Transição

Depois de um dia cansativo de trabalho, o final do expediente chegou. Eram 18h30. Bati o cartão com apenas uma ideia na cabeça: ir para casa descansar, afinal, a sexta-feira havia sido extremamente desgastante. Precisava da minha cama. Do meu travesseiro. Esvaziar a mente. Esquecer dos problemas recorrentes da rotina diária. Só queria um pouco de paz. Teria um final de semana inteiro de descanso pela frente

Peguei a estrada e parti. Infelizmente, todo mundo resolveu ter a mesma ideia, no mesmo horário. Centenas de veículos amontoados na rodovia. Para andar um quilômetro, eram necessários pelo menos 10 minutos. Não se ouvia nada além do som de buzinas. Ninguém queria perder um minuto parado no trânsito. Eu estava cansado, irritado. Todos os adjetivos negativos possíveis. O que eu deveria fazer? A única solução era esperar o trânsito fluir, mas sem perder a concentração, que a aquela altura da noite, já estava quase perdida. 

Eis que eu olho para o lado. Não para o veículo parado ao lado. Bem depois do acostamento. Às margens da estrada havia um bar. Não fazia ideia que havia um bar na beira de uma movimentada rodovia. Meu cansaço também clamava por uma cerveja bem gelada. Sim, isso também era uma maneira de esquecer todos os problemas do dia.

Não sei como consegui tirar meu carro do congestionamento. Ao menos ninguém me multou. Então, nada fiz de errado. Estacionei. Desci. Sentei-me em uma das mesas. E pedi para o garçom trazer a mais gelada. Ouvi as mais loucas, engraçadas e inusitadas histórias naquela mesa. Sempre acompanhado do copo de cerveja. Passei a noite ali. Amanheci em uma mesa de bar. Eliminei todos os problemas do dia, acrescentando uma boa dose de diversão. Essa foi a minha transição: da estrada para o bar.

Aguardem o próximo Unicom!

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