O Medo das idas e vindas


Hoje eu senti medo. Senti medo por uma fração de segundos, mas senti, e não foi nada bom.

As idas e vindas de Candelária para Santa Cruz do Sul, e vice-versa, duram de meia hora a quarenta minutos. Faz tempo que tenho tido maus pressentimentos quanto a essas viagens, mas hoje, depois de três anos e meio fazendo esse trajeto, o meu medo aumentou.


Parecia um dia normal, e até aquele momento, foi mesmo. Na maioria das vezes opto por sair da sala de aula mais cedo para conseguir pegar o ônibus que sai da Unisc às 21h30. Nesta noite eu quase o perdi, foi por detalhe que consegui uma vaga no “busão”. Sentei-me em um dos poucos lugares vagos e comecei a ouvir música. Após um tempo em movimento, houve uma freada brusca e ouvi o barulho de pneu travando. Meu corpo desgrudou do encosto do banco e meus braços, no impulso, se apoiaram no banco da frente, e aí tudo parou.

Quando senti a freada, eu não tinha visto nada, não sabia se o ônibus ia cair em um barranco, se íamos capotar, ou ainda se estávamos prestes a bater de frente num caminhão. Quando a situação acalmou, vieram as perguntas: “E agora? O que aconteceu? Será que todos do ônibus estavam bem? Batemos em que? Alguém morreu?"

Depois de tudo resolvido, a sensação foi aquela “nem foi pra tanto assim”. Mas o medo que deu no momento não foi agradável. Esse medo é de todos os dias e agora, a cada freada, vou pensar no pior.
Agora só agradeço por estar em casa depois de sentir na pele o tema do nosso próximo Unicom.

OBS: Professor Demétrio, esse acidente foi praga tua por eu ter saído mais cedo da tua aula? Haha. 

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