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Destaques

Editorial: Peças que não se encaixam

Olá!

Seja bem-vindo ao nosso Unicom. Digo nosso, porque mesmo que ele já tenha passado por tantas mãos e ainda será de tantos outros acadêmicos, neste momento ele nos pertence. Logo mais, você vai conhecer o rosto de cada um de nós e já lhes adianto: certamente somos peças que muitas vezes – se não todas – não se encaixam. Afinal, como diz o velho ditado: ninguém é igual e cada louco tem as suas manias. O que é a mais pura verdade!

E é em meio a essa confusão de características que surgiu a primeira edição do nosso jornal-laboratorial do segundo semestre de 2017: o Unicom Conflitos que transformam. Sabe aqueles momentos que as peças do quebra-cabeça realmente não encontram sintonia? Pois então, é disso que estamos falando! As marcas verdes, nas reportagens, são para trazer ou despertar a esperança dentro de nós.

A cor rosa, simboliza a inspiração que precisamos para superar ou mudar situações não tão bonitas das nossas vidas. Nas próximas postagens lhe convidamos para conhecer as h…

E agora?

Agora que o fim do sétimo semestre do meu curso de jornalismo na Unisc está bem perto de chegar, é um dos momentos em que paro, e analiso: olha só onde eu cheguei, mais uma guria de cidadezinha pequena que sai do seu lugar de conforto pra tentar ser alguém na vida. Se eu tinha certeza que queria essa profissão? não, e ainda não tenho. Onde eu cheguei até agora pode não parecer muito aos olhos do mundo profissional, mas me traz o sentimento de ter tentado algo que eu imaginava não conseguir. 

A preocupação dos pais na hora em que um filho conta que quer seguir em um mundo tão incerto e perigoso como é o jornalismo, me fez parar pra pensar se era aquilo mesmo que eu achava que poderia ser, algo um tanto quanto inalcançável. Inalcançável em termos de salário, pois para fazer sucesso nessa carreira não é fácil e nem bonito as vezes. Quando não se tem ideia do que cursar, é algo que nos faz escolher entre jornalismo e o mais sugerido pelos pais: direito.

Mesmo assim, como uma adolescente que "nasceu de humanas" e que gostava da ideia de algo que me tirasse da rotina, escolhi o jornalismo. É o que me traz ao recente ponto da questão que é o lugar e situação em que me encontro. Assumo que gosto da ideia de ser jornalista. Me agrada pensar que passo a impressão de uma pessoa que "aguenta" a profissão, uma corajosa. 

O que eu sinto quando vejo minha matéria publicada no Unicom Marginais é gratificante. Eu quero mostrar para os meus pais, para os meus amigos, para minha irmã e minhas professoras. E quero que saibam que eu tenho um motivo pra me orgulhar, mesmo sendo um trabalho de faculdade. Esse é apenas o começo sabe? Agora eu vi que eu consigo gostar da minha escrita, gostar de ter um "tipo" de escrever ou me portar diante a câmera. Eu posso ler literatura, criar ídolos jornalistas e escritores e me basear neles, me inspirar neles.

Além de ser uma escritora, eu posso ser quem eu quiser! Espero profundamente que nosso diploma seja um dia obrigatório, pra mostrar que jornalista se molda dentro de entendimentos teóricos sim, e que a prática da faculdade só tende a trazer melhores profissionais.

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