quinta-feira, 20 de março de 2014

A hora de ouvir

E finalmente, me sento diante dela, ansiosa, confiante, disposta a parar o tempo por alguns minutos para dedicar-me única e exclusivamente para ouvi-la. Olho às perguntas mas não preciso delas, sei o que quero questionar, até imagino o que ela possa contar...Mas surpreendo-me, e surpreendo-me por que ela tem mais a dizer, mais do que as minhas expectativas podiam sequer imaginar. E me fascina, esse ciclo, me cativa.


Depois disso a conversa flui, as palavras se esparramam pela pequena sala, e quando dou por mim estou tão envolvida em sua história que meu caderninho de perguntas foi esquecido há muito. E é ali, naquele momento, quando a fonte escolhe a mim para narrar a sua história, quando ela decide que eu sou confiável, que pode me contar um pouquinho de si, que eu percebo, o quanto amo, não somente escrever, não somente contar, mas ouvir...
Ouvir o que ela tem para dizer!


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