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Destaques

Lançamento do Unicom Conflitos reúne profissionais para debate com alunos

A nova edição do Jornal Unicom, produzida em cima do tema “Conflitos que transformam”, teve o lançamento oficial na noite dessa segunda-feira, 27, em um evento onde o assunto central da publicação foi debatido. Mediado pelo professor Demétrio de Azeredo Sóster, o debate iniciou após as 19h30, no auditório do Memorial da Unisc, e teve como convidados à mesa o jornalista Rodrigo Lopes, a psicóloga e socióloga Gabriela Maia e o sociólogo e professor Luiz Augusto Campis.
No primeiro momento, os três convidados tiveram a oportunidade de falar sobre conflitos que transformam – para o bem ou para o mal – a partir das perspectivas profissionais e pessoais de cada um. Quem deu início a essa fase foi Gabriela, que tratou majoritariamente sobre questões de gênero e a violência acerca disso. Dando sequência, com uma perspectiva mais sociológica, Campis falou sobre a Teoria do Conflito Social, de Karl Marx, relacionando-a com a realidade. Para finalizar, Lopes fez uma breve apresentação sobre a …

Curiosidade: Idade Média, o tempo do medo

Durante as leituras do semestre como forma de preparação para a próxima edição do Unicom, ou mesmo durante as pesquisas feitas para escrever as reportagens do jornal-laboratório, algumas curiosidades são encontradas. Uma delas, talvez um pouco óbvia para quem lembra do conteúdo de história do Ensino Médio, mas ainda assim interessante de saber, é sobre como a população no período histórico denominado Idade Média vivia atormentada pelo medo.

Divulgação: História do Mundo                                         
População acreditava que mulheres e homens, mas principalmente mulheres, sofriam influências do mal


Esses medos, de uma forma geral, estavam muito ligados à religião. Todas as pessoas possuíam, segundo os estudos do historiador Jean Delumeau, um medo terrível de tudo o que estivesse associado ao mal, como por exemplo, o diabo, as bruxas e os demônios sexuais, como os Incubus e Sucubus.

O pesquisador explica que a religião se utilizava de muitas "historinhas" para tentar guiar e manter a população por um caminho religioso. Esses contos, que envolviam o diabo e seus ajudantes, dentre eles as bruxas, acabaram entrando no imaginário da população e serviam de explicação para todas as coisas ruins que aconteciam.

Muitas coisas terríveis foram feitas durante a Idade Média por causa desse "agente causador do medo", um exemplo, é a caça às bruxas, a instituição do Tribunal do Santo Ofício que ganhou força especialmente porque se disseminou como sendo um combate ao mal.

Reprodução/Wikipedia                                                                 
O Malleus Maleficarum foi um livro escrito para ajudar os inquisidores a
julgarem quem eram as bruxas e demais seres endemoniados

Sabe-se, no entanto, que o próprio Tribunal do Santo Ofício acabou se tornando fonte de medo em muitas comunidades, em especial para o sexo feminino, pela prática de torturar mulheres e queimá-las vivas - entre outras sentenças - sem ter prova de "crime", que nesse caso era o pacto com entidades diabólicas. 

Mas nem só de medos imaginários foi feita a Idade Média. O medo de doenças, que naquele período não possuíam qualquer tratamento adequado, também era real e estava sempre presente. Um exemplo disso é a Peste Negra, ou Peste Bubônica, uma doença que rapidamente evoluiu para uma pandemia no século 14 e que dizimou entre 25 e 75 milhões de pessoas, o que corresponde a mais ou menos um terço da população europeia do período. 

Reprodução/Ciência Hoje                                       
Quadro do francês Michel Serre (1658-1733) mostra Marselha, na França,
durante a epidemia de Peste Negra em 1721
A própria peste, juntamente com as constantes guerras, a caça às bruxas, a perseguição aos Judeus e uma degradação da sociedade em comparação com o que já havia sido em tempos antigos, serviu de base, sustentou o medo, inclusive da morte, e fixou esse sentimento de forma tão forte na população que algumas das crenças ainda hoje não foram totalmente superadas. 

Quer saber mais sobre essa história toda? Basta procurar o livro História do Medo no Ocidente de Jean Delumeau.


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