Como é bom ser jornalista

Nessa edição, além de editora, também sou repórter. Então, semana passada fui para Cachoeira do Sul, tirar algumas fotos para ilustrar a reportagem e comer a comida da minha mãe, claro. A entrevista eu havia realizado dias antes, o projeto eu já conheci, só faltava isso mesmo. Mais uma vez, não voltei só com o material, mas com um conteúdo a mais. Com aquela alegria que só o jornalista consegue sentir frente uma história linda.

Gabriel García Márquez estava certíssimo quando disse que o jornalismo é a melhor profissão do mundo. Não acho que tenha outro trabalho no mundo que dê maior satisfação do que o jornalismo. Não há dinheiro que pague as histórias que ouvimos, que escrevemos e que, de uma forma ou outra, vivenciamos. Tenho essa pauta há muito tempo, mas ela não me tinha. Eu não estava preparada para escrevê-la e nem ela para me deixar tentar. 

Agradeço por ela ter tido paciência comigo, por ter respeitado minhas limitações e ter me esperado, mesmo assim. Esperado para que eu amadurecesse um pouco mais e apurasse o olhar. Tivesse mais sensibilidade para conta-la, mesmo que ainda não o suficiente para demonstrar toda a beleza que ela carrega. Mesmo que ainda me falte técnica. Mesmo que me falte uma série de coisas que não caberia citar aqui. 

Logo que entrei para a faculdade ouvi, não sei de quem, não sei de onde, que não somos nós que escolhemos o jornalismo, e sim ele que nos escolhe. Fico feliz por ter tido essa sorte e espero que o cupido que o tenha atingido nunca o faça se arrepender dessa escolha ou, que pelo menos, o acerte novamente todas as vezes que pensar em me deixar. Mas, antes que eu me perca nos pensamentos e declarações de amor, quero avisar que a reportagem vai fazer parte da 2ª edição do Unicom deste ano. Espero que vocês leiam e gostem tanto quanto eu gostei de escrevê-la.





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