a dia faz com que o jornalista já tenha em mente o que a fonte vai dizer.
Escrevendo a matéria do segundo UNICOM desse semestre, eis que sou surpreendido. A fonte conta uma daquelas histórias que nos faz jogar tudo o que já tinha sido pensado e escrito para o alto e começar tudo de novo, com uma visão completamente diferente. Ser repórter é uma profissão como qualquer outra mas arrisco dizer que poucas outras têm tanta capacidade de surpreender quanto o exercício do jornalismo.

O futuro do jornalismo digital

Transformação. Apesar da internet na forma como conhecemos já estar fazendo os seus vinte e poucos anos, o jornalismo ainda vive dias difíceis tentando se adaptar a ela. Publicidade, conteúdo fechado, branded-content (matéria atrelada a uma marca), as tentativas são muitas mas o fato é que até o dia de hoje o jornalismo digital não encontrou um modelo de negócio que o sustente e dê lucro. Deixo abaixo o texto de um dos jornalistas que mais respeito e admiro atualmente, Leandro Demori, no qual aborda mais uma das transformações do noticiário digital.

" O mito de que a internet é um lugar apenas para consumo de comunicação rápida e rasteira talvez não sobreviva a um olhar mais científico."

Sua atenção é mais importante do que seus cliques

sábado, 4 de junho de 2016

No tic tac do relógio



Eu, Kethlin, já fiz a entrevista com a minha fonte para fazer a matéria. Posso dizer que foi super produtivo. Conversei com um colecionador de relógios e também relojoeiro. 
O que mais encanta ele, é o fato de um relógio poder ser tão bonito mesmo que seja feito com peças minúsculas e de tamanha complexidade.
Na imagem, um registro que fiz durante a entrevista. Detalhes que valem a pena serem mostrados.


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Google Drive: a nova solução da revisão

Arquivo, salvar como, documento de Word. Arquivo armazenado no seu computador. Você está no computador da faculdade. E agora? Onde está o arquivo?
Tenho dito a todo mundo que conheço, que não sei viver sem Google Drive. Comecei a usá-lo num daqueles trabalhos em grupo, quando muitas pessoas tem que escrever um mesmo arquivo. Ficávamos um enviando e-mail pro outro, um enviando arquivo do Word para o outro e a confusão estava feita. Até que descobrimos a ferramenta: tudo passou a ser feito na nuvem.
Nuvem é um conceito de computação, provindo do termo inglês Cloud Computing, que se refere ao uso de uma memória com capacidade de armazenamento online. Computação em nuvens significa a possibilidade de acessar, de qualquer lugar do mundo, arquivos e executar tarefas. A única coisa que você precisa é estar conectado a um serviço online. Ou seja, você não precisa ficar instalando aplicativos no computador (como o próprio Word, ou Excel) e nem salvá-los toda hora. 
O Google Drive é um programa de computação em nuvem. E posso dizer que é um dos melhores. Você faz tudo nele, salva tudo nele, compartilha tudo nele. O programa ainda te possibilidade mais: você pode sincronizar automaticamente seus arquivos com o seu computador, de modo que tudo fica salvo e atualizado nele, assim como editar arquivos offline, que serão salvos na nuvem logo que você estiver conectado novamente. Você pode editar arquivos até no celular. É a solução! São até 30GB de armazenamento que podem ser usados gratuitamente. Se esse espaço ainda não for suficiente para você, é possível adquirir o plano de armazenamento ilimitado do Google Drive, com uma taxa de US$ 10 por mês. 
Mas, o que isto tem a ver com um jornal laboratório? Tudo! A equipe de revisão da primeira edição do semestre do jornal Unicom - que está nos seus finalmentes, já na gráfica - fez tudo pelo Drive! Todos tinham acesso à mesma pasta compartilhada. Todos arquivos com as matérias eram colocados lá. Assim, era possível que todos os textos passassem pela equipe, fossem lidos por todos e revisados ao mesmo tempo por mais de uma pessoa. Tudo fica salvo na hora! 
O uso da ferramenta foi essencial para que conseguíssemos ter uma boa qualidade de texto. Uma leitura só, feita por uma só pessoa, não é suficiente para cobrir todos os erros ortográficos. Todo revisor tem sua visão e sua percepção sobre o texto, que nem sempre coincide com a do outro. Desta maneira, cada um revisa quantos textos consegue e o nosso trabalho fica completo. 

Escolha da pauta


Antes de uma matéria ser gravada ou colocada no papel, o repórter precisa escolher a pauta, ou seja, ver qual tema irá trabalhar.
Escolher uma matéria não é tão simples assim. Tudo, na verdade, pode ser pauta, mas é necessário verificar se de fato um determinado assunto mexe com a realidade de algumas pessoas e até que ponto fará a diferença na vida delas. Às vezes uma matéria é do interesse de um público muito específico e não da maioria das pessoas.
Ao ser escolhida uma pauta, o repórter precisa ter em mente que público quer atingir, qual o foco que quer dar e se o assunto irá ou não impactar os leitores. O repórter também precisa tomar cuidado para não dar um foco à matéria de acordo com interesses pessoais.

Jornalismo é pensar em um todo. Em alguns momentos, o repórter necessita pensar mais no que as pessoas querem ver e saber, do que naquilo que apenas ele quer transmitir e informar.