"Só não me passa, tá?"

A ansiedade terminou ainda naquela semana. A fonte respondeu e conseguimos marcar a entrevista somente para duas semanas depois. Materiais reservados, mas, a repórter estava gripada, um desses resfriados motivados pela mudança de temperatura. Entrou em contato com a fonte já que esta precisa de sua voz para seu trabalho e ao marcar outro dia ficou pensando na frase dita pelo entrevistado "só não me passa, tá?". Imagina se a repórter passa a gripe para a fonte e estraga uma semana de trabalho. No dia e hora marcados foi a repórter até a casa do entrevistado. Chegando lá tem a oportunidade de ver parte do trabalho que será divulgado em breve para só depois começarem a entrevista.
Como  uma conversa de conhecidos vão sendo levantados pontos importantes para construir toda a história. São reveladas intimidades, sentimentos, dificuldades. Cada palavra, cada gesto, cada lágrima, tudo isso registrado no gravador e no bloquinho. Sentar para colocar o que foi dito no teclado e passar a emoção de toda a história para que o leitor entenda essa separação repentina teve um gostinho de meio caminho andado. Ah! E ainda estou pensando nos espirros que ele deu ao final da entrevista.



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