sábado, 25 de abril de 2015

Um passo em falso

*Julianne Barragan Wagner

O ano é 1996. Soldados angolanos recepcionam os visitantes brasileiros que acabam de desembarcar em Kuito, na Angola. Entre apresentações e cumprimentos, um dos brasileiros corre em busca de seu maior objetivo no momento: urinar. O local escolhido para a higiene pessoal se mostra inapropriado quando Humberto Trezzi repara no cartaz, que avisa: “Perigo. Minas”. Desde então, Trezzi aprendeu que repórteres em área de risco nunca devem pisar em lugares desconhecidos.

A situação, embora quase termine de forma trágica, é retratada com uma pitada de humor por Trezzi no seu Em Terreno Minado (Geração Editorial, 2013). Dividida em quatro partes, a obra de 343 páginas pode ser comparada a um livro de história – aqueles do Ensino Médio que buscam ensinar o estopim e as consequências de uma guerra – a uma aventura bairrista, com direito a uma aparição de Ronaldinho Gaúcho para livrar o personagem principal de uma encrenca, e a um drama sobre pessoas que sabem se defender de tiros, mas, nada conseguem fazer contra a força da natureza.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Negócios sobre rodas.

Assim que a turma decidiu caminhos como tema do Unicom, logo pensei em abordar o tema negócios sobre rodas. Como exemplo desse empreendedorismo, escolhi Regina Hollmann, que era dona de uma Boutique Móvel, para nos contar sobre essa experiência.

Foto: Cleonice Goerck

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Buscando o nosso caminho!



Como em quase todas as edições, no nosso Unicom não poderia ser diferente: tem que ter camiseta.

Fazendo parte da equipe de produção do jornal, afetada que sou, assumi a confecção das mesmas como se fossem os preparativos para o meu melhor traje. Afinal, teria que ser o melhor para a turma, em todos os sentidos.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Sinônimo de liberdade



Liberdade! O que seria liberdade se não uma sensação de estar sem destino, viver em um não lugar. As estrelas seriam o teto as paredes seriam as montanhas e os limites seriam onde o ser humano não poderia estar em virtude de colocar em risco sua própria existência. Todavia nossa sociedade pede para nós produzirmos para então podermos desfrutar da tão sonhada liberdade.

É óbvio que a demanda de produção e acúmulo de bens demora um tempo considerável para qualquer ser humano, assim o mesmo acaba constituindo uma família (na maioria das vezes) e este sonho de liberdade tem suas imposições como a necessidade de abrigo e de se ter certos utensílios para o uso diário. Dentro destes parâmetros a família, no caso de quando opta por acampar.

Algumas famílias têm o hábito de acampar mais seguido ou de ir a lugares diferentes para pernoitar e acabam adquirindo um motor home (trailer). É por esse meio que os aventureiros sedentos por liberdade encontram seus semelhantes e formam grupos como o grupo Rancho móvel, de Santa cruz do sul, que desde 1977 se reúne nas mais diversas cidades do país.

Assim como o grupo existem vários outros que se reúnem com outros grupos nos mais diversos cantos do estado e do país, no chamado caravanismo, que é o turismo praticado utilizando-se de trailers e motor homes, e tem crescido significativamente em todo o mundo, demonstrando cada vez mais a vontade do ser humano de ter liberdade, mesmo com certos condicionamentos.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Na trilha do bosque de Thoreau


Thoreau vive eternamente junto à cabana no Lago Walden
Embarco, neste final de semana, ao bosque do escritor Henry David Thoreau. Fui instigada a desvendar o universo de Thoreau na terça-feira, na aula de Teoria do Jornalismo - que, pasmem (ironia), também é ministrada pelo professor Demétrio. Em Walden, ou a vida nos bosques, Thoreau narra o período em que viveu em uma cabana às margens do lago Walden, que fica perto de Concord, em Massachusetts. Isso é tudo o que posso compartilhar sobre o livro até o momento, visto que li somente o prefácio. Espero, a partir da leitura, identificar as sutilezas que fazem os lugares pequenos e distantes se tornarem tão ricos em detalhes. E essa percepção ajudará na elaboração da reportagem para o jornal Unicom, que tem a cidade de Fortaleza dos Valos como cenário e um habitante engajado no crescimento do município como personagem. Então, aguardem!


  • Saiba mais sobre o lago Walden.
  • Você, que é estudante da Unisc, pode encontrar o livro na Biblioteca Central. O número de localização da obra é: 818 T488w

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Próxima parada: resultados da Pesquisa Unicom!

Entre os dias 12 e 25 de março, os alunos da disciplina de Produção em Mídia Impressa, realizaram uma pesquisa de opinião sobre o Jornal Unicom.
Hoje o encontro foi dedicado à apresentação dos resultados.


A estrada do jornalismo

Uma matéria é como se fosse uma estrada, cheia de surpresas, curvas, imprevistos e buracos. Nem sempre tudo sai conforme o planejado, às vezes é necessário dar uma parada na beira da estrada e deitar-se um pouco para refletir sobre o que foi feito até ali; se não e necessário mudar o caminho e percorrer outro. Às vezes, no meio dela, é que vemos as coisas mais interessantes e diferentes, e então decidimos seguir ou nos distanciarmos daquele fato. É assim com a pauta. Algumas vezes ela está ali pronta, só esperando para ser explorada, às vezes some, às vezes se torna inviável por ausência de respostas. Todavia é importante o jornalista sabe a hora de mudar de rumo para não ficar “preso” num engarrafamento onde não há mais alternativas e sua viagem termine na metade do caminho por falta de “combustível”, por isso é importante se ter um plano B. Às vezes ocorre que um pneu fura ou o veículo incendeia principalmente quando o personagem não gosta da forma como foi retratado. Às vezes é a posição do espelho (angulação). Mas como no trânsito não é possível chegar ao destino sem ultrapassar alguns furos (principalmente nas respostas), muitas vezes é necessário interpretar a realidade em torno da cena. O jornalismo e uma estrada se casam muito bem, pois ambos são semelhantes e cheios de imprevistos, porem apaixonantes para quem gosta.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

À margem de lugar nenhum


Pedaços de um bairro que vive nas imediações de uma das rodovias mais movimentadas da região do Vale do Rio Pardo, em Santa Cruz do Sul: o Santa Vitória. Por falar em santo, nos anos 80, não havia igreja por lá. As missas eram rezadas em um mercadinho. 
Leia mais na próxima edição do Unicom.



Cavalo branco remete aos contos de fada, mas não há castelos, nem princesas por aqui

Homem sai para trabalhar: arriscar a vida no acostamento da BR-471 é rotina

Danilo Ramos: desde 1978 mantém um mercadinho em uma das esquinas do bairro