quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Unicom - 1ª edição

Quer conhecer a primeira edição do Jornal Unicom?

Vamos voltar no tempo, então: julho de 1997.

O ex-professor e ex-coordenador do jornal Otto Tesche explica a disposição das matérias, charges, enquete, enfim.

Vamos conferir?


Sobre as dificuldades do texto

Em uma segunda conversa com o ex-professor e ex-coordenador do Unicom, Otto Tesche, eu e a colega Jeniffer Gularte pedimos dicas em relação ao texto, que não pode ser estritamente literário, nem somente informativo. Confira:


Ex-coordenador do Unicom fala sobre pautas

Olá, pessoal!

Eu e a colega Jeniffer Gularte conversamos com o Otto Tesche, ex-professor da Unisc e ex-coordenador do Unicom.

Neste vídeo ele fala um pouco sobre a elaboração e execução das pautas.




Atualmente, o jornalista é o responsável pela editoria Regional no jornal Gazeta do Sul.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A produção da capa do Unicom

A tarde de ontem foi dedicada à produção da capa do próximo Unicom.

Utilizamos o Espaço Camarim, no Centro de Santa Cruz, como cenário da foto, feita por César Lopes.

O ator Tiago Machado encarnou o protagonista do retrato. O figurino foi elaborado pela estilista de moda Thaisa Ayessa.

Enquanto não podemos revelar a ideia da capa, confiram, em vídeo, como foi a produção.



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Hoje é o dia da CAPA!

Está confirmado. É hoje que a produção da foto de capa da próxima edição do Unicom sai do campo das idéias para virar realidade. A partir das 17 horas, eu e a Deka Bueno vamos cuidar dos detalhes da elaboração dos retratos, que ocorre no Espaço Camarim.

A ideia da foto de capa, discutida exaustivamente na última aula, ainda não pode ser revelada, mas o nosso objetivo é bastante audacioso: fazer com que a primeira página tenha sua essência coberta de subjetividades que traduzem o tema central deste Unicom.

Depois da produção da foto, o trabalho de arte vai passar para as mãos da nossa dupla de PPs Alessandra Angonese e Dudu Peiter. Vamos lá!

Radioweb Unicom no ar: mais suspense

Para atiçar a curiosidade, nada melhor do que dar mais dicas do que está por vir. A galera está envolvida com a finalização dos textos. E o suspense sobre as pautas continua.

Ouve aí!

sábado, 24 de setembro de 2011

Da janela, Neusa conhece Santa Cruz


A foto que abre este post é a imagem que a protagonista da minha matéria do Unicom enxerga há 17 anos, cinco vezes por semana. Na companhia das torres da Catedral São João Batista, ela viu a cidade que lhe adotou crescer, mesmo escondida no palco do seu local de trabalho.

Quando coloquei o pé pela primeira vez no local, que é quase o habitat de Neusa Fontani, a imagem que se vê pela janela me chamou a atenção de imediato.
“Que bonita a vista daqui, Neusa”, disparei.
“É verdade. Eu passo horas olhando para as torres da Catedral”, confessou ela.

Para quem está atrás de peculiaridade e dá um dedinho para ver a fonte revelar suas sensibilidades, ali estava um prato cheio. Há menos de 10 minutos de contato com a fonte, tive certeza como abrir o meu texto: tudo iria começar pela janela. E assim foi. Obrigada Neusa, pela dica.

Quando bate a frustração

O dia: sábado, 18 de setembro de 2011. A hora: 14h. O local: Shopping Iguatemi, em Porto Alegre. Lá estava eu com bloco, caneta, gravador, câmera digital e uma carga bem grande de vontade para fazer jornalismo e ultrapassar fronteiras.

Voltando um pouco no tempo, em pensamento, lembrei da segunda aula, em que o nosso professor – e editor chefe - Demétrio Soster dizia: “Gurizada, é preciso ampliar horizontes, ultrapassar fronteiras, ir além. Além da sala de aula, além dos portões da Unisc, e, se a ousadia permitir, além de Santa Cruz do Sul". 

E lá estava eu, a 167 km de casa, tentando em primeiro lugar descobrir onde se localizava a Administração do estabelecimento comercial ou o setor responsável pela segurança. Era meu primeiro desafio: descobrir por que não obtive resposta de nada menos que quatro tentativas de contato via e-mail.  Uma senhora muito simpática, funcionária da limpeza, gentilmente me mostrou o caminho até o elevador que me levou ao terceiro andar.

A porta abriu e milimetricamente a frente havia uma porta grande de vidro e uma plaquinha com o seguinte dizer: “Departamento de Segurança”. Entrei e fui recebido gentilmente por um senhor ao qual expliquei minha intenção. De nada adiantou, fui informado que teria que explicar tudo de novo para outra senhora. Aguardei. Esclareci novamente minha intenção. Nesse momento senti a hostilidade ao ser informado que teria de explicar tudo de novo a uma terceira pessoa. Aguardei.

Surge no corredor um rapaz de uniforme - camisa branca, gravata preta, calça preta e botina -, com um ponto eletrônico no ouvido e rádio para comunicação pendurado no braço. Expliquei tudo de novo, pois esse era o encarregado do departamento. Pensei que fosse a solução dos meus problemas, pois ele foi bastante gentil, até me convidou para sentar. O problema de explicar algo para alguém que vai “antecipar o assunto” ao seu superior é que talvez a informação chegasse desencontrada e este já me receberia com uma idéia pré-formada do que eu realmente queria. E foi absolutamente isso que aconteceu. 

Até ouvi quando a senhora repetiu umas duas vezes um “não sei o que lá” que ela não saberia explicar direito. Ao terminar de me ouvir (e acho que ouviu direitinho) ele fez aquela cara de quem ia dizer um não. E disse. Só que ele começou usando a palavra “infelizmente”.  Porém, a esperança não morreria por ali. Ainda teria um superior a este rapaz que me receberia dentro de algumas horas caso eu aguardasse ou voltasse depois. Aguardei. Para encurtar o relato, ouvi a seguinte explicação:

“O setor de CTV é o mais sigiloso, o mais seguro, absolutamente ninguém de fora do setor entra lá, até mesmo o sigilo sobre quem trabalha monitorando as câmeras é grande”.  Entendi que, naquele momento, o impedimento era maior do que minha vontade, maior do que a ousadia de ir além.

A frustração bateu ao perceber que não haveria argumento suficiente, pois expliquei detalhadamente a intenção do meu trabalho. É bastante triste ver-se às margens da desistência, ver-se vencido pelo tamanho sigilo da profissão invisível a qual eu escolhi para mostrar aos leitores.  Agradeci, pedi desculpa pelo infortúnio, e corri para o aeroporto, fui bem recebido, mas apenas no balcão de informações onde recebi um papel medindo 5 x 7 cm com nome e telefone dos responsáveis pelo setor ao qual me referi. O setor de comunicação do Aeroporto Internacional Salgado Filho. E, acreditem: o que vem por aí, senhores passageiros, é de apertar o cinto e fazer uma boa viagem enquanto leem as páginas do Unicom. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ainda sobre a aventura do motel

Circular por um motel, mesmo que em uma quarta-feira à noite, é, no mínimo, uma aventura peculiar. Mas pra quem tá a fim de fazer bonito e surpreender o público, a indiada valeu a pena.

Pra dar um charme extra às fotos da matéria da colega Michili Julich fomos, eu e ela, até o local para produzir e pensar um retrato que possa atrair o leitor e valorizar o seu texto.

Abaixo segue vídeos e fotos com o "making off" da produção das fotos.






Conhecendo a horta do motel

Para aliviar os comentários da nossa aventura jornalística da noite passada, no motel, referente a produção de fotos para a minha reportagem, resolvi postar algumas dicas do que fizemos por lá.

Esta linda horta ao lado, possui beterrabas, alface, couve e tomate. Os vegetais são servidos na refeições oferecidas pelo motel. O cardápio contém uma boa variedade de pratos e é servido 24 horas. Interessante, não?!

Logo mais, eu e Jeniffer Gularte, vamos postar o vídeo dos bastidores da produção. Aguardeeeeem para muitas revelações. 

Produzir o Unicom é sinônimo de surpresa e aprendizado

Todos deveriam experimentar, pelo menos uma vez na vida, o gostinho de se despir do preconceito, de deixar de lado estereótipos e perguntas feitas, abrir o coração e os ouvidos e ir para as ruas em busca de belos personagens, sem esperar por respostas prontas. Enquanto acadêmica de jornalismo, sinto que isso nos é mais estimulado ao longo do curso ou de repente até já venha no nosso DNA, no entanto, mesmo para nós, aprendizes de jornalistas às vezes essa é uma tarefa complicada.

Porém, com a feitura da minha primeira matéria para o Unicom, descobri que além de complicada, a tarefa também pode ser muito, mas muito prazerosa. A primeira vez a gente não esquece, ainda mais quando somos iniciados de uma forma surpreendente. A busca pela minha protagonista invisível trouxe surpresas e me proporcionou muitos aprendizados, entre eles, a lição de que o importa para muitos não é o reconhecimento dos outros, a opinião dos outros, mas sim a atenção de quem está bem perto.

A minha personagem principal não foi escalada ao acaso e nem precisou fazer testes para conquistar o papel. O trabalho que ela exerce diariamente pelas ruas da cidade e tudo que enfrenta em nome da profissão já são fatores suficientes para que ela automaticamente tenha recebido o direito de ocupar as linhas de uma das páginas do próximo Unicom.

Não vou contar aqui e nem agora quem é a minha escolhida, a única coisa que posso garantir é que Isabel Dias merece o espaço que recebeu. Entre sorrisos e lágrimas, nossa conversa flui como se fossemos conhecidas de anos e foi a partir daí que fatos especiais foram revelados. Vale a pena conferir!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pimenta nos olhos dos outros...

Quando ficou definido que o Jornal Unicom deste 2011/2 seria sobre profissionais "invisíveis", logo soube que não precisaria ir longe para ter a pauta. Bastava conversar com meus colegas, técnicos de áudio da emissora de rádio que trabalho. Era a certeza de ter um assunto interessante e de estar fazendo justiça, digamos assim, com gente que faz um trabalho tão bom e, de fato, quase ninguém conhece.

Na hora de buscar ganchos, pensei em perguntar sobre um dia de um deles fazendo transmissão de futebol ou festa no interior. Ou sobre alguma ocasião de tormenta em que a rádio saiu do ar e tudo deu errado. Nem precisei. Enquanto refletia, um destes meus colegas teve de sair do seu dia de folga - que já era uma segunda-feira - para tomar banho de chuva e consertar alguns equipamentos que queimaram por conta de um temporal, tirando o sinal do ar.

Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Ê, vida bandida...

O profissional de pet shop

O processo da minha produção de reportagem foi complicada no início. Até encontrar uma fonte que quisesse falar foi meio complicado, mas consegui. E acredito que não poderia encontrar personagem melhor. Fui muito bem recebida no local de trabalho. Apesar de ser um local simples, amor é o que não falta para os "clientes" de Lovani.

Acompanhei o trabalho por dois dias e sempre com diferentes situações para serem observadas e compreender melhor o trabalho do profissional de pet shop. Quantas situações, algumas que dei risada e outras que fiquei com o coração na mão. Mas foi uma experiência muito legal. Estou satisfeita por ter conseguido (acho) passar para o papel o meu trabalho de observação.

Tarefas do Unicom continuam

A reportagem está nas mãos da editora. Assim como as fotos da minha reportagem. Agora é mãos à obra, pensar e fazer o concreto desta edição do Unicom. O semestre ainda não acabou e daqui a pouco vem mais uma edição, mas já aproveito para dizer que esta experiencia é sensacional.

O sábado que passei naquele estádio de futebol acompanhando o trabalho de um senhorzinho de 61 anos não foi perdido, com certeza não, muito pelo contrário. Vai ser dificil esquecer todo esse processo de pensar em tema, coletar as informações, fazer as fotos, lapidar as ideias e colocar em prática as novidades desta edição. Só tenho a dizer: este Unicom vai ser o máximo...aguardem, logo logo estará nas mãos de vcs.

Ela é a mulher da água

Confesso que construir os textos para essa edição temática do Unicom está sendo um desafio. Mas um desafio pra lá de especial. É uma oportunidade de enxergar mais do que está à frente dos olhos. Para nós, futuros jornalistas, um grande exercício do olhar. E para quem vai degustar as páginas do Unicom... isso só quem ler vai poder dizer. Então aguardem.


No vídeo abaixo um pouco de uma das minhas reportagens. Ela é "mulher da água". Mas eu descobri que é bem mais do que isso!


Para acertar nos detalhes

É pessoal, a equipe do Unicom está mandando bem. Estamos em pleno processo produtivo, finalizando os textos e vem coisa boa por aí. Apesar do mistério, do suspense em algumas matérias e que o tema geral transmite, acreditamos que o público já começa a imaginar qual será o resultado. E pra equipe que está finalizando os textos e ainda resta alguma dúvida, quem sabe o vídeo da professora Clarice Speranza ajuda a acertar nos detalhes. São dicas que, junto com as orientações do nosso editor-chefe, vale a pena conferir!


Em mais um radioweb, os preparativos para o Unicom temático

Está aí mais uma edição do nosso Radioweb Unicom.

Aqui alguns integrantes da equipe mostram um pouco dos preparativos desta edição temática. O mistério está no ar!


E vem mais por aí. Continue acompanhando o nosso blog!

Radioweb Unicom - 2ª edição

Boa noite, pessoal!

Apresento-lhes a segunda edição do radioweb Unicom. Desta vez - ainda sem revelar a profissão escolhida - selecionei trechos do bate-papo com um dos cases da matéria. Vamos ouvir?



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Os desafios do texto do Unicom

Depois de passar alguns dias dedicada à produção do texto para o Unicom e ao instigante desafio de produzir um material à altura do nosso premiado jornal-laboratório, fiz um breve depoimento sobre esse processo.

Pois tão difícil quanto apurar e colher a essência do entrevistado é colocar isso no papel de forma que possamos envolver o nosso leitor.

Abaixo, segue meu relato!

Núcleo de PP explica mudanças no logo

A nova identidade do Unicom começou a ser traçada pelo Núcleo de PP, representado pelos estudantes Alessandra Angonese e Luís Eduardo Peiter, editora gráfica e subeditor gráfico, respectivamente.

A primeira mudança diz repeito ao logotipo do jornal. Por que mudou? Confira no vídeo:


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Como o Unicom chegou onde chegou

Pessoal, postei no dsoster.jor um texto em que analiso as três premiações - um recorde - do Unicom no 24º SET da PUC, onde tento entender, na condição de professor responsável pela disciplina que gerou todos os prêmios até aqui, total de sete, como o Unicom chegou onde chegou.

Reproduzo, abaixo, o primeiro parágrafo:

"Aos que, como eu, trabalham com jornalismo-laboratório em nível de graduação, sabem a importância que os prêmios têm para os produtos que desenvolvemos a cada novo semestre; processos nem sempre fáceis, por vezes tensos, permeados por dificuldades as mais diversas, sobretudo prazerosos e instrutivos sob muitos pontos de vista. (...)"

É importante que todos leiam.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Entre mordidas e arranhões

Assim como os demais colegas já escreveram, minha pauta trata sobre o profissional que lava os bichinhos no pet shop. Confesso que quando recebi a missão de fazer essa pauta, achei que ela não fosse render. Fiquei pensando, como vou fazer uma história legal com essa pauta.

Felizmente a minha impressão estava errada, e, quinta-feira,quando realizei a entrevista, percebi que o assunto se tornaria uma bonita matéria.

Observar o tratamento e os cuidados que os cães e gatos tem é muito interessante. Fazer jornalismo é descobrir o novo sempre e acreditar que você consegue uma bonita história por mais simples que seja.

Como é estar escondido em meio a multidão

Como outros colegas já relataram, contar a vida de alguém e tornar isso interessante para um grande público, não é fácil. E não é mesmo. A situação fica ainda pior quando a vida da pessoa em questão é repleta de sofrimento, desilusao, frustrações e sentimentos que reduzem a cada dia a auto-estima de quem precisa fazer qualquer coisa para sobreviver, mesmo que honestamente.

O primeiro contato que fiz com a fonte da minha matéria foi emocionante, surpreendente e revelador. No entanto, mesmo enquanto acadêmica de Jornalismo, não consegui deixar de lado o meu envolvimento com aqueles olhos emaranhados, não comsegui deixar de me envolver com aquela fala mansa e tão sincera.....

Talvez uma das coisas que eu mais tenha vivenciado e aprendido nesta experiência é que jornalista também é ser humano!!

Quer participar do próximo Unicom?

Galera, lembrando que o jornal Unicom é multidisciplinar, portanto feito por pessoas não só da disciplina de Produção em Mídia Impressa, a nossa editora Lisane Marques gravou um vídeo pra convidar todos os alunos do curso de Comunicação Social e Fotografia da Unisc a fazerem parte desta edição.


Textos de opinião, fotografias, desenhos, reportagens...tá valendo!

Interessado em publicar seu trabalho nas páginas do próximo Unicom?

Mande um e-mail para dsoster@uol.com.br ou lisane_marques@hotmail.com

Conheça a galera do Unicom 2011/2

Saiba quem faz parte da turma de Produção em Mídia Impressa deste semestre e a função que cada um irá exercer no primeiro Unicom.

O trabalho de quem faz o jogo acontecer

A busca pela melhor maneira de colocar no papel a vida de alguém não é fácil. Além disso o trabalho desta pessoa é mais complicado ainda pra contar. Uma das minhas pautas fiz com uma pessoa encantadora. Acompanhar o trabalho de alguém que começa às 6h30 da manhã até as 17hrs num sábado inteiro e frio, foi o máximo para mim. Criamos uma afinidade que, desde então, mantemos contato.

Sem gravador, sem papel e caneta, para não intimidá-lo, ele ía realizando suas tarefas e eu caminhando ao seu lado, apanhando dados e informações. O tempo passou rápido. Uma semana depois sentei na tarde linda de sol na Capital Nacional do Chimarrão e iniciei o descarregamento das informações coletadas. Fluiu, quando ví já havia passado dos 3 mil caracteres. Depois da avaliação do querido professor Demétrio fiquei mais contente ainda. Apenas algumas colocações há mais no texto serão necessárias. Ótimo.

Detalhe gente: o professor Demétrio leu a minha matéria no momento em que o curso estava sendo contemplado com 14 prêmios com os melhores trabalhos universitários. Parabénnnsss ao Curso de Comunicação Social.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Nunca saia sem guarda-chuva


Nunca saia sem um guarda-chuva. Principalmente se estiver chovendo.Foi em uma sexta-feira sem sol e marcada por uma chuva fina que fui em busca da minha matéria que, confesso, me rendeu mais do que eu esperava.

Sexta geralmente é o dia em que os afazeres da semana se acumulam na nossa cabeça, e as probabilidades de algo render diminui. A correria logo ao acordar, as anotações básicas revistas no bloquinho, a caneta reserva colocada na bolsa. Sai de casa com "quase" tudo em mãos. Quase, chegando lá, ao descer do carro e caminhar algumas quadras, a roupa e os meus cabelos me mostraram algo que a minha ansiedade em buscar as informações não tinha me apontado. Estava chovendo!. Chuva, frio e uma repórter molhada. Nada como uma boa impressão.

Tivesse eu, visto a previsão do tempo antes ou, me preparado melhor, não sei. Mas para a alegria de vocês, caros leitores, a matéria saiu apesar da chuva e por sorte minha fonte não se importou com a minha aparência. Minha matéria não será sobre "as últimas chuvas" na nossa região, nem sobre "o que levar na bolsa". O Unicom vai trazer em suas páginas muitas outras ousadas "revelações". Aguardem!

A vida atrás dos espelhos

A preparação da minha pauta foi bastante tensa, mas ter acesso ao meu personagem me deixou muito feliz. 

Embora não tenha sido possível acompanhar de perto toda rotina de trabalho, por privacidade máxima, pude conhecer pessoalmente os bastidores do local.

As coisas acontecem de forma rápida, literalmente, para que funcione tudo perfeitamente. O trabalho não deixa rastros é o mais discreto possível.

Durante a conversa com o personagem, tive que me esconder diversas vezes atrás de folhagens ou dentro do carro e permanecer com olhos fechados.

Apesar da timidez do entrevistado, fui quebrando o gelo e, em uma conversa descontraída, acabei conhecendo detalhes interessantes para revelar no Unicom.

O maior prazer em trabalhar com o jornalismo é exatamente isso, conhecer histórias e lugares que jamais teríamos acesso. Agora é hora de dar um acabamento delicado ao texto, para que todos possam usufruir de uma boa leitura! ;)

Morte do leiteiro - Carlos Drummond de Andrade

Pessoal... venho dar a primeira dica sobre a minha reportagem. O trecho do poema a seguir fala da rotina de um jovem leiteiro e de seu fim trágico. No caso da história que contarei nas páginas do jornal Unicom, o fim não é do personagem mas da profissão que ele exerce.

A morte do leiteiro (Carlos Drummond de Andrade)

"Há pouco leite no país, é preciso entregá-lo cedo.
Há muita sede no país, é preciso entregá-lo cedo.
Há no país uma legenda, que ladrão se mata com tiro.
Então o moço que é leiteiro de madrugada com sua lata
sai correndo e distribuindo leite bom para gente ruim.
Sua lata, suas garrafas e seus sapatos de borracha
vão dizendo aos homens no sono que alguém acordou cedinho
e veio do último subúrbio trazer o leite mais frio e mais alvo da
melhor vaca para todos criarem força na luta brava da cidade [...]"

Confira o poema completo aqui.

Quanta expectativa

Mais do que identificar boas histórias, saber contá-las é fundamental.
O nosso Unicom já está criando formas, delineado por muitos personagens, revelando o que nos passava despercebido.

Confesso que desde que definimos nossas pautas muitas vezes me peguei desenhando a história em meus pensamentos. Já voltei da entrevista com um de meus personagens das minhas pautas e ao chegar em casa pensava comigo:

- Poxa, como eu não perguntei isso!

Mas não deixei por isso mesmo. Voltei a conversar e afirmo: a segunda conversa valeu muito mais do que a primeira. Acho que isso é resultado da confiança com a fonte e de mostrar a ela a importância da sua história. E isso pesa muito na hora de colocar tudo no papel. Sempre procuro me colocar no lugar da fonte:

- Será que ela vai gostar do que vai ler? E o público, vai curtir a história?

Quanta expectativa!

Não demora muito e você vai poder degustar a edição temática do Unicom. Mas enquanto isso, pistas do que vai ser a edição impressa aqui no blog do Unicom!

Coisas de aprendiz

Hoje pela manhã acordei mais ansiosa do que o normal. Pedi uma folga no trabalho e, mesmo com uma vontade enorme de tomar um cafezinho com a "vó", não consegui tomar um gole sem pensar na entrevista que havia marcado com minha fonte. Muitas dúvidas foram surgindo e a insegurança se fez presente.

- Coisa difícil isso de ser jornalista né Lisane???

Dúvida da minha avó que, vendo meu nervosismo, se pôs a indagar.

- Mas vocês têm que ir falando assim com as pessoas... sem mais nem menos?? E se ele não quiser
falar, o que tu vai fazer??? Não leva essa máquina (fotográfica) que ele vai ficar com vergonha, daí sim que tu não vai conseguir!!!

Minha avó sabe como ninguém fazer indagações e eu sabia como ninguém que aquela não era a hora!!!! :/

Dei tchau e arredei o pé antes que ela pedisse para ir junto e, acredite, ela faria isso!!!
Enquanto eu seguia em direção a casa do meu entrevistado revisava na caderneta se não estava faltando nenhuma pergunta.

Exatamente três quilômetros após entrar na estrada de chão, lá estava eu, nervosa, tímida, insegura e louca pra achar as respostas para as perguntas que minha avó fez no café da manhã. Coisas de aprendiz...

Por hora era isso...

Fiquem todos ligados no blog que logo eu volto com detalhes da entrevista.
;)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Me tira o sono

Vim aqui dividir o que estou sentindo.

Ao mesmo tempo que é delicioso ter uma história incrível pra contar, o peso da responsabilidade em fazê-la de uma forma mais incrível e singular me tira o sono.

A proposta do Unicom é sedutora. Nos faz entrar na vida de outras pessoas - desconhecidas - e tirar um pouco da casca que as envolve.

Tive algumas conversas com a minha fonte até convencê-la a contar sua vida, justamente por conta de sua profissão.

Encontrei-me algumas vezes e depois de um tempinho me sentia parte da história. A responsabilidade e o medo foram aumentando. Sempre tento me colocar no lugar dos outros.

Pensei: a pessoa está me contando detalhes que não são da minha conta, o que fazer agora? Creio que a maioria dos colegas tiveram essa angustia de querer fazer bem feito e sentiram o peso dessa responsabilidade.

O resultado? Nas páginas do Unicom. Aguarde ;)

Um lema


O trabalho já começou e quantas supresas o Unicom nos reserva!

Imagine então você, leitor, que espera por mais uma edição do nosso jornal-laboratório.

Por enquanto, posso dizer que estou aprendendo mais da arte de entrevistar em cada contato com minhas fontes.

Desta, que segue no vídeo, aprendi a ver porque ele é muito mais do que profissão-perigo!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Radioweb Unicom - 1ª edição

Boa noite, navegantes!

Com esta postagem, abro os trabalhos no radioweb do Unicom.

Vocês sabiam que um dos meus entrevistados curte o bom e velho rock? Confere aí:


Lembrem-se: não vou falar de músicos nesta edição.

De poucas palavras

Depois de definirmos a pauta, o próximo passo que devemos dar é ir atrás das fontes. Precisamos ouvi-las e tirar de suas histórias aquilo que nos interessa. Ao longo da vida, enquanto acadêmico de jornalismo, vamos nos tornando bons ouvintes e ótimos contadores de histórias.


Vira e mexe nos deparamos com fontes que falam muito. Não é a toa que, quando saimos para as entrevistas, já deixamos no mínimo uma hora livre para cumprir a tarefa. Na maioria das vezes, uma hora é pouco. O entrevistado, depois da primeira meia hora de conversa, acaba se empolgando e falando bastante. Normalmente o que vamos mesmo utilizar no texto vai estar ali, depois da meia hora de bate-papo, o resto é tempo perdido.

Até aí tudo bem, faz parte, precisamos da fala do cidadão.

Mas e quando ele não gosta de falar? Responde apenas o essencial? Como faz? Pois bem, acha-se um jeito.

Minha fonte é, ao natural, uma pessoa que não fala muito. Não posso enquadrar em timidez, é algo mais pro lado do reservado. Dispensa fotos, detestas câmeras e não queria ser gravado. Como eu faço?

Comecei com uma conversa amigável, quase que provando que (pseudos) jornalistas são pessoas do bem, e que dar uma entrevista não seria algo tão ruim assim. Depois de muito papo, ele aceitou fazer parte do Unicom: por e-mail.

Não tive opção: depois daquele bate-papo ao-vivo, que durou no máximo 15 minutos, despejei tudo em um papel. Durante a conversa fui traçando um perfil do cidadão (me senti uma pscicóloga analisando o cara) e coloquei junto com as minhas anotações.

As perguntas mais pontuais, não teve jeito: enviei por e-mail! Fotos? Acredite se quiser: mandei um e-mail para a mãe do guri, expliquei a situação e pedi para que ela, se possível, me enviasse alguma coisa de arquivo pessoal.

Gente, acreditem, deu certo!

Ufa, hoje quando enviei o material para o Teacher, quase chorei de emoção!
Minha fonte, é de fato, um cara de poucas palavras! E eu, uma baita contadora de história ( mas juro que não inventei nadinha heim!).

:D

Deka Bueno

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Nunca mais serei a mesma

Nunca mais serei a mesma ao andar de táxi. A primeira entrevista para a reportagem do Unicom modificou o modo de eu ver uma função – que fique claro, não estou falando de taxista! - que muitos nem percebem que existem.

Como ainda não podemos entregar o ouro, preciso manter o mistério sobre a pauta. Mas considero que a tarde do último sábado foi um aprendizado importante pra minha formação. É preciso saber enxergar o que nos cerca e aquilo está bem na nossa frente. Acredito que esta será uma das grandes missões do Unicom temático desse semestre: fazer ver o que está bem perto de nós e que, mesmo assim, não enxergamos.

Considero importante destacar o processo de aproximação com a fonte. Muitas vezes não é simples como parece conseguir que o entrevistado se entregue ao repórter. Por que sim, é importante que a fonte revele a sua essência, aquilo que a faz singular e que a torna elemento chave da história. Confesso que foi necessário algum tempo de conversa e vários mates para que a minha entrevistada mostrasse o que ela tinha para me contar. A tarefa não é fácil, mas o resultado é sempre compensador.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vídeo II - Elenor

Oi, gente!

Neste segundo vídeo, o coordenador do curso de Letras da Unisc, professor Elenor Schneider, aborda a má construção de paralelismos nos textos. Além disso, dá dicas aos alunos e defende a leitura de livros – especialmente do dicionário.


Vídeo - Elenor

Olá, pessoal!

Neste primeiro vídeo para o blog do Unicom, o coordenador do curso de Letras da Unisc, professor Elenor Schneider, fala sobre a escrita e um dos erros mais frequentes nos textos dos estudantes de Comunicação Social: a pontuação, que, segundo conta, não pode ser uma questão estritamente intuitiva.
 


 
Observem atentamente as colocações do mestre e lembrem-se na hora em que forem produzir a matéria.

Arte de entrevistar

É pessoal, já estamos em ritmo de produção do Unicom!Quanta coisa para fazer e desvendar para surpreender você, leitor!

Em busca de mais dicas para a nossa produção, mesmo com tantas orientações já dadas pelo nosso querido professor Dsoster, fui ao encontro da professora Clarice Speranza. E o que ela já nos adianta - além, é claro, de lermos Eliane Brum - é que o filme Edifício Master é uma baita orientação para a nossa busca. Entrevistar é uma arte, sim, mas não perder a riqueza de detalhes do entrevistado é um desafio, um grande exercício do olhar.

Segue um trechinho do filme, acho que vale a pena observar. Perguntas simples - mas curiosas, sempre querendo saber mais - e respostas simples e ao mesmo tempo cheias de detalhes nos gestos, na expressão. Vamos ver?

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A função do editor de fotografia


Curiosa para saber o que, na prática, faz um editor de fotografia procurei quem é mestre no assunto para falar sobre. Na primeira edição do semestre, a editora de foto é a colega Raisa Machado. A mim cabe a sub-edição. A fim de saber mais a fundo o que devemos fazer para deixar a publicação ainda mais atraente, procurei, na semana passada, o professor de fotografia Alexandre Borges.

Se depender do conteúdo que vem sendo articulado em aula, o Unicom temático promete grandes surpresas e matérias surpreendentes. Mas só um texto bacana não é suficiente. É pela foto que, também, se conquista o nosso leitor. No vídeo abaixo o professor Alexandre explica a função do editor de foto e dá dicas de como aplica-la no Unicom. Dá uma olhada.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Foto oficial da turma

Eis o primeiro retrato oficial da turma de Produção em Mídia Impressa 2011/2:


Em breve reuniremos todas as fotografias da noite, inclusive as constrangedoras. Fotos de Luana Backes.

Na última aula também definimos aspectos que nortearão a narrativa das matérias. Posso adiantar que será um desafio para todos.

No mais, é aguardar a publicação do Unicom para conferir.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A procura do invisível

O tema da nova edição do Unicom deu o que falar na aula desta quarta-feira, dia 31 de agosto. O que parecia tão invisível, ficou brilhante demais. As pautas sugeridas renderam boas risadas e muitas ideias mirabolantes, outras nos deixaram muito curiosos. Tenho certeza que todos vão procurar suas fontes com o máximo de pressa para desvendar todo mistério que há por trás das pautas. Logo logo vocês poderão ver, com os próprios olhos, rostos ou histórias que jamais pensariam em conhecer. E é essa curiosidade que alimenta o jornalismo! Vamos que vamos! Temos pouco tempo para "enxergar" aquilo que talvez não notamos toda uma vida! A baixo uma dica da Granvizir com a musica "Pare". 



Definidos os prazos

Agora que foram definidos os prazos e as pautas é mãos à obra.

até 19/09 - Mandar reportagens para o Demétrio (editor-chefe).

até 20/09 - Raisa e Jeniffer (editora e subeditora de fotografia) definem as fotos com os repórteres e encaminham para a Jaque (sub editora).
Jaque (sub-editora) encaminha as reportagens e fotos para o núcleo de PP (Alessandra e Luís).

21/09 - entrega das reportagens.

05/10 - Revisão/Fechamento.

Pessoal.. peço a todos que respeitem os prazos para não comprometermos os demais colegas.