segunda-feira, 29 de junho de 2015

Apresento-lhes a Lindinha

Dificilmente os animais de estimação aqui de casa são escolhidos. Na verdade, são eles quem nos escolhem. Às vezes, também há reciprocidade. Isso aconteceu quando avistei a Lindinha. Foi durante a produção de uma reportagem para a disciplina de Telejornalismo I que nós nos conhecemos. Em meio a centenas de cachorros e gatos tirados das ruas pela candelariense Olga Lenz, a Lindinha chamou a atenção por causa da sua aparente inteligência e autonomia. A beleza, ou melhor, falta dela, não me incomodou.

Após a leitura desse primeiro parágrafo você deve estar se questionando: "onde o Unicom entra nessa história?". Pois bem, parece que a colega Roberta Kipper compartilha dessa minha paixão por animais. Tanto que na segunda edição do semestre do Unicom, que se encaminha para os ajustes finais, a reportagem da Roberta terá como tema lares temporários de animais.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Unicom chega a Vera Cruz

Foto: Julianne Wagner
O Unicom Estradas foi apresentado, hoje, à equipe de reportagem do jornal Arauto Comunitário, de Vera Cruz. Tanto a editora Jaqueline quanto a repórter Luciana já conhecem o jornal produzido pelos acadêmicos, pois ambas são ex-alunas do curso de Jornalismo. A outra profissional que completa a equipe, Débora, sabe da existência do periódico e, em breve, estará entre as estudantes que escreverá seu nome na história do Unicom.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Rir é o melhor remédio

Hoje tem palhaçada? Tem sim senhor. Hoje tem marmelada? Tem sim senhor. Na verdade hoje tem muito mais que isso!
Os sapatos grandes, roupas coloridas e rosto pintado, é claro que são um pouco exagerados. 






Mas esse é um exagero que é muito bom! Bom pra alma e pro coração. Afinal, eles nos fazem sorrir mesmo nos momentos difíceis.

A Rádio Rock de Porto Alegre agora - apenas - na web

"A Ipanema não poderia ser medida por institutos de pesquisa, superficiais em suas análises. Estes não aferem sentimento; apenas audiência. E a Ipanema não é escutada. Ela é digerida, consumida, absorvida. A Ipanema não é uma rádio. É um estilo de vida. Ela nunca teve ouvintes. Ela sempre teve pais, irmãos, filhos, sócios."

Com esta linda e emocionante análise do diretor geral da Band RS, Leonardo Meneghetti, começa a nota oficial mais triste que eu já tive a oportunidade de ler. E uma nota que subestima totalmente a inteligência da qualificada audiência de uma das mais importantes rádios FM do Brasil. No último mês de maio, os 32 anos de rádio livre da Ipanema FM chegaram ao fim, deixando milhões de fiéis ouvintes viúvos dos ondas sonoras de cultura desta emissora.


Rota 66, um livro que nos faz pensar



Foto: Divulgação
Quando se fala de jornalismo literário, muita coisa vem em mente, mas o que me chama mais a atenção é que esse formato de jornalismo é muito atraente e faz o leitor ficar atento a cada página. É claro, isso depende de como é escrito esse livro reportagem .

Depois de muito ouvir os professores do curso comentarem sobre o livro reportagem Rota 66 do jornalista Caco Barcellos, tive a curiosidade e resolvi ler. Talvez a iniciativa de ler esse livro tenha sido uma das melhores do ano ,porém atrasada. Mas o livro é fantástico e conta uma história muito interessante. E depois de ler esse livro, consegui escrever melhor a minha primeira reportagem do nosso jornal-laboratório, o Unicom. Talvez se eu não tivesse lido o Rota 66, minha reportagem não teria se construído como se construiu. Mas afinal, o importante é que eu li, gostei e indico.

A simplicidade encanta

Dona Lilian e sua lida diária: a ordenha manual 
Foto: Julianne Wagner




Ontem, ao ler uma crônica da jornalista Martha Medeiros em uma edição de 2014 do caderno Donna, do jornal Zero Hora, deparei-me com várias análises acerca do perfil da juventude atual. Uma delas, em particular, emocionou-me: resumidamente, Martha analisa que, para os jovens, sucesso está relacionado à conquista de poder ir ao trabalho de bicicleta, e não ocupar uma vaga vip na vaga de estacionamento da empresa.

"E por que a emoção?", você pode estar se questionando. Bem, como já citado em uma postagem anterior (clique aqui e veja a publicação), minha reportagem para o próximo Unicom retrata com delicadeza a "vida no campo", em especial a "lida" com as vacas leiteiras. Nas horas em que passei acompanhando as fontes foi exatamente essa afirmação defendida por Martha que me dominou: Almejo a simplicidade!, o que significa tanto usar a bike como meio de transporte quanto comer uma bergamota direto do pé no caminho para o trabalho.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Ônibus, cartões de visita das bandas

Quando comecei a escrever uma matéria para o Unicom sobre o cenário das bandas de baile eu, como sempre, não tinha muitas certezas, mas uma coisa eu já dava como indispensável: falar sobre os ônibus.

Top 5: conheça os principais sucessos nos bailes do Sul do Brasil

Além do momento de menor expressão pelo qual muitas bandas de baile do Sul do Brasil têm passado, a minha reportagem para o segundo Unicom do semestre 2015/1 trata, rapidamente, das características dos grupos deste estilo. Entre elas, a presença marcante dos instrumentos de sopro, os ritmos dançantes e até a ecleticidade.

Se o leitor se interessa pela matéria, mas não é habituado a ir em bailes ou ouvir rádios comerciais populares e, portanto, não está por dentro do que é sucesso no segmento das bandas, vale ouvir algumas canções.

A Boate Kiss e o cenário das bandas de baile

Minha matéria para o segundo Unicom do semestre 2015/1 é sobre as bandas de baile, as "bandinhas", tão comuns e conhecidas no Sul do Brasil. Uma das minhas inquietações, ao escolher essa pauta, era saber como integrantes de algumas das principais bandas estavam lidando com um momento que é claramente de baixa popularidade do estilo, que já viveu grandes momentos na música regional.

Entre as causas apontadas para as dificuldades enfrentadas pelas bandas, uma me chamou bastante a atenção. Xandi Gonçalves, da Banda Porto, apontou o incêndio da Boate Kiss e suas consequências posteriores como ponto importante para a queda de popularidade das bandas de baile.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Enquanto isso, no dia mais frio do ano...

Cerro Botucaraí, em Candelária, contempla a manhã gelada
Foto: Julianne Wagner
Às 6h de terça-feira, 16 de junho de 2015, o celular desperta. O que já é uma grande conquista, pois tanto na segunda quanto na quarta-feira o maldito aparelho eletrônico prejudica os meus compromissos para com a universidade. Na terça-feira, no entanto, é diferente: "o dia mais frio do ano até o momento", noticiariam mais tarde os programas televisivos. Toda encasacada, calçando tênis em vez de botas (algo com que me arrependeria mais tarde), sigo de táxi rumo a uma propriedade rural não muito distante do centro de Candelária. Conforme o combinado, vou acompanhar a ordenha manual feita em duas vacas leiteiras.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Um olhar treinado

Parece que quando dedicamos um certo tempo para determinado assunto, nosso olhar fica treinado para filtrar informações relacionadas a esse tema. Afirmo isso porque meus olhos teimam em fixar na palavra estrada, esteja ela em uma publicação no Facebook ou em um título de uma matéria. Claro que isso se deve ao nosso Unicom Estradas, que recém saiu do forno. E não é que percorrendo a página da revista Superinteressante na internet eu me deparo com o seguinte post: "12 pessoas que largaram tudo pra pegar a estrada - e o que elas escreveram sobre isso". Já adianto que um desses aventureiros é o escritor Jack Kerouac, autor do livro On The Road, que em 2011 foi adaptado para o cinema. 

O trailer do filme você confere abaixo. Para ver o conteúdo completo do post da Superinteressante, clique aqui.



sábado, 13 de junho de 2015

O desafio da audiodescrição

Fazer o Unicom é muito mais do que escrever reportagens. Ao contrário do que muitos imaginam, essa é a parte menos complicada no processo de produção. E um dos desafios que temos que encarar a cada edição é a audiodescrição, uma ferramenta que desde 2012 vem sendo adotada neste jornal, graças ao pioneirismo da nossa colega Daiana Carpes, formada em Jornalismo pela Unisc e agora aluna do Programa de Pós-Graduação Mestrado em Letras.

A colega Natany Borges também fez locução de reportagem
Foto: Mateus Souza


Assim que o professor Demétrio lançou o desafio de fazer a audiodescrição de mais uma edição do Unicom, logo me voluntariei para tocar o projeto adiante. Para isso, contei com a ajuda da colega Natany Borges na produção, e das colegas Amanda Risso e Cleonice Göerck na locução. Como o jornal é longo, optamos por escolher sete reportagens da edição que acabou de sair do papel (saiba mais clicando aqui).

Como estamos em final de semestre, e são muitos os trabalhos em andamento, esta tarefa está sendo feita aos poucos. Afinal, trata-se de um projeto que acabou de ser premiado no IntercomSul 2015, em Joinville, e merece uma atenção especial. Acredito que até o final da próxima semana, a audiodescrição da primeira edição do Unicom 2015/1 estará concluída. Aguardem!

Em breve, o áudio de sete reportagens será disponibilizado
Foto: Mateus Souza

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Está pronto!

Depois de muita ansiedade, nosso primeiro jornal está com a mala, tênis, roupa, tudo pronto. O trabalho não foi nada fácil. A equipe é grande, conversamos muito e acho que acertamos nosso chute no gol.

O que adianto por aqui é que a edição Estradas está linda. São muitas histórias sobre rodas, muitas histórias de transformações, aprendizados e ensinamentos tanto para quem produziu como para quem vai ler.


Os jornais impressos já estão na coordenação do curso de Comunicação Social. Quem tiver interesse só passar lá pra ler o seu, ou pedir pra gente um exemplar. A edição online em breve estará disponibilizada também.

Para quem quiser está curioso, fizemos um vídeo falando um pouco sobre algumas reportagens e a edição geral. Tá super bacana também.

Confiram o Unicom Estradas.


segunda-feira, 8 de junho de 2015

A importância da produção

A mudança de funções dentro de uma empresa jornalística é rotineira. Quando os acadêmicos estão dentro de uma universidade esta rotatividade também é estimulada pelos docentes. No Unicom isto não poderia deixar de ser diferente, sendo que num primeiro momento o estudante que faz parte do grupo de revisão passa a ser da divulgação.

Mas qual é a diferença de uma função para outra? Bem, em primeiro lugar devo deixar bem claro que o Unicom segue a teoria chamada de gatekeeper, em que o editor-chefe é responsável por tudo que sai na publicação e esta função é fixa. Em segundo lugar há dois subeditores que ficam responsáveis pelo andamento geral da publicação.

Após eles há o editor de fotografia, de multimídia, os revisores e os produtores. Os dois primeiros editores dispensam comentários. Já os detentores da última função são responsáveis por produzir conteúdo (tanto sobre as reportagens como também sobre os bastidores e sites do jornal). Todas as funções são importantes para a publicação sair com qualidade, mas a dos produtores é essencial, pois ninguém faz um jornal inteiro sozinho.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Nos bastidores da noite santa-cruzense. A coluna social do Unicom

Quando pensei na pauta para a próxima edição do Unicom, minha mente ficou viajando em busca de um assunto bacana para escrever. Descartei de cara alguns assuntos que considero "batidos", como esportes e política, que são coisas que adoro escrever. Mas queria algo diferente.

Eis que surge a ideia de falar sobre o que vejo nas conversas de mesas de bar. Após uma conversa com o professor e com a colega Amanda Risso, apareceu outra possibilidade: a de fazer uma coluna social para a próxima edição do Unicom.

A saída de campo aconteceu no dia 22 de maio, na festa da Semana Acadêmica da Comunicação da Unisc (Seacom), na Legend Music & Bar, em Santa Cruz do Sul. A foto abaixo dá uma amostra do que vem por aí! Aguarde ;)

Nosso diagramador, Frederico Silva, estava presente na festa
Foto: Nicole Rieger


segunda-feira, 1 de junho de 2015

O perigo de uma história única

O segundo Unicom do semestre já se encaminha, e com o tema livre pensei muito até decidir qual história gostaria de contar. A mídia em geral muitas vezes se prende ao material de releases e agências e acaba mostrando partes limitadas de histórias que são importantes. Um caso que sempre chamou minha atenção foi o conflito entre Israel e Palestina, que por alguma razão que foge ao meu entendimento sempre foi mostrado apenas como "mais uma guerra do oriente médio". Na faculdade de jornalismo aprendi que toda vida importa, e levo isso para minha vida profissional, sempre me importando com as pessoas. Mas e quanto às histórias dos seres humanos que vivem nessa área de conflito e ocupação, como elas que estão lá veem isso, e como elas percebem a cobertura da mídia a respeito de suas vidas?

Pensando nisso decidi conversar com um palestino e um israelense, de classes e idades próximas. Que tem vidas até mesmo bem parecidas e que eu acho que poderiam dar uma ideia geral de como é viver dos dois lados da fronteira. As entrevistas já começaram, e assim minha matéria vai se encaminhando. Mas ainda resta entender por que temos uma visão tão pobre de um conflito tão sério e atual, que influencia a vida de milhares de pessoas. O material pronto e que vem em uma forma, mostra uma única história. Desde criança aprendi a ver essa guerra pela televisão, e associar negativismo com as palavras Faixa de Gaza e Cisjordânia, antes de entender o que esses locais representam. Quando iniciei leituras sobre o assunto, comecei a entender, mas apesar de alguns anos interessada pelas informações desse conflito, e mesmo tendo minhas opiniões a respeito, ainda estou muito longe de entendê-lo.

A escritora nigeriana Chimamanda Adichie é conhecida pelo seu discurso feminista, mas em um evento do ciclo de palestras TED, ela falou sobre os perigos da história única, e como ver apenas um lado, ou uma parte de uma situação ou local é ruim. O vídeo é longo, tem dezoito minutos de duração, mas creia-me, vale cada segundo.