Guardei essas palavras

Creio que a escrita é a conexão das palavras com os sentimentos. Um ato de amor. Quase carnal.  Eu preciso. Alimento-me. A antropofagia de escrever e sentir. Talvez não devesse doer. Deveria aliviar, mas não agora, quando se da vida as linhas. Tem que ser depois, quando as lê. Um ato consumado do pecado e benção que é o prazer em escrever.

Olhos sem olhos. Telefones não tocam. Eu não sei se quero dormir ou continuar no branco do Word. Talvez seja melhor parar. Então não releio o que acabei de dar vida. E deixo aqui. Nem na luz. Nem no escuro. Na sombra, até a escrita acabar. Quem sabe, caro leitor, tu não entendas, porém quem pode entender é o palavreador. Me desculpe, mas certas coisas doem. 

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