quarta-feira, 31 de março de 2010

Flagra


Este é um flagra meio às avessas. Ao invês da estudante de Jornalismo estar atrás das lentes, é o entrevistado que a fotografa.  Isto confunde um pouco a ideia de fonte, de foco da matéria, de quem é o alvo a ser desmascarado, afinal.

Pois isto aconteceu porque o fotógrafo da vez se chama Leonardo Brasiliense. Alguém que trabalha na Receita Federal, mas que incursiona por diversas artes. A fotografia, como pode ser visto no Flagra acima, é apenas uma delas. Mas, mais detalhes, somente no Unicom impresso, que deve sair no começo de maio.

Por trás da foto ainda há outra fotógrafa, desta vez aspirante à jornalista, a colega Luana Backes.

terça-feira, 30 de março de 2010

Os signos e os hábitos

Você sabia que cada signo do zodíaco pode ser ilustrado por um hábito? Sim, cada um de nós tem seus hábitos - alguns bem estranhos. Existem pessoas que combinam a blusa com o sapato e o cinto; outros não dormem sem olhar em baixo da cama; há também aqueles que tem mania por organização.

Aqui vai uma prévia do que significa explicar um signo pelos hábitos. A palhinha que antecipa a próxima edição do Unicom vai de presente aos arianos. 


Áries – 21/03 a 20/04

Os arianos são impulsivos, audaciosos, autoconfiantes, independentes e conquistadores. Porém, podem ser também autoritários, egoístas e agressivos. Possuem um temperamento forte, e estão em busca de novos desafios. A independência e a liberdade são fatores marcantes neste signo.

Alguns arianos são conhecidos por possuírem o hábito de serem sempre os primeiros a se manifestar. São conhecidos também por estarem sempre no “mundo da lua”. Quem? e Onde? são perguntas frequentes.

Sobre hábitos...

  • "O hábito é filho da preguiça e pai da constância." (Mariano José de Larra)

  • "Somos o que fazemos repetidamente. Por isso o mérito não está na ação e sim no hábito." (Aristóteles)

  • "A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau." (Mark Twain)

  • "É mais fácil vencer um mau hábito hoje do que amanhã." (Confúcio)

  • "Hábitos são mais seguros que regras; você não precisa segui-los. E você não precisa mantê-los tampouco. Eles mantém você." (Frank Crane)

  • "O único hábito que se deve permitir a uma criança é o de não adquirir nenhum." (Jean-Jacques Rousseau)

  • "Não é na novidade mas no hábito que descobrimos os maiores prazeres." (Raymond Radiguet)

"Tente o novo todo dia..."

No poema Mude, Clarice Lispector nos estimula a prestar mais atenção em coisas que fazemos no dia-a-dia, muitas vezes de modo automático. Mudar o mínimo, quem sabe abrir o armário com outra mão, ou simplesmente mudar de bolsa? Coisas pequenas que fazem a nossa vida. Aqui vai um pequeno trecho do poema, vale a pena parar para pensar, e quem sabe amanhã Mude!

"Aprenda uma palavra nova por dia

Numa outra língua.

Corrija a postura.

Coma um pouco menos,

Escolha comidas diferentes,

Novos temperos, novas cores,

Novas delícias.


Tente o novo todo dia.

O novo lado,

O novo método,

O novo sabor,

O novo jeito,

O novo prazer,

O novo amor,

A nova vida.


Tente.

Busque novos amigos.

Tente novos amores.

Faça novas relações."

segunda-feira, 29 de março de 2010

O titio dos sinos

É assim que seu Nilo Milbradt é chamado em Paraíso do Sul. Ele bate o sino da Igreja Evangélica Luterana há 16 anos. Sorridente, diz ser feliz por ser conhecido assim, tão carinhosamente, pela cidade.

O badalar dos sinos avisa quanto tempo falta para iniciar a missa ou culto, para anunciar casamentos, batizados e até mesmo quando alguém faleceu. Mas não é só isso. Curiosos são os hábitos que essa tradição dos sinos implantou na comunidade. Tem gente que sabe a hora certinha de iniciar a preparar o almoço, entre outros que vocês vão poder conferir na proxima edição do Unicom.

E ali acima está o seu Nilo em pessoa. No total são três cordas de sinos diferentes, com significados distintos, o que você também entenderá no nosso jornal. Em breve.

"E me calo com a boca de feijão..."

Dizer que Chico Buarque é o maior compositor que o Brasil já viu é meio lugar-comum, coisa que todo mundo repete e poucos contestam. Talvez eu consiga dar um passinho além ao defender que ele não só é o maior de todos os tempos, como está muito, muitíssimo acima de qualquer outro grande compositor. Significa basicamente que outros autores de pérolas da nossa música popular, como Milton Nascimento, João Bosco, Aldir Blanc, Djavan, Caetano Veloso, Vitor Ramil, são monstros sim, mas sequer chegam aos pés de Chico. Na minha opinião, é claro, e vejam: estou me referindo a eles na condição de compositores, pois como cantor o Chico está abaixo até do vocalista da NX Zero.

Eis que há pouco, ao ingerir a minha pílula diária de boas músicas, percebi que uma letra em especial tem muito a nos dizer. Digo, a nós que estamos a explorar a temática dos hábitos. Trata-se de Cotidiano, de 1971. Quem não a conhece na voz do Chico, pode conhecer na do Seu Jorge ou do Arnaldo Antunes, que a regravaram.

O texto relata a rotina rígida de um casal. Na verdade, eles parecem meio presos, sufocados à essa rotina - a própria estrutura das estrofes sugere isso, com versos muito semelhantes e o encadeamento entre eles. Tudo parece ser meio igual sempre - até o primeiro sorriso do dia é "pontual", e em determinados momentos o autor dá pistas de que eles se sentem cansados e inseguros. Algo assim: hábitos também cansam! Confira com seus próprios ouvidos: 

A letra - como a grande maioria das letras do Chico - permite uma reflexão muito mais aprofundada, que não cabe aqui. A quem se interessar, há um texto bem interessante neste blog Letras Despidas.

Saiu a lista dos selecionados ao 5º Focas do Q?

Aproveito este espaço para divulgar os selecionados à 5ª edição do Focas do Q?, projeto em parceria entre o Curso de Comunicação da Unisc e o jornal Gazeta do Sul.


Parabéns aos escolhidos: Ana Cláudia Schuh, Bruna Travi, Carine da Silva, Emilin Grings da Silva, Giovani Blank, João Cleber Caramez, Juliana Spalimbergo, Laura Gomes da Silva, Marília Rodrigues Nascimento, Renan Silva, Samara Kalisne, Taissi Alessandra, Tamires Waechter, Vanessa Costa Oliveira e Yaundé Backes Narciso.

Quanto aos demais, fiquem atentos: logo teremos mais ações dessa natureza no Curso de Comunicação da Unisc.

Os selecionados devem comparecer à Gazeta do Sul às 17 horas do dia 8 de abril, uma quinta-feira, para a primeira reunião de trabalho.

domingo, 28 de março de 2010

A arte de ser editora

Sempre prefiro assumir papéis como editora ou produtora. Não por ser mais fácil, muito pelo contrário, o trabalho é árduo. Muitas vezes os colegas/amigos tornam-se desafetos em questão de segundos, e quando tudo dá certo ao final, todo mundo esquece e só querem saber do resultado. Mesmo quando não estava nestes cargos acabava me envolvendo. Gosto de saber como anda, quais fontes responderam, quais cancelaram, o que vamos fazer de última hora (que tem um gosto especial).

Cumpri esta função na maioria das vezes nas aulas de telejornalismo. Tratando-se de impresso, é a primeira vez, e confesso: estava meio perdida. Na teoria eu sei o que fazer, mas na prática ainda não exercitei. A produção do Unicom está andando de vento em popa, mas ainda calma.

Só que depois do papo que tivemos na última aula com a Emanuelle Dal-Ri, editora das últimas edições, resolvi rever meus conceitos. Com as dicas da Manu notei que meu trabalho já está sendo feito e vai ser cada dia mais exigido. Sei que vou ter de cobrar de mim, e de todos.


sábado, 27 de março de 2010

Faz Parte, ou O Fotógrafo Metido a Besta

Ontem fui convidado pela Luana Backes a acompanhá-la em sua derradeira tarde de produção na ala geriátrica do hospital de Sinimbu. Fui, na condição de fotógrafo.

A colega esteve naquele local todos os dias, desde segunda-feira. A cada visita, gastava algumas horas observando os hábitos de uma simpática senhora que vive lá há cinco anos. Na verdade, o que Luana procura enxergar (e é o que torna a pauta, na minha opinião, brilhante) são os hábitos que a velhinha não tem, justamente por lá estar.

Bom, mas não cabe a mim falar da reportagem em si. Venho cá apenas para relatar uma breve passagem dessa sexta-feira, que se deu enquanto a Luana conversava com o Seu Enio, também internado. Vocês devem imaginar que a ala geriátrica de um hospital não é um lugar, digamos, inspirador. Mas essa passagem tornou o ambiente mais divertido por alguns instantes.

Estávamos os três no quarto do idoso. Eu estava de canto, só entrando em ação para clicar o personagem. Mas em determinado momento, resolvi me intrometer no papo. O que eu queria saber dele era como se abster de certas paixões quando se está numa situação daquelas. Por exemplo, como abdicar de uma comida que se goste muito? E aí...bem, reproduzo o diálogo - mais ou menos como foi - abaixo.

EU: O que o senhor mais gosta de comer?

SEU ENIO: Han?

EU: Qual o seu prato predileto?

SEU ENIO:...Essa pergunta é BESTA! Aqui no hospital não tem isso, o prato chega pronto pra mim. Eu não posso fazer pedidos. Então, não interessa o que eu mais gosto de comer. Ora, que coisa BOBA de se perguntar!

EU: Err...

E aí eu me encolhi na cadeira, e nem tive como completar o meu raciocínio. Mas na verdade obtive a resposta que queria. E de brinde, um xingão. Faz parte.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Flagra


Editor-chefe, diagramadora e editora discutem detalhes do projeto gráfico do jornal, na reunião de equipe do dia 23/03.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Hábito de grego

Na minha jornada de conversas com estrangeiros residentes na região sobre os nossos hábitos - que começou com o cabo-verdiano Natalino e terminou com a colombiana Lisette - descobri que a alimentação e a comunicação são, de longe, os maiores problemas para quem se desloca de cultura.
Na semana passada visitei uma família de gregos que está instalada em Santa Cruz há três anos - a Vahn Kannenberg me acompanhou, fazendo as vezes de fotógrafa. O casal e os três filhos pequenos orgulham-se da facilidade com que se adaptaram à nossa realidade, mas admitem que nem sempre foi fácil. Chegaram aqui sem falar uma palavra do português e apesar de hoje se virarem bem (principalmente as crianças), ainda carregam um sotaque inconfundível. No trecho da entrevista que pode ser conferido abaixo, eles relatam situações (gozadíssimas) no comércio em que não deu para se passar por nativo.


E aguarde que quando o Unicom estiver pronto tem muito mais!

Ao encontro de Brasiliense

Quem tá afim de saber quem é Leonardo Brasiliense já pôde ter uma palhinha no post da Luana, então sabe que o cara é uma figura. No entanto, não foi apenas o entrevistado que nos divertiu com sua personalidade, suas histórias e objetos de decoração - como a vaquinha que treme.

Um dos momentos mais inusitados aconteceu na largada, rumo à entrevista. Saíamos da estacionamento do bloco 15 da Unisc preparados para tudo, eu, Luana, Marília e Luís, inclusive com mais equipamentos do que podíamos carregar,  menos sabendo para onde estávamos indo.

Bom, o resultado foi muitas risadas e um vídeo intitulado A ida - takes à caminho de uma entrevista, que você pode ver abaixo.


Dal-Ri: "Gostaria de fazer Unicons a vida inteira"

Em meio às inúmeras discussões referentes ao encaminhamento da próxima edição do nosso jornal - como a distribuição das matérias nas páginas, a tonalidade e angulação dos textos, detalhes gráficos, prazos e etc - abrimos espaço para uma atividade diferente. Na manhã da última terça-feira, quando do nosso encontro semanal, recebemos como convidada para um bate-papo Emanuele Dal-Ri, jornalista formada pela Unisc, atualmente repórter da Gazeta do Sul e ex-editora do Unicom.


A Manu comandou a equipe responsável pela produção dos jornais no segundo semestre do ano passado (um dos frutos dessa turma foi a edição temática Retrô, que chamou a atenção de todos especialmente pelo requinte estético). A experiência foi, segundo relatou a convidada, enriquecedora do ponto de vista da aprendizagem jornalística. Ela confessou até que sente falta da liberdade de criação experimentada, uma vez que no mercado de trabalho sente-se limitada pelos naturais constrangimentos de ordem editorial. "Eu gostaria de poder fazer Unicons a vida inteira", falou.

Participar da produção do Unicom, disse Manu, é também um peso importante no currículo de cada acadêmico. Ela lembrou que o jornal tem um público leitor significativo, e que mostrar um bom trabalho ali pode servir como diferencial em uma posterior tentativa de inserção no mercado de trabalho.

No mais, deu boas dicas sobre como lidar com questões que envolvem a produção do jornal em si, seja a importância da edição, o respeito à prazos, a urgência de comprometimento, a solidariedade com colegas, etc. Ainda atendeu à questionamentos da turma, dispôs-se a colaborar e não economizou palavras entusiásticas.
Tudo isso somado ao bom humor e descontração típicos da figura que todos conhecemos dos corredores da universidade fez dessa conversa um momento bem interessante. Agradecemos, pois, a gentileza da colega.

Nota do autor: confira o trabalho da Emanuelle Dal-Ri nas páginas da Gazeta do Sul, todos os dias. Vale a pena.

segunda-feira, 22 de março de 2010

A Dona Maria

A minha ida ao hospital de Sinimbu foi adiada por muitos dias. Isso fez com que a ansiedade e os pré-conceitos aumentassem a cada hora. Sabia que iria encontrar pessoas tristes e solitárias, e o medo de não saber lidar com isso me acompanhava. Chegando lá fui muito bem recebida. Conversei com a psicóloga responsável pela ala, Carina Bublitz. A conversa foi franca e, talvez por isso meu medo tenha aumentado. Histórias de vida que terminam em um hospital não me fariam bem. Carina me apresentou Dona Maria. E aquela senhora de mais de oitenta anos fez meus pré-conceitos caírem por terra.

A vida lá é difícil. A solidão persegue a todos. Mas como não dar boas risadas com as histórias de D. Maria? Uma vida toda dedicada à enfermagem me fez perceber o quão bela e importante é sua vida. O que ela conta hoje, não são coisas velhas. São fatos que fazem parte de sua vida e, portanto estão no seu presente. Parei de conversar sobre coisas do passado com ela no momento que percebi que sua vida não é feita somente do que passou. Eu tinha esse hábito. Mas quero perdê-lo.

Saí de lá com muita vontade de rir e de chorar. A senhora que no começo não queria falar se entusiasmou, e a conversa que era para ser rápida tomou minha tarde. Fiquei feliz. Volto lá amanhã. E D. Maria já me aguarda.

Primeira postagem, primeira página


Em primeiro lugar, é um prazer estar aqui para escrever minha primeira postagem no Blog do Unicom. Também é a oportunidade ideal para dar pistas e comentar um pouco mais a respeito do processo de direção de arte, do qual sou responsável, e dialogar com os demais colegas engajados no projeto.

Como eu já comentei por aí, participar do Unicom era um desejo meu desde que comecei a conhecer mais profundamente o curso de Comunicação Social da UNISC, e, no ano passado (2009), tive essa oportunidade com a produção da edição retrô e da subsequente. Espero que 2010 tenha trazido consigo uma onda de novas parcerias e que seja (mais um) ano de sucesso para o jornal!

E vou dar início às minhas colaborações por aqui falando justamente de um dos principais encargos do diretor de arte: a confecção da capa. Chamam-na de várias coisas – vitrine do conteúdo, pôster em miniatura (a última delas, invenção de Jan White) –, no entanto, verdade seja dita, não existe receita pronta, em especial para um jornal que não dependa da questão comercial como o Unicom, mas que ainda assim precisa chamar a atenção.



O que se percebe, nas últimas nove edições, é que se vem trabalhando com capas mais conceituais ao estilo Piauí de ser, uma linguagem de revista que é, ao mesmo tempo, instigante e intrigante pelo interesse que suscita em quem passa os olhos pela superfície do papel. Quais são as faces da morte? O que esse jornal pensa que é para deixar um traseiro me encarando antes de eu sequer chegar perto dele? Como mágica, as páginas chamam o leitor. Por outro lado, o diálogo com a linguagem de jornal fica em segundo plano – especialmente nas edições que não são temáticas.

Então, eu proponho, como diretor de arte e como apoiador de todo o projeto, que encontremos o jornal dentro da capa mais uma vez, mas que nunca deixemos de lado o espírito de revista com o qual o Unicom sempre flertou. Irreverente, engajado, antenado – muito mais do que adjetivos que definam nosso jornal, são qualidades que não podemos perder nunca – e constituem a raison d'être de equipes que se importam com aquilo que fazem.

Os sinos comandam...

Nossa, minha gente! Estou descobrindo muitas coisas novas com  minha pauta. Vejamos: quando quero acordar mais cedo, ou agendar um evento, o que faço? Uso meu aparelho celular e coloco no tradicional modo alarme. Pra não perder a hora uso meu relógio de pulso, ou aquele enorme com números romanos que fica bem no centro da sala.

Mas em pleno século 21, com todas as novas tecnologias, os sinos das igrejas ainda comandam a vida de muitas pessoas aqui da nossa região. E não são só os horários das missas que são anunciados pelos sinos, mas sim vários outros habitos que veremos na proxima edição do Unicom. Aguardem! 

"Quando estiver suspenso no campanário, seu bronze sonoro convocará os vivos, chorará os mortes, reunirá o clero, dará brilho às solenidades. Ele será arauto de Deus, colocado entre o céu e a terra." (autor desconhecido)

sexta-feira, 19 de março de 2010

O cara é uma figura


Eis que eu (fotógrafa), Vanessa (repórter), Marília (cinegrafista de making of) e Luis (faz-tudo) fomos ao encontro de Leonardo Brasiliense. Praticamente voltamos no tempo e fomos parar em Unicom Indiadas.

Ao saírmos percebemos que era muito equipamento para pouca mão de obra. Nem sabíamos ao certo onde ele morava. E chegando lá, logo percebemos que o cara é uma figura.

No seu local de trabalho a estante cheia de livros chama a atenção, não pela quantidade de livros, mas sim por uma simpática vaquinha de pelúcia. Ela estava lá, próxima a vários prêmios, como o Jabuti de Melhor Livro Juvenil em 2007, por Adeus conto de fadas. Pra vocês terem uma noção, a vaca mugia! A partir daí ouvimos histórias sobre literatura, cinema, fotografia, música e por aí vai.

Algumas gafes (da repórter) também fazem parte do roteiro. Logo depois, na Unisc, comemoramos a entrevista com Coca-Cola e Bistex. O resto da história você confere nas próximas postagens, com direito a áudio e vídeo e, é claro, no próximo Unicom.

CONFIRA MAIS FOTOS DA ENTREVISTA

quinta-feira, 18 de março de 2010

Escrever em diários é hábito antigo

Os dois principais significados da palavra hábito, segundo o Dicionário Michaelis são:

há.bi.to
sm (lat habitu) 1 Inclinação por alguma ação, ou disposição de agir constantemente de certo modo, adquirida pela freqüente repetição de um ato: O hábito de fumar. 2 Comportamento particular, costume: Ele tem o hábito de falar alto.

Após muitas conversas para chegar à conclusão de que o Unicom teria este tema, chegou o momento de definir as pautas e qual rumo seguir, para que a matéria tenha um caráter extremamente singular. O hábito que me chamou atenção foi a história de uma mulher que mantém um diário há oito anos e escreve todos os dias sobre as coisas que mais lhe chamaram atenção. Hoje, a tecnologia permite que os mesmos diários possam ser escritos através do computador, com a criação de um blog. Mas a peculiaridade de Loiva Kohl, que trabalha em casa como costureira e tem a possibilidade de fazer uso do papel e caneta para registrar alguns momentos de sua vida chama bastante atenção.

Segundo a dissertação apresentada ao Mestrado em Comunicação e Cultura Contemporâneas, da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia por Rosa Meire Carvalho de Oliveira, com o título "Diários públicos, mundos privados: Diário íntimo como gênero discursivo e suas transformações na contemporaneidade", embora o caráter privado do diarismo tenha modelado o conceito de diário que hoje se conhece, esse modelo de escrita nasce bem antes, no oriente, com as mulheres da corte de Heian (794-1185), no Japão, que já no século X mantinham pillow books (livros de cabeceira) privados. Entre os mais antigos está o diário da poeta Sei Shonagon (966/67-1013?), considerado "o melhor recurso moderno sobre a corte no período de Heian''. O diário de Shonagon, intitulado Makura no Soshi - que cobre o período em que a poeta esteve na corte -, consiste de memórias sobre as vívidas impressões e observações da diarista. Ele é dividido em categorias como Coisas irritantes, Coisas que distraem em momentos de chateação, dentre outras, onde Shonagon lista e classifica as pessoas, eventos e objetos em torno dela. O pillow book pertence ao gênero do zuihitsu (escrita rápida), e outros diários da corte de Heian indicam que eles podem ter sido mantidos por homens e mulheres.

Como podemos ver nesse trecho da dissertação, os diários já existem há bastante tempo. Décadas atrás, a tradição de escrever em diários pessoais era muito comuns entre as adolescentes, que tentavam estabelecer algum tipo de diálogo com ele para resolver seus problemas, muito comuns nessa fase de transição. A famosa frase inicial Meu querido diário... já demonstra isso.

Loiva escrevia em sua juventude, sempre gostou de escrever. Mas eram cartas para os amigos e parentes. Na época, até os namoros surgiam muitas vezes pelas correspondências. A escrita ajudou Loiva quando passou por momentos difíceis da vida, em que servia com desabafo. Hoje, escreve porque gosta e também por outro motivo: é um hábito. Anota muita coisa, como entrevistas interessante, pensamentos e com as palavras, acredita que pode ajudar outras pessoas que atravessam dificuldades. Os registros de agora não são mais de tristeza, apenas de alegria. Até a previsão do tempo vai para as linhas do diário.

Isso foi apenas uma prévia. Para saber mais, aguarde e leia o Unicom que está prestes a sair. Além dessa, outras histórias interessantes estão por vir, como os colegas tem adiantado aqui no blog. Também tem a enquete em que todos podem participar, além dos conteúdos em áudio e vídeo que o nosso editor multimídia tem disponibilizado por aqui, além das fotos da turma no Flickr. Bom, agora vou lá. Tenho o hábito de assistir o Jornal da Globo e depois beber dois copos de água gelada antes de ir dormir e também...

João Cléber Caramez
Verão - Lua Nova
Março 2010

Tu conheces?

A pergunta é direta e sem mistérios: tu conheces essa figura da foto ao lado? Eu, particularmente, conheço apenas por nome, Leonardo Brasiliense, e, agora, por foto. Como vou entrevistá-lo hoje à noite para o próximo Unicom, fui atrás de pequenas informações sobre o cara.

Para que você vá se acostumando com ele e, também, que fique curioso pra saber mais, segue abaixo uma espécie de perfil simplificado.


Leonardo Brasiliense, nascido em São Gabriel(RS), formou-se em Medicina na Universidade Federal de Santa Maria e atualmente trabalha na Receita Federal. É autor dos livros O desejo da Psicanálise (Sulina, 1999), Meu sonho acaba tarde (WS Editor, 2000), Desatino (Sulina, 2002), Adeus conto de fadas (7 Letras, 2006, vencedor do Prêmio Jabuti de Melhor Livro Juvenil em 2007) e Olhos de morcego (Ed.7 Letras, Prêmio Livro do Ano 2008 da Associação Gaúcha de Escritores, categoria "Conto").

De qual hábito você gostaria de se livrar?

Hábitos podem ser saudáveis, mas também incômodos. E acabar com eles, bem difícil - por mais que se queira e tente.

Perguntamos para as pessoas que circulam pelos corredores da Unisc de qual hábito elas gostariam de se livrar, mas ainda não conseguiram. Confira as respostas em áudio.



E aguarde que na semana que vem tem mais Unicom Enquete!

quarta-feira, 17 de março de 2010

O primeiro churrasco de Natalino

Mais do que um conjunto de práticas que reproduzimos com regularidade e automatismo, os hábitos são um indicador significativo de nossa identidade cultural. Uma das coisas mais divertidas de se fazer em viagens é observar os hábitos dos moradores do local onde se está e o quanto se diferenciam dos nossos.

Coube a mim explorar esse assunto no próximo Unicom. E essa incumbência me faz estar em contato com pessoas deslocadas de diversas partes do mundo para a nossa região. Nem preciso dizer que estou catando historias maravilhosas.

Um exemplo é o Natalino, que nasceu no Cabo Verde e mora por aqui há quase duas décadas. Ouça um trecho da minha conversa com ele, que aconteceu no sábado passado, no qual ele me conta sobre o primeiro contato com os hábitos alimentares gaúchos - mais especificamente, o primeiro churrasco que ele (não) comeu.




E aguarde que quando o Unicom estiver pronto tem muito mais!

terça-feira, 16 de março de 2010

Do outro lado

Sempre acompanhei com expectativa a produção do Unicom, mesmo não estando diretamente envolvida. O clima que era sentido pelos corredores do curso já me deixava ansiosa para ver o resultado final. Pois nesse semestre descobri um outro sentimento, o de fazer parte da formação do jornal.

Na primeira aula já vi que os meses que se aproximam serão produtivos. A minha pauta está definida, mas ainda não tenho a fonte confirmada. Quando isso acontecer, conto tudo aqui. Por enquanto fico com o meu papel de editora chefe. =)

Equipe 10

Desculpem o trocadilho, mas é preciso dizer: a equipe do Unicom 2010 é mesmo nota 10. Mesmo que cada um tenha seus hábitos particulares - e estranhos - o conjunto tem funcionado e, por que não?, tem sido bem divertido.

Uma boa prova do que estou contando é a sessão de fotos promovida no intervalo desta manhã. O fotógrafo foi o colega de Produção em Mídia Audiovisual Christofer Dalla Lana, que fora gentilmente forçado a registrar o momento quando passava por nós em frente ao bloco 17 da Unisc.

Na foto abaixo está a equipe quase completa, só faltou a Luana Backes. Da esquerda para a direita: prof. Demétrio Soster, eu, Patrícia Parreira, Pedro Garcia (sentado), Marília Nascimento, João Caramez e Rosibel Fagundes.

 
O registro completo pode ser conferido no nosso flickr.

Décimo Diz Aí está nos murais

Com a temática volta às aulas, mas também em clima de despedida da coordenação e de formatura da graduação, a décima edição do jornal mural Diz Aí, e a primeira de 2010, pode ser conferida nos murais da Comunicação.

A edição foi feita, mais uma vez, pela equipe da Agência Experimental de Jornalismo A4. Na reportagem Juliana Eichwald, Luis Bandeira, Marília Nascimento e Vanessa Oliveira. Edição e Diagramação por minha conta, Vanessa Kannenberg. Enquanto a coordenação de todo o processo, pela última vez, ficou à cargo do prof. Demétrio Soster, já que ele está deixando a coordenação da Agência.

Confira como ficou o Diz Aí na figura à baixo e aproveita pra dar uma passa no blog do mural.



Hábitos

O nosso dia-a-dia se sustenta em uma rotina - mais ou menos rigorosa, variando conforme o indivíduo. Entre o abrir de olhos após as últimas horas de sono e o derradeiro suspiro antes das próximas, nos dedicamos à uma sequência de atividades as mais diversas que, basicamente, determinam quem somos e qual a nossa função no universo (perdoem a filosofia barata).

Acontece que para além das práticas básicas de sobrevivência (comer, beber, dormir, se relacionar) e dos rituais que condicionam essas práticas (almoçar à tal hora, encontrar amigos, trabalhar, consumir), há sutis movimentos em nosso cotidiano, tão significativos quanto, mas para os quais não costumamos dedicar grandes doses de atenção.

Podem estar diretamente relacionados às necessidades elementares, ou podem não estar. Mas sempre podem dizer muito. E assim se justifica a escolha deles como temática oficial da primeira edição do Unicom deste semestre: hábitos.

Pense em alguém que bebe chimarrão todas as manhãs. Nada mais comum. Agora pense em alguém que bebe 18 cuias de chimarrão religiosamente todas as manhãs. Por quê 18? Sei lá, é hábito.

Bingo. Foi deste exemplo imaginado que partimos para desenhar a cara do nosso jornal há duas semanas. Agora, estamos na corrida por grandes personagens e fatos curiosos que se escondem nessas sutilezas. Vamos também explorar o tema de outras formas, estabelecendo diálogos diversos. A partir de hoje, será possível acompanhar mais intimamente o andamento das coisas aqui pelo blog.

Mistério desvendado, enfim. Qual é o seu hábito? Cantar no chuveiro? Dormir de porta aberta? É, parece bobagem, mas o (bom) jornalismo existe para provar que as pequenas coisas rendem grandes histórias.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Terça é dia de aula inaugural

Está chegando a hora, moçada

Aula inaugural será sobre cinema

O gaúcho radicado no Rio de Janeiro Tarcisio Lara Puiati será o palestrante da aula inaugural do curso de Comunicação Social da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). O evento acontece em dois momentos, na noite de 16 de março (terça-feira) e na manhã do dia 17 (quarta-feira), para os cinco cursos da área de Comunicação - Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Relações Públicas, Produção em Mídia Audiovisual e Fotografia. As palestras são abertas à comunidade e gratuitas. Na terça à noite, acontece no Anfiteatro, a partir das 19h, e na quarta, na sala 101 do campus de Santa Cruz do Sul, às 8h30min.

O palestrante irá tratar da criação no audiovisual. Puiati, que é jornalista de formação, vai enfocar a roteirização e direção de produções na área. Em seu currículo está a realização de curtas como “O poço”, “Disparos” e “Homem-bomba”, a a série “Mulher Procura”, do canal GNT, e o documentário “A bença” da série DOCTV, da TV Cultura. Recentemente seu curta “Garoto de Aluguel” ganhou o prêmio de Melhor Filme no Festival Mix Brasil, em São Paulo.

A promoção é do curso de Comunicação Social e mais informações podem ser obtidas pelo fone (51) 3717-7383.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Não há montanha alta o bastante

Chegou a minha vez. Como era fácil apontar erros e acertos das outras edições. E agora, como é difícil decidir o tema e pautas que respeitem a saga Unicom. Um tanto repetitivo mas, “que responsabilidade”.

Para alcançar o sucesso, tão almejado por todos, devo reformular a primeira frase da postagem: Chegou a nossa vez! A turma é unida e, acima de tudo, tem muita vontade de fazer acontecer. E para nos guiar, ninguém melhor do que o prof. Demétrio.

E para descontrair o blog, nada melhor do que o clipe abaixo. Divirtam-se!

Uma nova experiência

Dessa forma, defino o início do primeiro semestre de 2010. Primeiro, pela minha estreia nas manhãs da Unisc ao cursar Produção em Mídia Impressa. A novidade não para por aí. Com ela, vem o Unicom. Uma experiência nova que causa uma certa ansiedade, pela vontade de fazer e pela responsabilidade de manter o bom nível jornalístico, a marca deste jornal - laboratório, premiado em outras oportunidades.

Agora, nessas manhãs de terça - feira, depois de tomar uns mates e ouvir umas duas milongas de Alfredo Zitarrosa; o destino é o laboratório 9. Local este onde discutimos os rumos de mais uma edição do jornal. E nos dois primeiros encontros, muitas coisas já foram definidas. Agora o próximo passo é a produção, onde tenho a certeza que todos vão "se puxar" para termos um resultado especial. Fora isso, o blog está de cara nova e outros recursos multimídia também serão utilizados, além das formas de interatividade como o twitter do Unicom. A equipe é de qualidade e ainda contará com a colaboração dos colegas de outras disciplinas. Com todos esses atributos, esperamos que todos participem desse processo pelas opções que citei e que confiram o resultado impresso daqui a dois meses. Até mais!

João Cléber Caramez
Verão - Lua minguante
Março 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

Moçada, isso vai ficar bom

 Foto: Luana Backes (veja mais fotos no Flickr)

A frase do título foi proferida na aula de Produção em Mídia Impressa desta manhã de terça-feira. Acreditem se quiser, mas ela foi proferida pelo professor da disciplina, Demétrio Soster. Que orgulho. E que responsabilidade!

O profe Dê disse isso não foi por nada. A turma já havia decidido a temática da primeira edição do jornal de 2010 na primeira aula, ou seja, semana passada. Na de hoje foram definidas sete pautas, mais algumas seções de opinião e de entretenimento, além de termos pré-definido o boneco do jornal.

Apesar do medo da responsabilidade de continuar a saga Unicom, as perspectivas são as melhores. Além de termos ótimos futuros jornalistas em sala de aula, todos têm vontade de fazer acontecer. E de fazer bem feito.

Se você ficou curioso quanto à temática, por ora só uma palavra: hábitos.

Caras novas

A turma responsável pelo Unicom no primeiro semestre de 2010 resolveu dar novas caras aos veículos impresso e virtual. Não que anteriormente não estivessem bons, pelo contrário. Mas não podemos parar no tempo.

Quanto ao jornal impresso, que deve ser publicado no início de maio, as novas ideias estão recém sendo pensadas e estudadas. O livro de Jan V. White, Edição e Design, tem sido a base para o novo projeto gráfico. Quanto ao blog do Unicom, no entanto, as mudanças já são perceptíveis. A começar pelo layout, mas também pelo logo readaptado para o cabeçalho e pelas cores escolhidas.

Gostaram das mudanças? Comenta aqui.

O Unicom já está aí

No segundo semestre do ano passado, me foi concedido um espaço em um dos veículos experimentais do curso para publicar críticas cinematográficas de minha autoria. Tratava-se, na verdade, da cobertura da inesquecível Semana Acadêmica dos 15 anos da Comunicação Social, durante a qual aconteceram sessões comentadas de filmes que refletem a nossa profissão. Na ocasião, tive a oportunidade de escrever sobre uma deliciosa comédia dos anos 70 chamada A Primeira Página -  o prof. Demétrio também comentou-a recentemente em seu blog pessoal.

O mais bacana do filme é que apresenta, de forma muito bem humorada, uma rotina jornalística que hoje nos é estranha, pois praticamente independente de qualquer tecnologia. Não se trata de outro mundo - na verdade, a essência do trabalho continua a mesma -  mas de uma lógica diferente. Hoje, teóricos e atores práticos concordam que é insustentável pensar em jornalismo dentro dos limites de uma folha de papel. Os diversos suportes disponíveis convergem afim de dialogar de maneira mais próxima com seu público.

Venho eu com toda essa lenga-lenga, que não é novidade pra ninguém, para apresentar e justificar um dos projetos que deve marcar a "instituição" Unicom neste primeiro semestre de 2010. Como já vem sendo feito há algum tempo, vamos investir pesado em suportes digitais. Não se trata de apelo barato de divulgação, mas sim de estender a mensagem jornalística do impresso para outros meios, adequando-a às características de cada um.

Começa pelo Blog, inaugurado há dois anos e repaginado agora. Aqui, vamos narrar e comentar o processo de feitura e também promover discussões que dizem respeito a todos - não apenas via texto, mas também por outros formatos. Depois tem o Twitter e o Flickr, que nos colocam em contato de forma muito dinâmica com nossos futuros leitores. Finalmente, para coroar o semestre de pelo menos duas edições do jornal, um produto audivisual que deixará documentada a produção para a posteridade.

Portanto, o recado é esse: não precisa ficar esperando aparecer a pilha de jornais lá na coordenação. O Unicom já está aí.

domingo, 7 de março de 2010

Um grande momento

Se a máxima universal do "a primeira impressão é a que fica" for aplicada aos espaços temporais, pode-se dizer tranquilamente que esse ano está perdido - ainda que não tenhamos cumprido sequer um terço dele. Recapitulemos tudo o que 2010 já carrega de lembranças, daquelas que vamos querer esquecer: meia dúzia de catástrofes naturais, responsáveis por mortes e danos dificilmente reparáveis (algumas perto de nós como a queda da ponte em Agudo e os deslizamentos em Angra dos Reis; outras distantes mas igualmente comoventes como os terremos no Haiti e no Chile, os alagamentos na Ilha da Madeira e o ciclone no litoral francês); perdas prematuras e violentas (como a da sra. Zilda Arns; o secretário de saúde de Porto Alegre, morto em assalto; um empresário e uma garota de 12 anos, assassinados brutalmente no mesmo final de semana em Santa Cruz, e o preso político em greve de fome na prisão cubana), além de desdobramentos de escândalos políticos (como o do mensalão do DF), crises econômicas em andamento (como a da Grécia), atentados à liberdade de expressão, etc etc etc.

No entanto, se a coisa parece feia pros lados desse começo de década, proponho que invertamos o olhar para reconhecer que todas essas passagens funestas da História foram também grandes momentos para o jornalismo. Especialmente os eventos de repercussão nacional e internacional, exigiram dos profissionais da nossa área um imenso esforço de mobilidade, agilidade, sensibilidade e experimentação. E o resultado, creio, foi bom. Houve erros, sim; práticas condenáveis até. Mas o saldo geral é positivo, com o peso das grandes coberturas baseadas na convergência de suportes.

É nesse 2010, especial no bom sentido jornalístico, que um grupo de jornalistas em potencial se propõe a deixar sua marca. O ponto de partida é um canal tradicional em nosso habitat universitário: o jornal Unicom. O nosso alcance é limitado, claro. Mas o que há entre esses dois extremos pode muito bem ser, de fato, marcante. E ao que tudo indica, será.

A equipe está formada; as funções, divididas; as diretrizes, traçadas. Mas o que vale são as pretensões: honrar o passado de grandes edições, exercitar a tradicional linha editorial do jornal, repaginá-lo do ponto de vista estético, explorar novos recursos disponíveis. Enfim, continuar o que está bom, corrijir o que não está, inovar, criar. Produzir excelentes exemplares e fazer deste primeiro semestre acadêmico do curso de comunicação da Unisc, um grande momento do jornalismo.

Conheça a equipe do Unicom em 2010/1*
Marília Nascimento (Edição, Reportagem)
Luana Backes (Subedição, Revisão, Reportagem)
Patrícia Parreira (Edição de Fotografia, Reportagem)
João Caramez (Produção, Reportagem)
Rosibel Fagundes (Produção, Reportagem)
Vanessa Kannenberg (Diagramação, Reportagem)
Pedro Garcia (Edição Multimídia, Revisão, Reportagem)
Prof. Demétrio Soster (Edição)

*A equipe conta também com o apoio de estudantes de outras disciplinas e habilitações.