terça-feira, 25 de agosto de 2015

Para fazer um bom Unicom é preciso...

Com o tema definido e as pautas fervilhando, é hora de começar a dar forma a mais um Unicom, o jornal-laboratório do curso de Comunicação Social da Unisc. Serão dois no semestre: um temático e outro não.

Edições muito bacanas já foram lançadas, mas uma das mais emblemáticas - sempre usada como exemplo em sala de aula - é a número 1 do primeiro semestre de 2008. A capa era um mosaico de fotos de pessoas "comuns" de Santa Cruz e, no lugar da manchete, uma pergunta: Como você vê sua cidade?

Pois no fim da semana passada desafiei a jornalista Letícia Mendes (foto abaixo) a contar o que é preciso para fazer um bom Unicom. Vejam, abaixo, o que ela disse. Naquela edição, Letícia assinou a matéria especial sobre a escritora santa-cruzense Lya Luft.

Depois de passagens por Zero Hora, Portal Gaz, Gazeta do Sul (e um intercâmbio no meio do caminho), atualmente Letícia trabalha na Editora Gazeta, onde produz conteúdo sobre o agronegócio nacional. Dedica tempo também à produção literária.

Nos próximos dias, outros ex-alunos serão desafiados a completarem a frase lá do título. O próximo será o também jornalista Sancler Ebert, que atualmente faz mestrado em São Carlos (SP).

Para fazer um bom Unicom é preciso...

...em primeiro lugar, creio eu, querer realmente fazer um bom Unicom. Acho que isso é essencial. Fiquei aqui tentando lembrar das edições que participei, de como foram. E acredito que a matéria que mais me empolguei - do perfil da Lya Luft - foi a que acabou ficando melhor. Dedicar-se é fundamental. Lembro de ter lido uma pilha de livros. Afinal eu sabia muito, mas muito pouco sobre ela, mesmo se tratando de uma escritora santa-cruzense. Depois de ler tanto e de entrevistá-la, quando me dei conta, me sentia envolvida com o personagem. Com a história. Isso me deu segurança. O texto fluiu mais naturalmente, sem esforços.

O Unicom é momento de experimentar, treinar nosso olhar para o singular e para as formas diferentes de narrar uma história. O que nem sempre se pode fazer em uma redação. É momento de colocar em prática, ouvir pessoas. Executar essa maravilha que é a reportagem, que faz nós, jornalistas, nos sentirmos seres tão especiais, por poder estar ali, vivendo aquilo. Fazer por fazer é uma grande perda. Nem sempre nos damos conta da importância daquilo que produzimos enquanto estamos na universidade. Não é papo acadêmico. É verdade. Isso dita nossas bases. E muitas vezes nos abre caminhos.

Já me estendi bem mais do que me pediram. Me entusiasmo com o tema. Me traz boas recordações. Então, só posso desejar que aproveitem e, mais, que cuidem muito bem do Unicom!



2 comentários:

  1. eis uma grande jornalista desde a época de formação; letícia esteve entre os que protagonizaram um dos grandes momentos da disciplina e do jornalismo-laboratório no brasil. saudades de você, menina!

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  2. Saudade desse tempo! Lembro do quão bacana foi acompanhar a Leti estudando para a reportagem com a Lya Luft e vendo toda dedicação se tornar um texto incrível, um dos que eu mais gosto dela (isso que sou fã número 1, ou seja, leio todos).

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