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Destaques

Lançamento do Unicom Conflitos reúne profissionais para debate com alunos

A nova edição do Jornal Unicom, produzida em cima do tema “Conflitos que transformam”, teve o lançamento oficial na noite dessa segunda-feira, 27, em um evento onde o assunto central da publicação foi debatido. Mediado pelo professor Demétrio de Azeredo Sóster, o debate iniciou após as 19h30, no auditório do Memorial da Unisc, e teve como convidados à mesa o jornalista Rodrigo Lopes, a psicóloga e socióloga Gabriela Maia e o sociólogo e professor Luiz Augusto Campis.
No primeiro momento, os três convidados tiveram a oportunidade de falar sobre conflitos que transformam – para o bem ou para o mal – a partir das perspectivas profissionais e pessoais de cada um. Quem deu início a essa fase foi Gabriela, que tratou majoritariamente sobre questões de gênero e a violência acerca disso. Dando sequência, com uma perspectiva mais sociológica, Campis falou sobre a Teoria do Conflito Social, de Karl Marx, relacionando-a com a realidade. Para finalizar, Lopes fez uma breve apresentação sobre a …

O perigo de uma história única

O segundo Unicom do semestre já se encaminha, e com o tema livre pensei muito até decidir qual história gostaria de contar. A mídia em geral muitas vezes se prende ao material de releases e agências e acaba mostrando partes limitadas de histórias que são importantes. Um caso que sempre chamou minha atenção foi o conflito entre Israel e Palestina, que por alguma razão que foge ao meu entendimento sempre foi mostrado apenas como "mais uma guerra do oriente médio". Na faculdade de jornalismo aprendi que toda vida importa, e levo isso para minha vida profissional, sempre me importando com as pessoas. Mas e quanto às histórias dos seres humanos que vivem nessa área de conflito e ocupação, como elas que estão lá veem isso, e como elas percebem a cobertura da mídia a respeito de suas vidas?

Pensando nisso decidi conversar com um palestino e um israelense, de classes e idades próximas. Que tem vidas até mesmo bem parecidas e que eu acho que poderiam dar uma ideia geral de como é viver dos dois lados da fronteira. As entrevistas já começaram, e assim minha matéria vai se encaminhando. Mas ainda resta entender por que temos uma visão tão pobre de um conflito tão sério e atual, que influencia a vida de milhares de pessoas. O material pronto e que vem em uma forma, mostra uma única história. Desde criança aprendi a ver essa guerra pela televisão, e associar negativismo com as palavras Faixa de Gaza e Cisjordânia, antes de entender o que esses locais representam. Quando iniciei leituras sobre o assunto, comecei a entender, mas apesar de alguns anos interessada pelas informações desse conflito, e mesmo tendo minhas opiniões a respeito, ainda estou muito longe de entendê-lo.

A escritora nigeriana Chimamanda Adichie é conhecida pelo seu discurso feminista, mas em um evento do ciclo de palestras TED, ela falou sobre os perigos da história única, e como ver apenas um lado, ou uma parte de uma situação ou local é ruim. O vídeo é longo, tem dezoito minutos de duração, mas creia-me, vale cada segundo.

 

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