terça-feira, 30 de setembro de 2008

Será??


Lendo o post anterior do Sancler, me ocorreu uma coisa. Tenho grandes suspeitas de que sei quem é a Isis. Sério. Ainda não tinha me dado conta, mas algumas coincidências me levam a acreditar nisso.

Há umas duas semanas, estava sentada nas mesinhas do bloco 12 conversando com alguns amigos, alguns, inclusive, integrantes do Unicom. Durante o tempo que ficamos por ali, percebi que havia uma garota loira, de olhos castanhos, que olhava a curtos intervalos em nossa direção. Ela estava sozinha e, junto a ela, apenas uma bolsa de câmera fotográfica!!! Em um dado momento, nossos olhos chegaram a se cruzar e, juro por Deus!, ouve uma espécie de entendimento entre nós.

No entanto, passado aquele instante, voltei a conversar com meus colegas e acabei por esquecer o assunto.

Ontem, outro fato curioso: eu caminhava em direção ao laboratório de foto quando, devido ao vento que soprava junto com a chuva, várias folhas que eu carregava se espalharam pelo chão. Algumas delas, inclusive com anotações dos meus entrevistados para a matéria do Unicom.

Irritada, juntei rapidamente o meu material espalhado, e, quando levantei, percebi que aquela mesma garota loira, de olhos castanhos, estava sentada em um dos bancos localizados junto ao bloco 15. Sem lhe dar importância, segui meu caminho.

Hoje, organizando meu material, percebi que faltava uma das folhas... justo a que continha o original da matéria, na íntegra...

Agora, resta saber: aquela será mesmo a Isis?

Aprender fazendo


Como você já deve ter lido aqui, aqui e aqui (pelo menos é o que espero) nesse próximo Unicom eu e a Leticia vamos falar sobre suicídio, um assunto, digamos, espinhoso. Você já imaginou como é parar uma pessoa para falar sobre suicídio, saber se ela tem um parente que já cometeu um... perguntinhas básicas, não é? Não foi nada fácil, foi preciso muito tato, muito feeling diriam alguns.

Foi preciso descobrir como fazer isso, assim como tivemos de aprender na hora de abordar as prostitutas e travestis dessa outra matéria aqui. Por isso é importante buscar sempre fazer coisas diferentes, porque cada nova matéria nos ensina alguma coisa. Em cada uma aprendemos como apurar as informações.

Nas primeiras entrevistas que fazíamos não tínhamos certeza de como abordar as pessoas, como formular as perguntas, tudo parecia impossível e complicado demais. Mas passadas as primeiras, a gente foi vendo o que dava certo, percebendo a melhor maneira de abordar as pessoas, a melhor forma de perguntar...

Depois de uma tarde percorrendo ruas e abordando pessoas, tínhamos nossa matéria praticamente pronta, o que precisávamos de mais importante estava ali conosco. E foi importante aprender fazendo... Em breve você confere o resultado no Unicom!

Aniversário de Isis e silêncio total


Sábado, a misteriosa Isis fez aniversário, de acordo com a data que ela colocou no Orkut. Mas escrevo para dizer que desde o último vídeo dela, nada mais veio. Nenhum email, nenhuma mensagem, nem vídeo, nem foto: nada!

O que terá acontecido com ela? Será que pegaram ela quando tentava a tal prova que nos faria acreditar cegamente nela? Será que ela era apenas uma louca brincando com a gente? Parece que nunca saberemos essas respostas... Nem ao menos sabemos a sua verdadeira identidade...

Por enquanto o mistério continua... e cada vez mais aumenta....

De qualquer forma: Parabéns Isis!!! Ou seja lá qual for o seu nome!!!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Unisc conquista três prêmios no SET Universitário

Melhor Projeto Gráfico - Jornal

Melhor publicação impressa - Jornal

Os alunos do curso de Jornalismo da Unisc fizeram bonito na 21ª edição do SET Universitário da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, que se encerrou na quarta-feira à noite, com a divulgação dos vencedores da Mostra Competitiva.

O Unicom, jornal-laboratório do curso de Jornalismo da Unisc, recebeu dois prêmios: a edição de maio de 2008 foi escolhida como o melhor Projeto Gráfico – Jornal, enquanto que a edição de julho de 2008, como a melhor Publicação Impressa – Jornal. As duas edições foram desenvolvidas na disciplina de Produção em Mídia Impressa, ministrada pelo professor Demétrio de Azeredo Soster.

O Jornalismo da Unisc também foi o vencedor da categoria Rádio Web, por meio do projeto Caixa Preta, desenvolvido pelas alunas Josileri Link Cidade e Daniela Azeredo, da disciplina de Estágio Supervisionado, ministrada pela professora Fabiana Piccinin.

No ano passado, a Unisc já havia conquistado o prêmio Reportagem de Rádio, com o trabalho Fantasma na Prefeitura, da aluna Silvana Daniela Sehnem, na disciplina de Técnicas de Reportagem, ministrada pelo professor Demétrio de Azeredo Soster.

O SET Universitário da PUC é um evento que estimula a troca de experiências entre alunos, professores e profissionais das áreas de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, Produção Audiovisual, Cinema e Vídeo. Realizado desde 1988 pela Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da Pucrs, nessas duas décadas tornou-se uma referência para estudantes e profissionais. Participam trabalhos dos três estados do Sul do Brasil.
Mais informações podem ser obtidas por meio do site oficial do evento: http://www.pucrs.br/famecos/set/



quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Velório para chorar de rir


Quando comecei a trabalhar minha pauta para este Unicom confesso que fiquei com um pouco de medo. “Morte” parecia ser uma palavra tão assustadora. Eu temia a reação das pessoas diante do assunto. Será que elas não iriam se fechar quando meus questionamentos iniciassem? Mesmo assim, cheia de receios, segui em frente.

Com o tempo, percebi que a morte foi um tema que me proporcionou momentos muito divertidos - claro, dentro dos limites. A cada entrevistado eu arrecadava mais uma piada sobre o mundo dos mortos, sem falar que desenterrava inúmeras risadas. E ainda pude ouvir a memorável frase do dono de uma empresa funerária, Edson Halmenschlager enquanto mostrava o interior de um caixão: “Viu? Dá até vontade de morrer”.

Foi nesse espírito de descontração que lembrei, num dia desses, de uma cena que aconteceu anos atrás em um velório. Sabem aquelas histórias ou fatos que fazem você rir bem na hora que todos estão cantando emocionados com o padre ou pastor? Pois é, foi isso que aconteceu comigo. Não lembro muito dos detalhes, mas foi num dos inúmeros velórios de parentes que eu nunca vi na vida.

Eu, meu irmão e minha tia estávamos ouvindo, muito sérios, o pronunciamento do representante da Igreja. As pessoas mais próximas do falecido estavam aos prantos. Nisso, uma mulher resolveu depositar, com todo carinho, um vaso de flor aos pés do caixão. Como sempre observo os gestos alheios, vi que a saia que ela usava se alargou. Com isso, tudo o que estava por baixo dos panos – principalmente a calcinha vermelha que tentava, desesperadamente, tapar o enorme traseiro – pôde ser conferido. Lembro que olhei para os lados e, para minha infelicidade, meus companheiros também viram.

Segurar o riso não foi fácil. Eu não via a hora de sair daquela sala. Por que a mulher não escolheu outra roupa para ir aos atos de encomendação? Por que eu precisava estar ali bem naquele momento? O defunto que me desculpe, mas aquele enterro foi inesquecível. Até hoje tenho que rir quando me lembro da situação. Pelos menos aprendi uma coisa. Quando estiver num encontro fúnebre, fique o mais longe possível das pessoas que te entendem até pelo olhar. Jamais olhe para os lados e leve um lenço, para tapar o riso, caso ele comece a ressuscitar.

O premiado UNICOM...



Pessoal, nosso mega UNICOM ganhou dois prêmios no SET Universitário desse ano.

Um na categoria Projeto Gráfico de Jornal Impresso e outro como Jornal Impresso.
Parabéns para nós todos, especialmente ao Gelson querido que fez de um tudo para que o UNICOM ficasse "mara".

Para quem não acredita nesse que esse "furo" de reportagem é verdade, pode acessar mo link abaixo e ver com seus próprios olhos, "que a terra um dia há de comer..."

http://www.pucrs.br/famecos/set/vencedores_2008.htm

Um abraço a todos, saudades do tempo de aluno...

Primeiro encontro

No processo de produção de um veículo impresso o pessoal da diagramação sempre é o último a pegar na bola, ainda que esse processo esteja cada vez menos linear. Pois bem, na tarde dessa segunda-feira a bola chegou em nossos pés.

Falo “nossos” por que esse humilde diagramador aqui trocou a solidão de um quarto escuro nas madrugadas de sábado, ao som de sambas de Cartola, pela companhia de duas jovens (não me entendam mal, a solidão aqui se restringe a termos estritamente profissionais, até porque essas duas jovens são comprometidas e até dizem que uma delas está grávida).

Num encontro na biblioteca da Unisc, demos início ao trabalho de montagem das páginas. Esse é um modo de trabalho novo para mim. Já trabalhei em dupla na diagramação, mas em trio é a primeira vez.

Temia pelo que poderia acontecer, já que tenho obsessão pela organização na produção das páginas, e um arquivo passando por três pessoas, cada um com seu modo de trabalho, pode ser complicado. Ainda bem que o medo passou rápido, foi só iniciar a conversa e deu para perceber que elas também primam pela organização. O trio começou afinado e espero que assim continue, já que temos outro grande projeto pela frente, a revista Exceção.

O primeiro gol está prestes a sair e espero que seja um golaço.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Novidades do Unicom

O Unicom tá na capa da gaita. Os textos já foram revisados e já passaram para a diagramação. O jornal da morte está para sair do forno, ou melhor, ir para a gráfica. Na última segunda-feira, eu e a Débora tivemos aula com Gelson Pereira (vale como horas complementares?) na biblioteca da Unisc. Gelson demonstrou-se um professor de mão-cheia. Mais do que um expert em diagramação, o cara ensina como ninguém.
Faltam algumas páginas a serem diagramadas e, principalmente, a revisão final, tanto da diagramação quanto do texto. No mais, o que posso adiantar é que o jornal está ficando lindo, em todos os sentidos. AGUARDEM!

URGENTE: Formandos Comunicação 2009/1


A Comissão convida os interessados em se formar em agosto/setembro de 2009 a entrar em contato pelo email comunicacao2009.1@gmail.com, uma vez que, até 02 de outubro é o prazo para inserção de novos membros na lista de formandos.

Por enquanto a lista é formada por 19 acadêmicos, e se assim continuar, a colação será feita junto de outro curso da Universidade, uma vez que, são necessários 25 alunos para que um curso faça sua colação sozinho. Após o prazo, será sorteado a data da formatura e mesmo que sejam inseridos novos membros, a formatura será conjunta com outro curso, por isso é importante que os interessados entrem em contato o mais rápido possível.

Qualquer dúvida procurar os acadêmicos: Daiane Balardin, Roseane Ferreira, Sara Reginatto, Aline Motta e Lucas Machado.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Assista hoje ao Programa do Jô!!


Hoje a noite, já vai ao ar o primeiro programa com a participação dos acadêmicos da Unisc. A gravação de dois programas aconteceu hoje a tarde e agora à noite, um deles já vai ser exibido.


Relembrando a informação: Um grupo de 31 alunos e dois professores do curso de Comunicação Social da Unisc foram para São Paulo para participar das gravações do programa do Jô, da Rede Globo. O grupo participa de dois programas do apresentador Jô Soares. Além disso, em São Paulo, eles visitam a rádio CBN, especializada em jornalismo. Acompanham os alunos os professores Veridiana Mello e Jair Giacomini.

Fiquem espertos

De 13 a 17 de outubro de 2008, no câmpus universitário da Universidade Federal de Santa Maria, ocorrerá a 33ª Semana de Comunicação da UFSM, e o 1º Prêmio Anual de Comunicação (PANC). A 33ª edição da Semana de Comunicação dos Cursos de Comunicação Social da UFSM traz como tema “Comunicação, Mercado e Políticas Públicas”, Esse enfoque, por meio do olhar comunicacional, contempla, por um lado, a vontade dos acadêmicos de pensar o(s) mercado(s) que o(s) espera(m) após a graduação e, por outro, a sintonia com diversos acontecimentos nas esferas pública e política próprias de nosso período.
Ao efetuar sua inscrição no evento, o aluno participará da Conferência de Abertura, dos dois Painéis sobre o tema central da Secom, de atividades específicas em cada área da Comunicação Social (Jornalismo; Publicidade e Propaganda; e Relações Públicas), de diversas oficinas, de Comunicações Orais (como ouvinte ou apresentador) e da Cerimônia, Coquetel e Festa de Encerramento.
Prêmio Anual de Comunicação
Quem se inscrever também poderá participar do 1º PANC (Prêmio Anual de Comunicação), composto de 28 subcategorias, e aproveitar as atividades culturais, o CurtaFacos (audiovisual) e também as festas. As inscrições para o evento podem ser feitas pelo site da Semana (www.ufsm.br/secom2008) por meio do preenchimento da ficha de inscrição e pagamento no valor de 40 reais, que já inclui a inscrição no PANC e a festa de encerramento. Quem necessitar, pode também solicitar alojamento gratuito pelo site. Mais informações pelo site (www.ufsm.br/secom2008), e pelo e-mail dacom2008@gmail.com.

sábado, 20 de setembro de 2008

Mexe com quem tá quieto?


Todo mundo adorou a escolha do nosso tema: morte. O que nós não sabíamos é que mexer com ela poderia ser perigoso. Quer saber o porquê? Veja a lista de "incidentes" abaixo:

1º - Nossa colega Marisa Lorenzoni sofre um acidente e seu carro vai parar embaixo de um caminhão.

2º Do nada, eu fico gripado e de cama.

3º Uma tal de Isis surge e diz que estamos sendo seguidos e corremos perigo.

4º Pedro é quase atropelado por uma caminhote suspeita

5º Eu e Vanessa Britto não conseguimos nenhuma fonte para nossa matéria porque a maioria está doente ou morrendo...

6º E a mais recente: nossa fotógrafa Márcia Melz é mordida por um ROTWEILLER (correção do Demétrio) e corre o risco de perder a perna....

É, como diz aquele ditado "Mexe com quem tá quieto", nesse caso, morto??

Vamos lá pessoal, listem o que aconteceu de ruim com vocês depois de mexer com "ela"...

Momento de desfofoquear

Desculpem-me a invenção do novo verbo que acabei de criar, mas vim aqui desfofocar. Gente, eu não estou grávida. Optei por iniciar o post com essa frase para deixar isso muito claro. Para os que não estão entendendo porque eu vim até aqui para dizer isso, vou explicar-me. No dia 17 de setembro, voltei a freqëntar às aulas, depois de quase uma semana de "férias". nesse dia, como de costume, fui de carona para a Unisc com nossa querida fotógrafa do Unicom, Marisa Lorenzoni. E não é que, para minha surpresa, ela me conta que há pessoas pensando que fui a São Paulo por estar grávida???? Fofocas, fofocas. Não fiquei brava nem nada. Dei é risada.

Não é muito comum quando se tratam de fofocas, mas eu descobri como e a partir de quem surgiu essa história. Prof. Demétrio de Azeredo Soster. Sim, ele é o grande culpado. Na verdade, ele dividi a função de "grande culpado"com a minha querida dupla Pedro Garcia.

A novela é o seguinte: estava eu doente e não faltei algumas aulas e também uma reunião do Unicom. Prof. Demétrio pergutou o motivo da minha ausência e o Predo falou que eu estava adoentada. Eis então, que o prof. concluiu que eu estava grávida. Logo depois, vieram as minhas mini-férias e fui viajar. O destino era Campinas e o objetivo era visitar meu namorado, que mora lá. Apenas isso, nada mais. No entanto, faltei mais alguns dias acadêmicos e, penso eu, que estranharam a minha falta. Sancler Ebert, o onipresente, perguntou ao Predo por onde eu andava. Meu adorável colega respondeu que eu estava viajando. Até ai tudo bem. O problema é que ele foi mais longe. Disse que eu havia ido porque estava grávida, que ia morar em São Paulo e etc. E foi isso.


Espero que tenha ficado claro o real acontecido. Gostaria de pedir aos meus colegas jornalistas, Demétrio e Predo, que venham até aqui e expliquem-se. Peço desculpa por desapontá-los e desmentir a fofoca. Não tirarei licença maternidade e participando do Unicom e da Exceção. Sinto muito, mas vocês não vão se livrar tão fácil de mim : )

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Um blog que é uma EXCEÇÃO


O Blog do Unicom acaba de ganhar um irmão. Isso mesmo que você leu. Nasceu no dia 28 de agosto, o blog da REVISTA EXCEÇÃO. Mas só agora ele está sendo "batizado" ou melhor, apresentado a você. O professor Demétrio que é o orientador de ambos projetos (Unicom e Exceção) é quem abriu os trabalhos lá no blog e explica bem o espírito da Exceção, como uma revista "movida fundamentalmente pelo que é novo, diferente; e que foge, portanto, como o diabo da cruz, do que é igual, do que é modelo pronto, regrinha pronta".

Pronto para acompanhar mais um projeto bacana? Então entre no blog e coloque no seus Favoritos, só não vale deixar o Unicom de lado!


A morte da vaquinha


Já que estamos falando em morte, um caso pra lá de inusitado tem sido o comentário geral na pacata Sinimbu. A morte de uma vaca anda agitando as conversas das titias, dos homens nos botecos e até nos enterros (um grande evento social em um município com pouco mais de 10 mil habitantes).


A história teria tudo para ser bonita se não fosse o fim trágico. Duplamente trágico. Na quinta-feira passada, um bezerro recém-nascido, ao tentar beber água, na beira do rio foi levado pelas águas. As fortes chuvas da semana contribuíram para que a correnteza fosse ainda mais violenta. A mãe, ou seja, a vaca (deve ter sido por um ato maternal) entrou no rio tentando salvar o filhote. Tragicamente, os dois não conseguiram vencer a fúria da água e foram arrastadas pela correnteza, morrendo afogados.


Na sexta-feira, moradores próximos a escola Carlos Hoppe em Rio Pequeno acionaram a Secretaria de Obras para solicitar a retirada da vaca que estava presa em um banco de cascalho no meio do rio (por este motivo não fui a aula de Fundamentos de Jornalismo Impresso, desculpa Demétrio). Um servidor público foi destinado a fazer o trabalho do funeral da vaquinha.


Ai vem a segunda tragédia. Não é que o cara enterrou a vaca no leito rio. O operário relata que não conseguiria sair do rio por causa do nível da água (bom, mas sem a vaca ele conseguiu sair, estranho não?). Ai começou o bafafá!


Moradores da cidade ficaram sabendo da história do enterro da vaquinha do rio (até escutei duas senhoras de idade conversando enquanto tomam uma pepsi que não iam beber mais água). Como o rio Pequeno desemboca no Pardinho que abastece as redes de Sinimbu e Santa Cruz do Sul já viu né?! Os moradores denunciaram o caso ao Ministério Público, a Brigada Militar, a 13° Coordenadoria Regional de Saúde e a Vigilância Sanitária do município.


Ai desenterraram a vaquinha. E ela foi sepultada, de novo. Agora em uma propriedade vizinha a menos de 15 metros da margem numa profundidade inferior a um metro.


Como estamos em ano eleitoral, a morte da vaquinha virou caso de troca de farpas entre candidatos. E o jornal bombou com ligações. De um lado a oposição pedindo a publicação. De outro prefeito e vice fazendo ameaças pela não veiculação. Opa! Não tentando violar a liberdade de imprensa (falaram até em AI-5, os caras gostam dos milicos por aqui).


Bom, mas a matéria saiu. A população teve garantido o acesso a informação. Ah, furei a Gazeta. A matéria foi capa do jornal Tribuna Popular de hoje (19.09.2008). Acabei de desligar o telefone. Enquanto escrevia este testemonial anexava as fotos para enviar ao Dejair, da Gazeta. A matéria deve ser veiculada amanhã.



Uhuhuhuhu!!!! Viva o estresse da morte da vaquinha...

Um viva e um sábio


Só para contrariar o professor Demétrio, que disse que eu ficaria exibida depois do comentário do Sancler, cá estou eu novamente para postar!


E não é para falar de apenas um assunto e, sim, dois!


O primeiro deles, é que o legal do Unicom, além de ser uma experiência a mais no currículo e também algumas horinhas complementares (que eu espero receber por participar do projeto... hehe), também é uma ótima oportunidade de fazer amigos. A grande maioria das pessoas que fazem parte do grupo, eu não conhecia e, se conhecia, era de vista. Agora, tenho pelo menos umas dez pessoas a mais para cumprimentar nos corredores da Unisc e mandar e-mail. Jóia!


E, obviamente, sem querer parecer interesseira, são pelo menos dez pessoas a mais para ter como contato futuro. O que pode render bons projetos, parcerias e quem sabe uma ajudinha em um momento de aperto.


Então, vai mais um viva para a coleção:


Viva as novas amizades!!!! Viva!!!!!!!


* * *


O segundo assunto é sobre uma experiência pela qual eu passei hoje pela manhã. Não tem quase nada a ver com o Unicom, mas tem com o jornalismo e, por isso, creio que seja válido.


Estava eu, bem bela, com chapinha, rímel e terninho esperando uma entrevistada vir gravar um quadro para a disciplina de Telejornalismo. (Aliás, ainda não me acustumei muito com a idéia de ter que fazer chapinha para entrevistar alguém... mas, se os entendidos dizem que tem que ser... tem que ser, né?).


Pois bem, a entrevista estava marcada para às 11 horas. No entanto, eram 11h20min e nada da pessoa aparecer. Saquei o super telefone celular e a simpática criatura me avisou que não poderia vir até o estúdio. Saco. Perdi tempo, energia elétrica (porque afinal de contas, fazer chapinha gasta luz!) e, de quebra, ainda fiquei frustada em uma linda sexta-feira ensolarada.


Nada mais a fazer, guardei minhas coisas, marquei um novo horário no estúdio e fui-me embora. Contudo, não antes de ouvir o Valmor dizer: "Essa é a vida de jornalista"...


Um sábio, esse Valmor...


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Galera da Unisc irá ao Programa do Jô


Um grupo de 31 alunos e dois professores do curso de Comunicação Social da Unisc estão indo a São Paulo no próximo domingo para participar das gravações do programa do Jô, da Rede Globo. O grupo participa de três programas do apresentador Jô Soares, que serão gravados na próxima segunda-feira, 22, e ainda não têm previsão de data de exibição. Além disso, em São Paulo, eles visitam a rádio CBN, especializada em jornalismo. Acompanham os alunos os professores Veridiana Mello e Jair Giacomini.

Tentar vale a pena


Resolvi escrever sobre a odisséia pela qual eu e Vanessa Britto (minha dupla, como eu a chamava) tivemos de passar para fazer uma matéria, ou melhor, tentar fazer várias matérias. Começou com uma pauta, eu ainda estava sozinho na empreitada, e a reportagem não andava. Numa reunião, Vanessa propôs outra pauta e lá fomos nós correr juntos atrás dela. Tenho que reconhecer que os primeiros contatos foram feitos todos pela Vanessa, que mostrou uma grande vontade de trabalhar e aprender.


Fomos atrás dos contatos dessa pauta. Muito sol, muita gente mal humorada e esquisita e nada. A primeira pessoa indicada não quis participar, para não perdemos a viagem, fomos atacar a vizinhança. Fingindo fazer uma espécie de Censo fomos perguntando para todas as pessoas perguntas normais como: “Você lê obituário? Escuta na rádio? Costuma ir a velórios?”. Atacamos meio mundo (ok, eu sei que é exagero, mas eu amo uma hipérbole) e nada. Cheguei a comentar para a Vanessa: “Imagina se eles acham que a gente é de funerária e tá aqui para ver o perfil dos próximos clientes???”


Nessa manhã de muito sol e gripe (para ajudar eu estava gripado e com as narinas congestionadas, praticamente um fanho) resolvemos tentar outras pautas. Uma. Duas. Três. A criatividade de criar pautas estava a toda, mas as fontes, nada. Fomos para o centro dar uma circulada pelas funerárias, para tentar com eles as fontes para as novas pautas... E aí que rolou mais uma coisa muito divertida: numa das funerárias, resolvi me passar como cliente para descobrirmos uma informação que, pelo telefone, a empresa não quis falar. Com os olhos marejados, e com uma história na cabeça (qualquer coisa, meu pai estava na UTI, nas últimas e eu como filho único e sem mãe, tinha de resolver tudo) entrei na funerária. Logo o funcionário me levou para a sala dos caixões, começou a me oferecer os serviços e perguntar informações do morto. Saí de lá com um bom valor para os serviços fúnebres e com a confirmação da nossa informação.


Para resolver a questão das fontes, resolvi ir para a minha terrinha, Vera Cruz, e fazer uma procura de fontes para todas as nossas pautas. Fui até a funerária conversar com a minha amiga, colocamos parte das fofocas em dia e eu saí com certeza do que daria certo e alguns nomes. Noutro dia, Vanessa (preciso ainda dizer que é a Britto?) desceu em Vera City. Mais um dia ensolarado para correr atrás de gente... E adivinhem: a pessoa que foi indicada para gente como fonte, estava numa UTI. No primeiro momento, o susto (Ah, Meus Deus, basta a gente ir atrás da pessoa que ela...), no segundo momento, resolvemos ir atrás de uma pessoa indicada em Santa Cruz. Pra já pegamos o ônibus e fomos para a rua do Moinho.


Chegando lá, a outra pessoa indicada não podia nos atender porque estava acamada, adoentada. Pronto, logo pensamos: alguma coisa deve estar acontecendo, para tudo dar errado. Foi nesse mesmo dia que tiraram minha foto, aquelas que a Isis mandou por email... Depois de muito lutar, desistimos. Mas valeu muito tentar. Valeu para aprender que mesmo que você queira, ás vezes, as coisas não dão certo. Valeu para aprender mais sobre jornalismo. E sobretudo, valeu por conhecer mais a Vanessa Britto, por poder trabalhar com ela... Nos divertimos muito, trabalhamos muito e acredito eu, aprendemos muito um com o outro.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Isis faz mais um contato

Dessa vez Isis nos enviou fotos e um vídeo que mostram a nossa fotógrafa Márcia Melz sendo espionada enquanto faz fotos para o Unicom. Veja as fotos no nosso Flickr e confiram o vídeo de baixa qualidade que ela nos enviou, logo abaixo... Aguardamos ainda o tal vídeo prometido por Isis que vai fazer acreditarmos nela cegamente.




PS: Isis me adicionou no Orkut, vamos ver até onde ela vai...

As listinhas e o pânico


Sabe quando te dá uma crise de pânico diante de todas as imensuráveis coisas que tu tem pela frente? Pois bem, acabei de ter um destes acessos. Fiz uma das minhas infindáveis listinhas com tarefas a serem cumpridas. Colei na lateral do CPU com um imã e fiquei analisando-as.

Bateu um pânico. A cabeça girou por alguns istantes e, sem mentira, eu perdi o chão. "Meu Deus, não é humanamente possível dar conta de tantas coisas"!

São três matérias para a Revista Exceção, trabalhos quilométricos para quatro disciplinas, assessoria para duas entidades, reportagem, matérias e coberturas que se coincidem para o Jornal. Além disso, há um chimarrão que eu estou devendo para a minha avó há muito tempo. Pais, um namorado, amigos e vários cães que cobram a minha atenção.

Nestes momentos, sempre me pergunto se a minha vida será sempre assim. Não terei folga? Nunca? Mas eu também sou filha de Deus, ora!

No entanto, o pânico passa, a cabeça deixa de girar e recupero o chão. Respiro fundo e busco palavras de incentivo: "Você consegue, garota! Já conseguiu tantas vezes"!

E, para ser sincera, acho que eu não saberia viver sem isso. Talvez as listinhas criadas para poder lembrar de todas as tarefas sejam o meu combustível, o gás que dá animação na minha vida.


Viva o relógio que desperta às 5h45min! Viva!!!!!


P.S.: Na foto, com minhas duas atuais listas de tarefas.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Ressuscitou no terceiro dia...

Ok, na verdade não foi no terceiro dia e, sim, no sexto.

Na terça-feira da semana passada, eu e a Vanessa Kannenberg atestamos o óbito de nossa matéria dos papa-defuntos, após uma jornada cansativa - descrita em uma postagem aqui no blog - mas que infelizmente não resultou em um número satisfatório de fontes.

No entanto, nossa primeira participação na produção de um Unicom não poderia cair tão fácil. Sacamos nosso plano B e ele já está em andamento. Contaremos a história de uma família que há exatos 80 anos "vive da morte". Trata-se da funerária mais antiga da cidade, fundada em 1928 pelo bisavô do atual dono (lembraram do seriado Six Feet Under? Eu também). Detalhe: o sujeito largou o jornalismo para se tornar a quarta geração a cuidar da empresa.

Acredito que todo o nosso esforço pela idéia inicial tenha sido um bom exercício, mesmo não terminando como esperávamos. Uma coisa sei que jamais vou esquecer: é preciso estar sempre muito atento, pois as pautas podem surgir a qualquer hora. Foi por acaso que descobrimos essa história e com um pouco de distração talvez teríamos deixado ela passar.

Ainda bem que não deixamos. Ela será contada e faremos o possível para que seja da melhor forma. É a nossa ressureição!

OBS. Hoje, caminhando pelo centro em direção à funerária tive aquela estranha sensação de estar sendo seguido... Será que é coisa da minha cabeça ou a tal Isis está falando sério?

Aqui é o nosso barzinho


Acredito que tão bom quanto fazer jornalismo é discutir essa prática. Sentar com os colegas de profissão e bater um papo sobre o trabalho, contar das agruras para fazer uma reportagem, lamentar uma mal sucedida e encher a boca para falar daquela em que você arrasou. Comentar o trabalho dos colegas, discutir os grandes casos (vide, o Isabella) e pedir uma dica de fonte. Aquela história de jornalista em barzinho depois do expediente comentando o trabalho, sabe? Essa situação que é usada em filmes para nos caracterizar como viciados e apaixonados pelo nosso trabalho.


A escritora americana Barbie Zelizer acredita que somos mais do que profissionais, somos uma comunidade interpretativa, no momento em que discutimos nosso trabalho quotidiano, o trabalho de nossos colegas, as coberturas sejam elas positivas (se tornam exemplos a seguir, como o caso Watergate) ou negativas (se tornam exemplos que não devemos seguir, como o caso da Escola Base).


O Curso de Comunicação tem apoiado a discussão por meio do projeto Saideira, no qual, um profissional vem debater os rumos da profissão, o dia-a-dia numa roda de conversa muito bacana. O projeto traz profissionais das quatro habilitações que o curso da Unisc oferece: Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Produção em Mídia Audiovisual.


Discutir nosso trabalho é importante para oxigenar as idéias, entender mais nossa prática e sempre aprender mais com nossos erros e acertos. E nós do Unicom, não precisamos ir ao barzinho para discutir, porque temos esse blog. Aqui é o nosso barzinho: onde todos podem compartilhar suas experiências, indicar fontes, reclamar ou elogiar o trabalho dos colegas, ou seja, discutir nossa prática.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A importância do tom


Antes que você ache que estou falando do nosso querido Tom Jobim, já esclareço que o título já diz “do” e o “tom” está com letra inicial em minúsculo. Não que eu não queira falar do Tom Jobim, já que amo suas músicas (vide o “Desafinados”), mas esse tom que eu falo é muito importante para nós jornalistas.


Esse tom, é de tonalidade. Assim como o tom da música, existe o tom de um texto. É a forma como você vai abordar tal tema, tal história. Escrevi tudo isso, porque queria compartilhar com vocês o problema de tom, que eu e a Lê tivemos na matéria dos suicídios. Para começar o tema era bastante complicado e depois que escrevemos a primeira versão, percebemos que estávamos errando no tom. Erro que só foi percebido graças ao nosso professor Demétrio, que leu a matéria e passou o recado.


A matéria não estava com o tom errado. Estava, na verdade, com mais de um tom. Uma parte dela era séria, a outra engraçada. E não podia ficar assim. É como um filme, tem decidir se é drama ou comédia, ou uma dramédia, mas não pode ser tudo ao mesmo tempo. Decidimos então qual seria o tom e dali em diante a matéria pareceu soar como uma bela canção afinada e no tom mais apropriado. Soou como “Águas de Março” entoada na voz de Elis e um certo Tom.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O email misterioso... A Resposta


Hoje, Isis escreveu um email resposta àquele que eu tinha enviado questionando sobre o que ela estava falando e quem ela era. Nesse novo email, ela revelou que não pode dizer sua verdadeira identidade porque está infiltrada dentro desse grupo que está nos seguindo e ela mandou a prova que eu havia pedido no último email. Anexado ao email, havia fotos minhas, retiradas ontem enquanto eu fazia minha matéria. Ninguém podia saber que eu estava lá, não havia avisado ninguém, estava em Vera Cruz, quando resolvi ir atrás de um fonte santa-cruzense. Como podiam saber que eu estava indo naquele endereço??? Replico abaixo o email (o print sreen dele está aqui em cima) e as fotos anexadas...

Você quer provas? Então veja as fotos em anexo. Elas foram tiradas ontem, enquanto você fazia uma matéria, aposto que você nem imaginava que estava sendo seguido. Eles estão cuidando os passos de todos vocês. Essas fotos eu roubei da máquina deles, estou infiltrada no meio deles, eles já sabem que tem alguém na investigando eles, mas não sabem quem, por isso não posso revelar minha identidade. Hoje, à tardinha, vou conseguir uma prova que vai fazer vocês, da equipe do Unicom, acreditar cegamente em mim. Mas talvez meu disfarce entre eles caia para que eu consiga isto. Eles não vão desistir, nem eu. Me dêem mais uma chance para provar a vocês que estou falando a verdade.

Isis.
Vamos aguardar essa tal prova que vai nos fazer acreditar cegamente nela....

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Momento poético

A morte

(Mena Moreira)

A morte chega !...
Não escolhe o dia, nem a hora
Vem rápido ou de mansinho
Arranca do convívio , leva embora !...
Não prefere os ricos
Aos desvalidos
Não prefere os entendidos
Aos não sabidos
Não prefere os opressores
Aos oprimidos .
Nessa hora , todo mundo é igual
Não há os preferidos
Barreiras se rompem , distâncias se aproximam
Aqui não há favorecidos !.....

( Será?...)

Realmente é um conquistador...

Bom, com alguns colegas de Unicom já comentei pessoalmente "causos" inusitados sobre o meu entrevistado. Entre alguns itens que o tornam único está o fato de ele ter erguido o próprio túmulo, escolhido o caixão e a roupa para o enterro. O coveiro tem oito ex-mulheres e já foi até obrigado a morar no cemitério por 15 dias ao ser expulso de casa por uma de suas "ex".
Mas esse não é o foco da matéria - nem deste post. Queria compartilhar com vocês a minha surpresa ao ler, hoje pela manhã, a resposta do e-mail que enviei à Márcia com o telefone do tiozinho (só pra lembrar: ele tem OITO ex-mulheres):

"dae, guria!
fui lá de manhã já.. acredita que ele casou semana passada e se mudou.. uahauhauha
busquei o tio em casa e fotografei ele lá no cemiNtério.. :P"

E ele é a cara do Didi Mocó. Juro.

Belo começo de semana...

Cheguei em Venâncio Aires por volta das 11h20min de ontem. No cemitério indicado pela Rozana nem sinal de Beto Paixão, vulgo "coveiro da Rozana". Como ele é um senhor antenado, pintou o nome e telefone na parede da casinha onde guarda todas as suas ferramentas de trabalho, em frente ao cemitério. Eis que meu tio tem a brilhante idéia de ligar para ele! (sim, não fui sozinha porque a mãe não deixou! :D)

- Oi, é o Beto Paixão? Estou com minha sobrinha da Unisc, ela veio tirar umas fotos do senhor!


Depois de indicar o caminho até sua casa, lá fomos nós. Eis que o coveiro gosta de "pegar vento", e pula para dentro da caçamba da caminhote, sem nem dar tempo de dizer "sente aqui, aí a polícia pode nos multar!".

Quando entramos no cemitério, ele apontou para o primeiro túmulo e diz: "esse é o cara mais importante daqui". O nome colado no mármore era o dele, indicando também a data de nascimento. Ao que tudo indica ele já tem túmulo e caixão comprado (maiores informações na matéria da Rozana). Andando para cima e para baixo, meu tio catava velas largadas para ilustrar as fotos (parente para ajudar nessas horas é tudo nessa vida) enquanto seu Beto Paixão me contava algumas histórias curiosas e um tanto quanto bizarras.

Quando terminamos os trabalhos por ali, comentei que minha colega disse que ele passava praticamente o dia todo no cemitério e ele me respondeu, com sorriso de ponta a ponta:

- Sim, morava aqui na frente, mas me mudei semana passada!
- Capaz? Que coisa...
- E já estou na oitava mulher!
- E desde quando está com essa última?
- Semana passada!


O comentário feito pelo meu tio enquanto esperávamos "BP" perguntar os horários de bus para SCS na rodoviária, resume tudo: "Ele deve conhecer todas as viúvas da região..."


Em tempo, o flickr está atualizado! Quem tiver fotos e quiser me mandar para publicar, agradeço!

Decreto estado de luto


Pois é. Parece que o assunto desse Unicom realmente vingou e não ficou apenas na temática. A morte agiu. É preciso vestir o preto. A pauta "papa-defuntos" já não está mais entre nós, digo, entre as matérias do jornal.

Se vocês sentem muito, imaginem eu e o Pedro, que tivemos que assassinar a pauta para a qual tanto lutamos. A luta foi árdua, acreditem. Fomos atrás da viúva aliciada por uma funerária, do Sindicato das Funerárias do RS (sim isso existe), da Câmara de Vereadores de SCS, do Fórum, de jornalistas policiais, da Polícia Civil e de denúncias. Fomos ao hospital e a maioria das funerárias da cidade. Tentamos de todas as formas e, mesmo assim, não foi suficiente. Infelizmente.

Matamos nossa pauta. Decreto estado de luto.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

E o vento (quase) levou


Pois bem pessoas, eis que esta é a minha primeira postagem no blog após sair da agência hoje de manhã levando comigo as palavras do Sancler: "tuuu ainda não postou no blog né?" acompanhas de olhinhos acusadores.

Dizer que foi apenas interessante participar desta edição do jornal não teria peso algum se não fosse a “missão” que passei durante a sessão de fotos...

Em plena terça-feira passada no ápice daquele calorão, que só viria a desencadear neste frio na quinta, me armei de uma assistente de produção, de uma nikon 18-55mm, uma mala de rodinhas com roupas, calçados e bugigangas, isso tudo, à pé por Candelária.
Nos separamos, enquanto minha ajudante Vivi ia na Igreja Católica pedir permissão para fazermos as fotos, vou na loja que me emprestará algumas peças... A modelo, como sempre, de minha preferência uma não-modelo, branquinha, alta, com sardinhas, já estava à nossa espera junto à uma amiga que não quis perder aquele momento por nada. No caminho encontro as três já juntas, caminhando com carinhas desesperançosas e cansadas, logo penso que não deu certo, dito e feito.
Nosso programa que era começar a fotografar no cemitério, depois na Igreja já não funcionaria, então vamos eu e Carol, a modelo, para o cemitério, ao passo que Vivi e a amiga de Carol vão na Igreja Luterana tentar uma permissão.
Ao longo caminho até o cemitério que mais parecia um deserto de tão quente, minha mala que àquelas alturas já estava lotada de roupas insistia em virar de pouco em pouco tempo de tão pesada, chegando lá aparecem as meninas dizendo que tudo ok para as fotos na Igreja. Começamos no cemitério, com a maquiagem, o cabelo, a escolha das roupas e das lápides a serem fotografadas... e despertamos olhares curiosos dos homens que ali trabalham diariamente cuidando e fazendo a vigilância do local.
O céu está cinza e nos preocupamos com uma possível chuva, afinal já está ventando uma brisa quente.
Após três looks vamos para a Igreja, e Vivi pega o ônibus das 16hrs e 30min para casa.
Chegando lá o pastor que prometera a ajuda, não estava em casa, com atenção no detalhe de que a Igreja fica trancada, não tínhamos o que fazer.Procuro pela comunidade luterana ou algo assim, onde encontro uma alma caridosa que nos ajuda.
Com nossos materiais de trabalho dentro da Igreja damos início a segunda parte da sessão...que nada, no primeiro look a bateria da câmera acaba e tudo só termina na quarta-feira de tarde.

Obs.: Acreditem, a produção de uma sessão de fotos para moda é sim muito trabalhosa, ainda mais para uma pessoa um tanto sedentária, a dor dos braços e nas pernas de carregar a maldita mala para cima e para baixo durou até o final da semana. Sobretudo, fazendo o que se gosta não tem coisa melhor passar por algumas para dar aquele gostinho especial depois do resultado final!
Espero que gostem!

Obs 2.: Na foto, o vento norte querendo estragar nossa sombrinha chiquérrima!

Vídeo produzido por alunos da Unisc é exibido no Futura



O interprograma “A Comunicação faz a Força” produzido pelos estudantes do Curso de Comunicação da Unisc Letiares Vieira e Sancler Ebert (os dois da ponta da foto acima) vai ser exibido nesta segunda-feira, dia 08 de setembro, as 22:20 no Canal Futura, CANAL 15 DA NET e CANAL 18 pelo sistema de parabólicas. Com o tema Democracia, o vídeo conta a história da jornalista santa-cruzense Melissa Braga que criou junto dos moradores do bairro Bom Jesus o jornal que dá nome ao interprograma.

O vídeo é o resultado da Oficina que o Canal Futura oferece todos os anos aos estudantes de Universidades Parceiras do Canal. Nesta, que foi a 3ª edição da Oficina, os acadêmicos da Unisc passaram duas semanas no Rio de Janeiro, durante o mês de fevereiro, onde aprenderam sobre produção de roteiro, conteúdo, criação de programas, jornalismo, edição, fotografia e composição gráfica para TV, com profissionais do Futura e palestrantes convidados. Ainda participaram de uma gravação externa e visita ao Projac da Rede Globo.

O Geração Futura Universidades Parceiras objetiva buscar uma maior interação entre o Canal Futura e as Instituições de Ensino Superior que hoje retransmitem a programação Futura, através de suas TVs universitárias nos diversos estados do Brasil, e outras, que são parceiras em co-produções em projetos audiovisuais. Esse foi o terceiro ano que a Unisc enviou participantes para o Rio de Janeiro.

Junto do interprograma da Unisc serão exibidos os vídeos da UNAERP de Ribeirão Preto e da PUC do Paraná. Esta exibição é a reprise do interprograma, que teve sua primeira exbição quarta-feira, dia 03 de setembro, às 18:20. Os interprogramas estão sendo exibidos desde o último dia 27 de agosto e vão até 1º de outubro, com inéditos às quartas-feiras, as 18:20 e reprises nas segundas, 22:20.

sábado, 6 de setembro de 2008

A morte no cinema

Semana passada escrevi sobre o que os músicos já disseram a respeito da morte. Hoje venho falar sobre outra manifestação artística: o cinema. Naturalmente, a morte também já passou de inúmeras formas pela telona. Escolhi um filme que, inclusive, traz o tema do nosso Unicom já no título: A morte cansada (Der müde tod), de 1921. É o meu preferido do diretor alemão expressionista Fritz Lang.

No filme, a Morte personificada muda-se para uma pequena cidade, onde compra um terreno ao lado do cemitério. Causa estranheza e medo nos habitantes ao cercar o terreno com um muro, no qual ninguém consegue achar a entrada.

Em um determinado momento, a Morte leva um jovem que está em lua-de-mel. Atordoada, a esposa vai até o terreno e (esta é uma das cenas mais interessantes) vê um monte de espíritos atravessando o muro, entre eles o seu marido. Convencida do poder de seu amor, ela comete o suicídio e pede à Morte uma chance de ter o seu amado de volta. Então, ela lhe dá uma chance: se conseguisse salvar pelo menos uma de três vidas que estavam prestes a acabar (uma na China, outra na Itália e outra num país árabe), poderia recuperar o seu marido.

Bom, não vou contar o que acontece depois para que quem não assistiu, assista. Ah, e uma dica: não desista do filme no começo, pois os primeiros minutos são um pouco monótonos. Depois, fica bom. Garanto: fica bom mesmo!

OBS. Observem a foto lá em cima. Eles estão no gabinete da morte e cada uma daquelas velas é uma vida. Legal, né?

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Resposta ao 1 + 1

Essa eu estava devendo para o Sancler, uma resposta ao post tão especial do dia 01. É sim San um grande desafio trabalhar em dupla. Imagino que quem optou por trabalhar assim deve ter enfrentado dificuldades. Claro, é muito bom ter alguém para trocar idéias, pensar a pauta, encontrar as fontes. Mas, com certeza, desentendimentos são inevitáveis. São horários que não coincidem, há quem goste de correr contra o tempo, deixando tudo para a última hora (acho que conheço alguém assim), há quem prefira adiantar as coisas. E na hora de escrever é um querendo causar impacto e o outro censurando (hehe). Mas, como dizia uma grande filósofa da comunicação "No final tudo acaba bem" e assim foram as duas vezes em que optamos por escrever juntos. O resultado da primeira delas você confere na próxima edição do Unicom. Isso me lembra que faz dias que digo para alguém que temos que dar uma atualizada nesta matéria... acho que vai começar tudo de novo...

O tempo

Hoje foi um dia de correr contra o tempo. Primeiro ao acordar com céu escuro, hoje não apenas pelo horário, leia-se 5h30min, mas sim pelo anúncio do que viria logo depois. Bem, a primeira corrida do dia eu perdi. A chuva teimou em cair poucos minutos antes de eu sair de casa. Agora, com o guarda-chuva ao lado, tento brigar contra outra face do tempo. Olho no relógio. Os minutos parecem correr mais do que o normal. A cabeça gira. Mil coisas ao mesmo tempo. O email que chega. Pergunta, resposta. E nova pergunta pedindo mais uma resposta. Organizar, anexar, enviar. Novas idéias que surgem. E o relógio que teima em não parar.

Enfim, tudo isso porque hoje é o último dia para a entrega das matérias do Unicom, e, conseqüentemente, para organizá-las. Daqui a pouco com boa parte do material em mãos, enfim... não, não pense que vou falar em descanso... iniciaremos mais uma etapa do trabalho, é hora de ler, reler, cortar, reescrever. Para daqui a pouco passar a bola para a revisão e depois para a diagramação. Sim, hoje foi um dia tumultuado, mas produtivo. A chuva ainda não parou e pelo jeito vou ter que voltar para casa na companhia deste guarda-chuva. Mas, agora já posso ao menos dizer que contra o tempo o placar de hoje foi 1 a 1.

Com o coração na UTI


Este texto eu escrevi em fevereiro, como válvula de escape para uma dor muito grande. Partilho hoje com vocês, já que se enquadra na temática.



Você já esteve horas sentado em uma sala de espera de uma Unidade de Tratamento Intensivo apenas esperando uma notícia, um sinal, um alento, ou qualquer outra coisa de uma pessoa querida? Só quem vive isso sabe. A agonia sentida a cada vez que uma enfermeira sai de dentro da sala, ou o temor de encarar os olhos de um médico.


A agonia aumenta se você sabe que a coisa é realmente muito grave e que, apesar de tudo, já tem de se preparar. Nessas horas que pensamos o quanto o ser humano é frágil e que as vezes é um emaranhado de fios que nos mantém vivos.


Mas mais frágil que o enfermo, tornam-se os familiares, testados duramente numa bateria de angustia e espera. E o pior, é que além da tua angústia, você precisa conviver com os familiares dos outros pacientes. A verbalização da preocupação deles parece punhaladas na tua própria dor.


De repente, chega a enfermeira e solicita o familiar de determinado paciente. A pessoa, que já carrega um olhar meio psicótico depois de tantos dias sem dormir, levanta em um salto e a acompanha. Minutos depois, o mesmo olhar psicótico volta cheio de lágrimas porque seu pai acaba de morrer. Triste, muito triste.


E você, egoísta, suspira aliviado porque ainda restam esperanças. Esperanças de ver seu parente sair dessa? Ou esperança de que você será forte se acontecer o pior? Temos que ter os dois. Pois na vida, vários são os momentos que estamos na berlinda, sem saber o que vai acontecer. É preciso ter fé, seja em Deus, no médico, na enfermeira. Ficamos tão fragilizados que corremos o risco de sermos os próximos a parar numa unidade de tratamento intensivo. Porém, mesmo com tanta adversidade, uma coisa é certa: a gente quer apenas que aconteça o melhor.

Chegando ao fim

Tenho fortes indícios de que o Pedro está muito impressionado com a temática do Unicom. Neste exato momento, estamos em uma muito informativa aula de Antropologia Cultural.

Há cinco minutos, disse para o Pedro que estava com dor de cabeça. E ele, muito sério, respondeu-me: "isso é um indicativo de que a tua vida está chegando ao fim".

Muito impressionável, esse Pedro.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O email misterioso... parte II


Resolvi escrever para a tal de Isis, que escreveu este email aqui para gente e perguntar algumas coisas para ela, que estavam intrigando toda a equipe do jornal. Veja o que escrevi para ela (na foto aqui de cima, tem um print sreen da página do email):

Bem, se tudo isso que você diz é verdade, cadê a prova? E quem é você? Como podemos confiar em alguém que nem ao menos diz seu nome verdadeiro, que não mostra a cara? Se você quer assustar a gente ou rir da nossa cara, pode parar. Não tem graça alguma. Se você quer nossa confiança tem de provar o que está falando.

Sancler Ebert, em nome da equipe do Jornal Unicom.

Agora é esperar para ver se ela responde e o que nos revela. Por enquanto, o mistério continua...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A morte pode levar o seu porquinho


É incrível como as pautas podem surgir assim, “do nada”. Melhor que isso, é fascinante poder ver as coisas e tirar delas o melhor, algo para contar e se entregar de coração. Finalmente, meu primeiro post. Também é a primeira vez que faço parte da equipe do Unicom. Muitos motivos para comemorar! Bom, vamos direto ao assunto...

No primeiro semestre desse ano precisava apresentar uma pauta para o professor Demétrio. Eu queria ir além, escrever sobre algo que realmente prendesse os leitores. O tempo passava e eu não conseguia ter uma grande idéia. Ficava olhando para as pessoas nas ruas, escutando as conversas nos ônibus, analisando os gestos das pessoas no mercado. Digamos que eu já estava um “pouco” neurótica.

Minha agonia, no entanto, acabou no domingo de Páscoa. A pauta não veio embrulhada como um bombom, mas me deixou tão feliz que parecia ser de chocolate! No mesmo dia era aniversário da minha avó. Fomos comemorar num restaurante em Vera Cruz – a cidade da caixa d’água. Mais tarde, uma parte da família seguiu para o cemitério que ficava bem próximo.


Começamos a andar entre as sepulturas, comentar os nomes gravados nas lápides, fazer piadas de mau gosto (essa parte é segredo. Por favor, não contem pra ninguém). E foi assim que surgiu a pauta, na mansão dos mortos. As “moradias” eternas eram fascinantes! Cheias de detalhes, de pedras maravilhosas, de vasos e adornos que pareciam ser caríssimos! Nossa, tudo indicava que morrer era algo caro. Seria mesmo? Ouviram o “click”? Quanto mais eu andava pelos campos verdes, cheios de vida, da casa do descanso eterno, mais perguntas surgiam.


Quanto será que as pessoas gastam para proporcionar um túmulo de cinema para o ente que se foi? Quantos “porquinhos” precisamos engordar para que possamos ter direito a um funeral decente? De um passeio estranho, numa Páscoa estranha, na companhia de pessoas... Bom, elas nem eram tão estranhas assim. Foi assim que nasceu a matéria que vocês verão no próximo Unicom. Apenas tomem cuidado pra não morrer do coração quando iniciarem a leitura.

Só pelo jornalismo...

Está certo que eu sou apenas um estudante que nem sequer completou metade de seu período de formação. Ainda assim, minha pouca experiência permitiu que eu percebesse que há situações pelas quais só um jornalista pode passar... Raciocinem comigo: não fosse em nome do jornalismo, por que mais eu estaria em um final de tarde atravessando a rua principal da cidade a passos largos para escapar de uma caminhonete que vinha em alta velocidade, ao telefone com um funcionário da Câmara de Vereadores que me falava de coisas como: construções tumulares, cremação de cadáveres e urnas ossárias. Sem falar que eu corria para chegar em casa a tempo de telefonar para o sindicato das funerárias em Porto Alegre. Que tal?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A arte e a morte

Meu primeiro post.. estou a todo o vapor com o meu ensaio, pensando muito, cheguei a fazer um tur pelo cemitério de Venâncio, que é show de bola.
Pode parecer estranho, mas gosto muito desta temática, que é forte e mexe bastante com as pessoas.
Postei esta foto, para mostrar o quão belo pode ser um cemitério. Este aí, é um túmulo do cemitério da Santa Casa de Porto Alegre. "Roubada" da net, do fotolog de um historiador que se dedica a estudar a arquitetura cemiterial.
Este aí.. http://fotolog.terra.com.br/arte_cemiterial:16

É incrível perceber arte em um lugar que lembra sofrimento, medo, dor..

falando em medo da morte.. aí vai uma dica de leitura, para quem curte o assunto
ARIÈS, Philippe. História da morte no Ocidente: da Idade Média aos nossos dias. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003. 312 p

estou curtindo muito escrever o ensaio.. espero que eu consiga corresponder as minhas próprias expectativas..
valew..

O email misterioso...



Pessoal, hoje fui acessar o email do Unicom (jornalunicom@yahoo.com.br) e encontrei na Caixa de Entrada, além de vários convite do Flickr, um email com o título de "Cuidado". Fui ver o remetente, uma tal de Isis que eu nunca vi na vida. Resolvi abrir e olha o que encontrei (veja aqui em cima o print screen da página):


Estou escrevendo para vocês porque estou sabendo que há pessoas espionando o trabalho da equipe, seguindo os repórteres, monitorando o blog de vocês. Tenham cuidado, fiquem alerta! Essa gente é perigosa, eles querem saber o que vocês estão fazendo, quando, como. Isso é um alerta de uma amiga. Vou ficar olhando vocês de longe também. Em breve eu mando mais notícias... Um grande abraço!!

Isis*

*Tive de inventar esse nome para proteger minha identidade real.

E aí, o que vocês acham que pode ser isso? Quem será essa Isis, será que podemos confiar nela? Se sim, quem é essa gente que tá vigiando a equipe? Vamos esperar o próximo contato dessa Isis para ver o que acontece???

1 + 1 = ?


Trabalhar em dupla nem sempre é fácil. Os filmes de tiras estão aí para provar isso. No meu caso, a minha dupla, é também minha melhor amiga. Mas como diz aquele ditado “Amigos, amigos. Negócios a parte”, eu traduziria “Amigos, amigos. Trabalhos a parte”.

Essa matéria para o Unicom não foi o primeiro trabalho que fizemos juntos, foi a mesma matéria que fizemos juntos e é aí que reside a grande diferença. Matéria, cada um escreve de um jeito. Tem seu tempo próprio. Seu raciocínio próprio. Sua forma de “contar” a história é diferente. É foi essa a nossa situação.

Eu escrevia de uma forma, ela de outra. Eu tinha um tempo, ela... adivinhe? Mas, talvez aí, foi importante a nossa amizade. Foi ela que equilibrou nossos stresses em trabalhar juntos, nossas diferenças a forma de fazer a coisa acontecer. No fim, conseguimos equilíbrio no trabalho. A matéria ficou pronta, no prazo e com a nossa cara, ou melhor, caras.

E para ver como a gente gosta de se desafiar, não é que a gente resolveu fazer outra matéria juntos e deu certo. Você a leu no Unicom passado “Esquinas movidas pelo dinheiro, pela sedução e pelo prazer”.

Essa é só para a Leticia: E aí, cara colega, pronta para outra?

O tic-tac das correntes do inferno


Estou vendo que o blog anda um tanto poético, mas sinto em informar que serei obrigada a falar de coisas práticas, porque, afinal de contas, enquanto a morte não vem, vamos trabalhar!


Quero contar que passei o final de semana inteiro interpelando todas as pessoas que eu conhecia em busca de uma família com um parente sepultado no cemitério Guarda de Deus. Então, domingo à noite, quando já estava me descabelando e o tic-tac das horas rugia em meus ouvidos como as correntes do inferno, a luz da redenção se fez presente (já que o assunto é morte, vamos parodiar). E o case estava bem abaixo do meu nariz. Vamos ver se vocês entendem o parantesco: a madrasta do meu dindo tem um sobrinho sepultado lá. Bingo! Ela já chamou o primo do rapaz, que foi quem cuidou de todos os trâmites e todo o sepultamento, e eu pude conversar com ele, (embora ele se mostrasse um tanto receoso por ter cometidos algumas práticas ilegais. Mas isso eu só conto na matéria). O importante é que eu terei uma matéria redondinha (ou quase) para entregar para os chefes amanhã!


Até mais!


P.S.: Gostaria de pôr mais uma dos "lindos" retratos que eu tirei na excursão pelo cemitério, mas me dei conta de que no momento não estou com as imagens... triste, muito triste...

Momento reflexão II

É o desconhecido que temes, então? Fernando Pessoa:

"Mas o que é que tu conheces,
sombra fútil chamada gente?!"

Momento reflexão

Tu tens medo da morte? Pois Mário Quintana dizia:

"Morrer, que me importa? (...)
O diabo é deixar viver"

O cara que classifica os espíritos


O próximo Unicom promete. O tema é demais e acredito que será muito bem abordado por nossa competente equipe (masáááá). Quanto à minha matéria, a única coisa que posso adiantar é que é, no mínimo, engraçada. O entrevistado é um sarro e espero que todos gostem do tema.
Agora, se você gostaria de saber como descobrir se os espíritos são bons ou maus, não deixe de ler meu texto. Ele traz essa "técnica", pelo menos do ponto de vista do entrevistado.